Cidades

Após 52 anos na UFPR, doceiro Baiano se aposenta

Do Parana Portal

Figura lendária do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), José Alves Pereira – ou Baiano, como ficou conhecido – anunciou a sua aposentadoria depois de 52 anos trabalhando no campus.

A despedida foi no mesmo dia do aniversário de 92 anos do doceiro, que durante décadas manteve seu carrinho de guloseimas estacionado em uma das ruas do campus do bairro Cabral, em Curitiba.

Baiano começou a trabalhar no Setor de Ciências Agrárias em 1967. Nesse tempo, fez muitos amigos entre funcionários e estudantes. No último dia 29 de maio, centenas de pessoas se reuniram para comemorar seu aniversário. A festa teve direito a bolo, parabéns, um quadro assinado pelos presentes e uma muda de araucária como lembrança.

Baiano (que na verdade é cearense, nascido na cidade de Crato) já foi homenageado em diversas formaturas ao longo desses anos, na maioria das vezes como “Amigo da Turma”. Tantas que até perdeu a conta. “Tenho mais de 30 quadros e homenagens em casa”, diz ele.

Ganhou também uma biografia, lançada pela editora Artesão de Memórias, intitulado “São Baiano das Agrárias – Memórias de José Alves Pereira”. O livro foi financiado com a ajuda de ex-alunos do Setor. Baiano também foi agraciado com o título de Engenheiro Agrônomo Honorário pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, em 2015.

Outra homenagem, bem divertida, foi criação do professor Wilson Loureiro, que criou o “santinho” do São Baiano das Agrárias. No impresso, a foto do Baiano e a frase “Protetor, conselheiro e desatador dos nós dos estudantes de Agrárias da UFPR”. O folheto sugere comer um docinho do Baiano por nove dias seguidos para passar nas disciplinas mais difíceis.

Baiano chegou ao Paraná em 1952, primeiramente morando em Paranavaí, e logo em seguida veio para a capital. Em Curitiba, começou a trabalhar vendendo sorvetes.

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