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Ato de professores em Núcleo de Educação termina em agressão e portas fechadas em Curitiba



Ato de professores em Núcleo de Educação termina em agressão e portas fechadas em Curitiba

Um professor foi agredido por um segurança no Núcleo de Educação de Curitiba na manhã desta sexta-feira (12). Os professores foram até o local para dialogar com servidores que não aderiram ao movimento e foram recebidos com portas fechadas, segundo o relato do grupo.

Segundo o professor agredido, Cleverson Carlos Sabino, o grupo de professores chegou ao Núcleo de Educação pela manhã e encontraram o portão fechado e seguranças. “Nós tentamos conversar com o segurança que estava na porta para que pudéssemos ter acesso ao núcleo, para fazer uma conversa com os funcionários e uma panfletagem do nosso movimento e tivemos a entrada impedida”, conta.

O grupo em que Cleverson estava era formado por vinte professores mas no momento da agressão apenas cinco o acompanhavam, o que não representaria um risco ao prédio público. “No momento da agressão, a gente estava em cinco professores. Não havia ameaça e nem nada que justificasse o motivo para isso”, afirma o professor.

“O que nos deixou mais entristecido foi a surpresa de que quando chegamos na porta os seguranças vieram correndo e foram trancando as portas com cadeados de dentro para fora. Não deu nem tempo da gente conversar direito e quando vi o professor foi jogado no chão. O homem que estava na coordenação da segurança, quando percebeu, saiu gritando ‘sai, sai, sai’”, comenta a presidente da APP-Sindicato Curitiba Sul, Natália dos Santos .

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Depois da confusão, um grupo de oito professores conseguiu entrar para conversar com a chefe do Núcleo. O objetivo é dialogar com a representante do Governo para diminuir a ‘pressão’ que está sendo colocada sobre diretores e professores grevistas e o corte de salários. “São ameaças. Ameaças de demissão dos [professores] PSS, ameaça de cortar salários. ‘Se você não voltar para a escola não será mais contratado e vai perder o emprego’ e assim ficam constantemente”, denuncia Natália.

Para o advogado do APP-Sindicato, Mário Sérgio, a ameaça de corte de salários dos professores grevistas é infundada, uma vez que o direito a greve é garantido em lei e porque as aulas serão repostas aos alunos.

“[A greve] é um direito legal, mas o governo não cumpre a lei e esse é o problema no nosso país. Os funcionários são obrigados a cumprir os dias letivos, eles vão ter que repor. Então o governo quer descontar pra devolver depois? Se o funcionário não repor o dia, então terá o desconto. Temos decisões do STJ bem claras sobre isso que não podem descontar, a não ser que seja ilegal ou abusiva e ainda assim tem o direito de repor”, explica.

O Núcleo de Educação de Curitiba foi procurado e ainda não se manifestou sobre o caso.

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