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ACP diz que governo não pode conceder reajuste ao funcionalismo



ACP diz que governo não pode conceder reajuste ao funcionalismo

A Associação Comercial do Paraná (ACP) divulgou uma carta aberta em que contesta o movimento dos servidores estaduais que pedem reajuste de salários. No documento, a ACP destaca que “não é momento de reajuste de vencimentos no setor público, pois essa conta o Estado e a sociedade não têm como pagar”.

Segundo o presidente da ACP, Gláucio Geara, o reajuste dos salários pode acarretar em aumento de impostos. “Nós não somos contra aumento de salários, ou contra os servidores públicos, apenas estamos trazendo a público uma realidade de que nós que recolhemos os tributos sejamos surpreendidos com novos impostos com gastos do Governo com a folha de pagamento”, afirmou.

A entidade ressalta na carta que o Paraná, como grande parte dos estados brasileiros, segue uma trajetória insustentável de aumento das despesas públicas com a folha de pagamento de salários, tudo em detrimento de investimentos em infraestrutura.

Geara afirma que a crise econômica dos últimos anos afetou completamente o comércio e um possível aumento de impostos causaria um problema nos investimentos do setor. “Tivemos uma crise econômica, que foi consequência de uma crise política. Estamos pagando hoje com o fechamento de empresas, com o desemprego, com a não recuperação da economia nesses primeiros seis meses e nós precisamos reagir. Nós não conseguimos mais trabalhar com excesso de impostos”, disse.

Durante a campanha eleitoral, a Associação Comercial entregou para os candidatos ao governo um modelo de reforma administrativa. Geara conta que alguns itens já saíram do papel, mas outros ainda não entraram em discussão. “Nós propusemos uma série de medidas, uma reforma ampla, com a redução de secretarias, redução de cargos em comissão e o fim das mordomias do governo”, ressaltou.

De braços cruzados desde o dia 25 de junho, os servidores denunciam uma defasagem salarial de 17% – resultado de quatro anos de salários congelados. Para encerrar a greve, eles pedem, pelo menos, a recomposição da inflação do último ano, calculada em 4,94% segundo o índice IPCA.

 



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