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1 ano da prisão de Lula

Foi em 7 de abril de 2018, sábado que ficou marcado na história política do Brasil, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à sede da Polícia Federal em Curitiba para iniciar o cumprimento de sua pena na Lava Jato.

Condenado a 12 anos e um mês de prisão, o primeiro ano do ex-presidente na cadeia foi marcado por manifestações, um acampamento em frente ao prédio da PF que alterou a rotina de moradores da região, inúmeros habeas corpus negados, uma campanha eleitoral fracassada, uma nova condenação e a morte de seu irmão e neto.

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Prisão

Com a prisão decretada pelo então juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro (PSL), principal opositor do petista nas eleições do ano passado, Lula permaneceu por 26 horas na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo antes de deixar São Paulo sob escolta policial para Curitiba. Lá, ele falou aos seus seguidores que se entregaria para provar que não deve nada para a Justiça. Ele também gravou vídeos que seriam exibidos após a prisão

Eleições

Apontado como favorito nas pesquisas, Lula foi mantido como candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) enquanto pôde, mas quem concorreu foi pelo partido foi o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, ao lado de Manuela D’Ávilla (PCdoB), estiveram na chapa que acabou derrotada no segundo turno da eleição presidencial de 2018.

Vavá

Em janeiro, o ex-presidente recebeu a notícia da morte de seu irmão, Genival Inácio da Silva, de 79 anos, o Vavá, devido a complicações causadas por um câncer de pulmão.

O artigo 120 da Lei de Execução Penal (LEP) garante que condenados que cumprem pena em regime fechado podem obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento de cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão, mas Lula não foi liberado pela Justiça antes do sepultamento de Vavá, em São Bernardo do Campo.

A liberação aconteceu por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) após o enterro e Lula desistiu da viagem.

Arthur

Pouco mais de dois meses após a morte do irmão, o petista sofreu uma nova perda na família. Seu neto, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, deu entrada no Hospital Bartira, em Santo André, na manhã de 1º de março e sua morte confirmada por volta das 12h. Inicialmente, o hospital tratou o caso como uma meningite mas exames descartaram essa hipótese semanas depois.

Com a morte de Arthur, a defesa protocolou um pedido para que o ex-presidente fosse até o velório do neto. Diferente da última decisão, a juíza Carolina Lebbos, responsável pela Execução Penal dos condenados pela Lava Jato, autorizou o deslocamento de Lula desde que ele não fizesse declarações públicas ou houvesse a convocação de militantes.

De um ano para cá Lula tenta se manter como força da resistência do PT e do discurso de vitima pelas forças maiores.

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