Redação – Paraná Portal
Foto: Divulgação/SESP-PR

Após 12 anos, Carlos Eduardo dos Santos, acusado de matar a menina Rachel Genofre, foi condenado a 50 anos de prisão. A decisão do júri popular foi proferida no final da noite de quarta-feira (12), em Curitiba.

O réu foi condenado por 4 votos a 1 pelo homicídio triplamente qualificado -mediante meio cruel, ocultação do corpo e asfixia- e atentado violento ao pudor. Pelo primeiro crime, Carlos Eduardo dos Santos deve cumprir 40 anos de prisão e pelo segundo cumpre 10 anos.

Por tramitar em segredo de Justiça, o júri popular do caso Rachel Genofre não foi transmitido pelo YouTube, como aconteceu na semana passada no caso Tatiane Spitzner. O assassino, que responde por outros crimes sexuais em Sorocaba,  acompanhou o julgamento de São Paulo e prestou depoimento através de videoconferência.

De acordo com nota do advogado Daniel da Costa Gaspar, que representou a família da menina, afirmou por meio de nota que o dia 12 de maio de 2021 entrará na história da sociedade brasileira “como o dia em que a justiça enfim foi feita”.

“Cerca de quase 13 anos depois, o assassino da menina Rachel Genofre, enfim, pagará pelo seu hediondo crime que ceifou a vida de uma criança que teria um belo futuro em seu caminho, e marcou para sempre a vida de uma família de trabalhadores (…) a pena de 50 anos de prisão, não trará Rachel de volta, mas deve servir de exemplo e de apelo: vidas de crianças importam! Abusadores e criminosos sexuais não passarão impunes.

CASO RACHEL GENOFRE

No dia 27 de novembro de 2020, onze anos após o corpo de Rachel Genofre ser encontrado na Rodoferroviária de Curitiba, o caso foi concluído pela PCPR (Polícia Civil).Carlos Eduardo dos Santos foi identificado como autor do crime apenas em 2019, após um cruzamento no banco de dados das polícias do Paraná, São Paulo e Brasília.

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Reprodução/Arquivo Pessoal

“Ele alegou que morava em determinado local aqui no Centro de Curitiba e que já havia observado a Rachel. Após essas observações que ele fez da rotina dela, ele acabou abordando a Rachel. Ele disse que era produtor de um programa infantil de televisão, bem famoso na época, e chamou a Rachel para ir até o escritório dele para assinar os papéis que seriam necessários para ela participar desse programa de televisão”, contou a  delegada Camila Cecconelo após identificação do acusado.

De acordo com a confissão do acusado, assim que Rachel Genofre chegou no local, ela começou a gritar e reagir. Então, nesse momento Santos cometeu o ato sexual e matou a menina, de apenas nove anos.

“Representamos pela decretação da prisão preventiva para garantir a ordem pública, pois muito embora o indiciado esteja preso em uma prisão paulista, se colocado em liberdade após o cumprimento da pena voltará a delinquir. Além disso sua manutenção no cárcere assegura a aplicação da lei penal pelos crimes cometidos no Paraná”, explicou o delegado Marcos Fontes na época.

O inquérito ainda apontou que o exame psiquiátrico de Santos mostrou que o acusado pode responder pelos delitos praticados.

CORPO DE MENINA FOI ENCONTRADO EM MALA NA RODOFERROVIÁRIA DE CURITIBA

Rachel Genofre desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após sair da escola, no centro de Curitiba. Ela foi vista pela última vez, por volta das 17h30, em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa.

Após dois dias desaparecida, o corpo da criança foi encontrado em uma mala, deixada embaixo de uma escada na Rodoferroviária de Curitiba. Com sinais de estrangulamento e violência sexual, os peritos do IML (Instituto Médico Legal) encontraram a menina esquartejada. As câmeras de vigilância do local não estavam funcionando naquele dia.

Acusado de matar Rachel Genofre é condenado a 50 anos de prisão (Divulgação/SESP-PR)

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