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Foto: Carolina Antunes/PR

Nesta terça-feira (19), o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello fala na condição de testemunha na sessão da CPI da Covid. O depoimento é considerado o mais mais aguardado, já que Pazuello foi o ministro que ficou mais tempo no cargo durante a pandemia do novo coronavírus.

Além do colapso no sistema de Saúde de Manaus, o ex-ministro também deve falar sobre orientações do MS sobre compra e uso de medicamentos sem comprovação científica contra a Covid-19, como a cloroquina, e sobre os atrasos e omissões do governo na compra de vacina e insumos.

CPI DA COVID OUVE EDUARDO PAZUELLO

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu na última sexta-feira (14) um habeas corpus preventivo que garante ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello o direito de se manter em silêncio na CPI da Covid.

Embora o ex-ministro da Saúde tenha sido notificado pela CPI para ser ouvido como testemunha, condição que o obriga a dizer a verdade, a AGU argumentou que a ele deve ser garantida a prerrogativa constitucional de não produzir prova contra si.

Assista ao vivo o depoimento de Eduardo Pazuello na CPI da Covid abaixo!

CPI DA COVID-19: O QUE É?

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), oficializou a criação da CPI no dia 13 de abril, após ordem do STF (Supremo Tribunal Federal).

Pacheco decidiu unir dois requerimentos apresentados por senadores, criando uma única comissão que, além de investigar ações e omissões da gestão do presidente Jair Bolsonaro na pandemia, também tratará dos repasses de verbas federais para estados e municípios.

O requerimento inicialmente analisado, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), previa apenas a investigação do governo Bolsonaro, como em relação ao colapso do sistema de saúde de Manaus, onde pacientes internados morreram por falta de oxigênio. O general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, já é investigado pelo caso.

A comissão terá um prazo inicial (prorrogável) de 90 dias para realizar procedimentos de investigação e elaborar um relatório final, a ser encaminhado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.

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