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Vinicius Cordeiro – Paraná Portal
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O governo do Paraná prorrogou o atual decreto, que perderia a vigência amanhã, até domingo (16) para avaliar novas medidas de enfrentamento à Covid-19 durante o final de semana. O governador Ratinho Junior (PSD) e o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, estudam mais restrições para impedir o avanço da pandemia em algumas regiões.

Diante desse cenário, o novo decreto deve ser publicado durante o final de semana e valer a partir da próxima segunda-feira (17).

Conforme o boletim estadual, o Estado superou a marca de 1 milhão de casos confirmados e acumula 24.187 mortes da doença. Após a explosão da doença em fevereiro e março, os números voltam a subir após o início da vacinação dos trabalhadores da Educação.

Neste momento, a taxa de ocupação dos leitos de UTI do SUS exclusivos para Covid-19 é de 94%. O indicador é superior a 90% em todas as regiões: leste (94%), oeste (92%), noroeste (95%) e norte (97%). Além disso, o índice de transmissão do vírus subiu em algumas regiões – Curitiba passou a ter taxa de 1,06, por exemplo – o que sinaliza aumento da proliferação e da demanda dos serviços de Saúde.

A expectativa é que Ratinho Junior determine restrições mais severas em algumas regiões específicas, conforme os dados da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde). Mais cedo, municípios do centro-oeste elaboraram um plano de medidas em conjunto para frear o contágio na região.

O governador admitiu a possibilidade de um novo lockdown nesta semana, apesar da intenção de não impactar tanto o setor econômico.

“Vamos ter uma reunião com a equipe de Saúde e manter o decreto até segunda-feira para entender os números dessa semana. A ideia é fazer com que a gente tenha que restringir o mínimo possível. A gente sabe que toda decisão acaba influenciando na vida da pessoa. Claro que em questões pontuais, a gente tem que intervir. Temos casos, em algumas regiões do Paraná, que vem crescendo muito, de forma assustadora”, admitiu Ratinho Junior em entrevista à RIC. “É como uma acupuntura. Você vai onde está o problema. Torço para que não tenha que tomar decisão mais drástica neste momento”, completou.

VACINAÇÃO NO PARANÁ

Segundo o Vacinômetro, até esta sexta-feira (14) o Paraná vacinou 2.101.159 cidadãos. Ao todo, 3.200.264 doses foram aplicadas, das quais 1.099.105 se referem à dose de reforço.

Até agora, o Estado recebeu do Ministério da Saúde um total de 4.491.120 de doses, somados os imunizantes CoronaVac e AstraZenca/Oxford.

Redação – Paraná Portal
Foto: Arquivo/Gilson Abreu/AEN

O Paraná confirmou 145 mortes e 9.338 casos novos de covid-19. O boletim do coronavírus foi atualizado nesta sexta-feira (14) pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde).

Conforme a secretaria estadual, o Paraná agora acumula 1.006.266 casos confirmados e 24.187 mortes por complicações da doença.

De acordo com a secretaria estadual, o Paraná tem 2.376 pacientes com Covid-19 internados em hospitais da rede pública ou privada. Destes, 1.209 ocupam leitos de UTI, enquanto 1.167 realizam o tratamento em vagas de enfermaria.

Além disso, outros 2.769 pacientes com quadros respiratórios seguem internados. Eles são considerados casos suspeitos porque não fizeram ou ainda aguardam o resultado dos exames para coronavírus.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI do SUS exclusivos para Covid-19 é de 94%. O indicador é superior a 90% em todas as regiões: leste (94%), oeste (92%), noroeste (95%) e norte (97%).

O Paraná chega aos 1.006.266 diagnósticos positivos de Covid-19 com uma taxa de letalidade de 2%.

De acordo com a Sesa, 710.159 pacientes foram liberados do tratamento e são considerados recuperados. O número representa 71% do total de infectados.

VACINA

Desde o início da campanha de vacinação até esta sexta-feira (14) o Paraná vacinou 2.101.159 cidadãos. Ao todo, 3.200.264 doses foram aplicadas, das quais 1.099.105 se referem à dose de reforço.

Até agora, o Estado recebeu do Ministério da Saúde um total de 4.491.120 de doses, somados os imunizantes CoronaVac e AstraZenca/Oxford.

COVID-19: NOVAS MORTES

boletim do coronavírus atualizado nesta sexta-feira (14) pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) incluiu 145 mortes aos registros oficiais da Covid-19 no Paraná. As vítimas eram 82 homens e 53 mulheres, com idades entre 20 e 97 anos. Os óbitos ocorreram entre janeiro e abril de 2021.

Os óbitos incluídos hoje no boletim da Sesa aconteceram em Curitiba (12), São Mateus do Sul (9), Londrina (8), São Jose dos Pinhais (8), Campo Mourão (6), Morretes (6), Siqueira Campos (6), Guarapuava (5), Pinhais (5), Almirante Tamandaré (4), Maringá (4), Paranaguá (4), Toledo (4), Arapongas (3), Castro (3), Foz do Iguaçu (3), Campina Grande do Sul (2), Colombo (2), Francisco Beltrão (2), Jaguariaíva (2), Marilândia do Sul (2), Nova Esperança (2), Ponta Grossa (2), Reserva (2), Rolândia (2) e São João do Ivaí (2).

Além disso, a secretaria estadual registrou a morte de uma pessoa que morava em cada um dos seguintes municípios: Agudos Do Sul, Alto Piquiri, Assis Chateaubriand, Balsa Nova, Bandeirantes, Barbosa Ferraz, Barracão, Bocaiuva do Sul, Cambara, Cascavel, Centenário do Sul, Guaíra, Itaperuçu, Ivaiporã, Jacarezinho, Jesuítas, Mandaguaçu, Marialva, Matinhos, Nova Esperança do Sudoeste, Palmas, Paranacity, Pirai do Sul, Prudentópolis, Salto do Itararé, Santa Mariana, Santa Monica, São Jeronimo da Serra, São Pedro do Iguaçu, Saudade do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Telêmaco Borba, Turvo, Ubiratã e Umuarama.

Redação – Paraná Potal
Foto: Daniel Castellano / SMCS

O mutirão da Campanha de Vacinação Contra a Gripe, promovido pela Prefeitura de Curitiba, acontece neste sábado (15) com objetivo de imunizar idosos de 85 anos ou mais.

A imunização acontecerá em cinco postos de vacinação drive-thru e 10 pontos fixos. Os 15 locais (veja a lista no fim da matéria) são exclusivamente para vacinação contra a gripe e têm funcionamento das 8h às 14h. Nestes pontos, não haverá vacina contra Covid-19.

INTERVALO COM A DOSE DE VACINA CONTRA A COVID

O mutirão é um esforço da Prefeitura de Curitiba para aumentar a imunização da população, especialmente os mais vulneráveis, como os idosos, contra o vírus da influenza, que também pode matar.

A data do mutirão da imunização da gripe respeita o intervalo de 14 dias até a segunda dose da vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, que começará a ser aplicada em grupos de idosos de 81 a 85 anos na última semana de maio.

“O intervalo para tomar as duas vacinas, da gripe e da covid-19, deve ser de 14 dias, no mínimo, para qualquer pessoa”, destaca Márcia Huçulak, secretária municipal da Saúde de Curitiba (SMS).

No sábado, além dos idosos de 85 anos ou mais, podem ser vacinadas pessoas de outros grupos prioritários: crianças de seis meses a seis anos de idade, gestantes e mulheres que deram à luz recentemente (puérperas).

“Como estamos com vacinação da covid-19 também para gestantes e puérperas, cabe reforçar também a elas a necessidade do intervalo de 14 dias entre as duas vacinas”, alerta Márcia.

LOCAIS DE VACINAÇÃO CONTRA A GRIPE EM CURITIBA

Os 15 locais estão abertos neste sábado (15), das 8h às 14h.

PONTOS FIXOS

  • Unidade de Saúde Bairro Novo – Rua Paulo Rio Branco de Macedo, 791- Sítio Cercado
  • Unidade de Saúde Bairro Alto – Rua Jornalista Alceu Chichorro Jr, 314 – Bairro Alto
  • Unidade de Saúde Hauer – Rua Waldemar Kost, 650 – Hauer
  • Unidade de Saúde Salgado Filho – Avenida Senador Salgado Filho, 5.265 – Uberaba
  • Unidade de Saúde Atenas – Rua Emilia Erichsen, 45 – CIC
  • Unidade de Saúde Mãe Curitibana – Rua Jaime Reis, 331 – São Francisco
  • Unidade de Saúde Santa Quitéria 2 – Rua Bocaiúva, 310 – Santa Quitéria
  • Unidade de Saúde Concórdia – Rua Dilermano Pereira de Almeida, 700 – Pinheirinho
  • Unidade de Saúde Santa Felicidade – Via Vêneto, 10 – Santa Felicidade
  • Unidade de Saúde Rio Bonito – Rua Fanny Bertoldi, 170 – Campo do Santana

PONTOS DE DRIVE-THRU DO MUTIRÃO

  • Parque Regional de Manutenção da 5ª Região Militar – Avenida Francisco M Albizu, 320 – Bacacheri
  • Santuário N. Sra. Carmo – Estacionamento da Paróquia – Entrada exclusivamente pelo portão do estacionamento, pela Rua Frederico Mauer – Boqueirão
  • Rua da Cidadania Cajuru – Avenida Prefeito Maurício Fruet, 2.150 – Cajuru
  • Administração Regional CIC – Rua Manoel Valdomiro de Macedo, 2.460 – CIC
  • Comunidade Alcance de Curitiba – Travessa Augusto Marach, 225 (em frente à Policlínica Capão Raso)
Mônica Bergamo – Folhapress
Foto: Pedro França/Agência Senado

O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros, afirma que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello pode “estar objetivando proteger possíveis infratores” com o pedido de habeas corpus autorizando que ele fique em silêncio em seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito.

Renan enviou um ofício ao STF (Supremo Tribunal Federal) criticando a solicitação feita por Pazuello. No documento, endereçado ao ministro Ricardo Lewandowski, o senador argumenta que Pazuello será ouvido como testemunha, e não investigado.

“A CPI encontra-se em sua segunda semana de oitivas, fase incipiente de seus trabalhos e, por isso, ainda não há uma linha investigativa que claramente implique o sr. Eduardo Pazuello em crimes, de forma a justificar a concessão da medida pleiteada”, esreveu Renan

“O impetrante dá demonstrações de que tem a intenção de dificultar, desde o nascedouro, os trabalhos de uma comissão parlamentar legitimamente criada e instalada […] e tem por missão investigar a fundo e apresentar ao povo brasileiro a atuação do governo federal na condução da maior crise sanitária que o Brasil e o mundo já tiveram”, afirma o senador.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
Foto: Marcelo Casal Jr/ABr

A partir de junho, os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que deixarem de realizar a prova de vida voltarão a ter o benefício cortado, informou hoje o órgão. A exigência estava suspensa desde março de 2020, por causa da pandemia de covid-19.

Inicialmente, a retomada da prova de vida estava prevista para maio, mas foi adiada em um mês pela Portaria 1.299 do Ministério da Economia, publicada hoje (13) no Diário Oficial da União.

Em maio, ocorrerá o bloqueio de 160 mil beneficiários que deveriam ter feito a prova de vida em fevereiro de 2020, antes do início da pandemia. Estes devem ir à agência regularizar a situação. De março de 2020 em diante, os prazos serão retomados de forma gradual, para evitar aglomerações nas agências bancárias.

A portaria estabeleceu o seguinte calendário de transição para a prova de vida para os segurados do INSS.

Redação – Paraná Portal
Foto: Gilson Abreu/AEN

A IPM Sistemas, empresa catarinense especializada em softwares de gestão em nuvem para o setor público municipal, disponibilizou 70 vagas de emprego neste mês. No Paraná, a empresa tem vagas em Curitiba e Cascavel. Em Santa Catarina, há busca por colaboradores em Florianópolis e em Rio do Sul. Já no Rio Grande do Sul, as contratações são para Porto Alegre, Novo Hamburgo e Cachoeirinha. Também há oportunidades em Bauru, Sumaré e Campinas, no estado de São Paulo, e em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

“Existe uma grande demanda por profissionais especializados, principalmente no setor de tecnologia, que cresceu exponencialmente durante a pandemia”, explica o empresário Aldo Mees, presidente da IPM Sistemas.

A empresa registrou crescimento de 35% na demanda por mão de obra. De acordo com o relatório “Impacto COVID-19 no mercado de computação em nuvem”, o mercado de serviços de nuvem deve atingir US$ 295 bilhões até 2021, registrando um crescimento de 12,5%.

As descrições das vagas e disponibilidade são vistas no site ipm.com.br

Fernando Canzian – Folhapress
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

Quase nove entre cada dez brasileiros avaliam que o valor do novo auxílio emergencial pago pelo governo federal é insuficiente, segundo pesquisa Datafolha realizada nesta semana, entre os dias 11 e 12 de maio.

Significativamente menor na comparação com o que foi disponibilizado em 2020, a nova rodada do auxílio, prevista para o período entre abril e agosto, é considera insuficiente por 87% dos brasileiros com mais de 16 anos.

O novo auxílio pagará entre R$ 150 e R$ 375 a 45,6 milhões de beneficiários. O gasto total previsto é de R$ 44 bilhões, equivalente a apenas 15% do que foi desembolsado em 2020.

Iniciada somente após o trimestre mais letal da pandemia da Covid-19 no Brasil, entre janeiro e março deste ano, a nova rodada é considerada satisfatória por apenas 10% da população -outros 3% acham o montante mais do que suficiente.

No ano passado, o auxílio emergencial vigorou entre abril e dezembro, somando R$ 293 bilhões destinados a 66 milhões de brasileiros. As parcelas iniciais foram de R$ 600, depois reduzidas a R$ 300.

Entre os que receberam o auxílio em 2020, quase 90% consideram o valor deste ano insuficiente. Segundo o Datafolha, menos da metade (49%) das pessoas que receberam o auxílio no ano passado o fizeram neste ano.

Economistas das áreas de renda e desigualdade consideram que o governo exagerou na dose do auxílio emergencial em 2020 e acabou sem munição neste ano -marcado por nova onda de infecções e mortes e pela falta de vacinas que poderiam permitir o retorno pleno da atividade econômica.

A análise é reforçada por dois indicadores. O primeiro é a captação líquida da poupança, que atingiu R$ 166,3 bilhões em 2020, a maior da série histórica do Banco Central. O segundo é a inflação, sobretudo de alimentos, que disparou no ano passado e seguiu alta neste primeiro trimestre, indicando uma elevação de preços decorrente do maior volume de moeda em circulação.

Com o fim abrupto, no início deste ano, do auxílio emergencial robusto de 2020, o efeito sobre os mais pobres foi imediato. Houve súbito aumento da taxa de pobreza e o encolhimento da chamada classe C.

Segundo dados da FGV Social, o Brasil tem hoje 35 milhões de pessoas na pobreza extrema, ou 16% da população vivendo com menos de R$ 246 ao mês. Em 2019, eles somavam 24 milhões, ou 11% do total.

Desde agosto do ano passado, ápice do pagamento do auxílio emergencial, quase 32 milhões de pessoas deixaram a classe C (renda domiciliar entre R$ 1.926 e R$ 8.303) em direção às D/E ou à miséria.

O Datafolha também aferiu que 55% dos brasileiros consideram insuficiente ou muito pouco o que eles e seus familiares ganham atualmente para sobreviver.

O percentual salta a 71% entre aqueles com renda familiar mensal até dois salários mínimos (R$ 2.200) -e que constituem a maioria (57%) das famílias brasileiras, segundo o perfil da amostra do Datafolha.

Dados da pesquisa também permitem inferir que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode estar sendo abalada pela substituição de um auxílio emergencial mais robusto em 2020 por valores considerados insuficientes agora pela imensa maioria dos brasileiros.

Em agosto do ano passado, no auge do pagamento do auxílio emergencial, a aprovação ao seu governo atingiu 37%, melhor taxa desde o início do mandato. Na pesquisa desta semana, seu índice de ótimo/bom recuou a 24%, a pior marca.

Além de estar pagando um auxílio menor, Bolsonaro enfrenta uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar sua responsabilidade nas cerca de 430 mil mortes pela Covid-19 no país e uma recuperação econômica medíocre.

Para esses e outros resultados, o Datafolha realizou 2.071 entrevistas presenciais em 146 municípios de todo o Brasil, sendo de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, a margem de erro do levantamento.

Constança Rezende, Julia Chaib Renato Machado – Folhapress
Foto: Reprodução Youtube

Em depoimento à CPI da Covid nesta quinta-feira (13), o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, afirmou que a empresa fez em 2020 ao Brasil ao menos cinco ofertas de doses de vacinas contra o coronavírus e que o governo ignorou proposta para comprar 70 milhões de unidades do imunizante.

Murillo disse à comissão que, se o contrato com a empresa tivesse sido assinado pelo governo federal em agosto do ano passado, o Brasil teria disponíveis 18,5 milhões de doses da vacina até o segundo trimestre deste ano.

O Ministério da Saúde só firmou acordo com o laboratório em março deste ano, em que adquiriu 100 milhões de doses, das quais 14 milhões devem ser entregues neste segundo trimestre, e os 86 milhões restantes, no terceiro trimestre.

As falas do representante da Pfizer confirmam o que foi dito um dia antes na comissão pelo ex-secretário Fábio Wajngarten (Comunicação), segundo o qual o Brasil deixou parada a negociação com o laboratório durante dois meses.

Senadores do grupo majoritário da CPI e integrantes da equipe do relator Renan Calheiros (MDB-AL) avaliam que o depoimento foi importante e atesta inanição por parte do governo de Jair Bolsonaro.

Segundo Carlos Murilo, as negociações começaram em maio e, em agosto, foi feita a primeira oferta para compra de 30 milhões ou de 70 milhões de doses, ignoradas pelo Executivo, como mostrou o jornal Folha de S.Paulo no início de março deste ano.

Em oitiva na CPI, o representante da Pfizer construiu uma linha do tempo. Segundo ele, após ter iniciado as conversas com o Brasil em maio, a primeira oferta ocorreu em 14 de agosto.

Depois, o laboratório fez mais duas ofertas, em 18 de agosto e 26 de agosto. Nas três foram feitas propostas separadas de entregas de dois quantitativos: 30 e 70 milhões de doses para entrega parcelada até o final de dezembro de 2021.

“A proposta de 26 de agosto tinha validade de 15 dias. Passados 15 dias, o governo não rejeitou e nem aceitou a oferta”.

As duas ofertas previam que ao menos 1,5 milhão de doses chegariam ao Brasil em dezembro de 2020. Como a oferta foi ignorada, segundo Murillo, em novembro as negociações foram retomadas com mais duas propostas.

Desta vez, só estava na mesa a possibilidade de compra de 70 milhões de doses e não havia mais a chance de alguma vacina da Pfizer chegar ainda em 2020. O Brasil receberia 8,5 milhões de doses nos dois primeiros trimestres.

Já em 2021, a Pfizer fez nova oferta em 15 de fevereiro. Só havia uma proposta na mesa, para a compra de 100 milhões de doses. Mais uma vez, o governo não fechou o acordo.

Em 8 de março deste ano, de acordo com o representante da farmacêutica, foi feita mais uma oferta, semelhante à de fevereiro, para a entrega de 100 milhões de doses, sendo 14 milhões no segundo trimestre de 2021 e mais 86 milhões no terceiro trimestre –esta foi aceita pelo Brasil.

Murillo disse que só ficou confiante com o fechamento do acordo para o fornecimento da vacina com o governo brasileiro no dia 19 de março deste ano, quando o contrato foi assinado.

Durante a oitiva nesta quinta-feira (13), senadores, entre eles o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), fizeram questão de ressaltar o cálculo feito pelo geren-geral da Pfizer de que, caso o Brasil tivesse firmado trato no ano passado, poderia ter recebido 18,5 milhões de doses.

Isto porque pela oferta feita em agosto do ano passado, teriam sido entregues 1,5 milhões de doses, 3 milhões no primeiro trimestre, e 14 milhões no segundo.

No depoimento, o gerente-geral da Pfizer confirmou que representantes da empresa mantiveram reuniões com o ex-secretário Wajngarten (Comunicação). No entanto não soube dizer se pessoas de fora do governo participaram, em especial o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República.

“Eu confirmo, mas não posso confirmar que outras pessoas estiveram presentes nessa reunião”, disse, após ser questionado pelo relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), se o filho do presidente estava presente.

Renan então afirmou que vai apresentar requerimento para convocar as duas representantes da empresa que participaram do encontro, para esclarecer essa questão.

Em depoimento à CPI da Covid, Murillo confirmou a conversa telefônica mencionada pelo ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten, que envolveu o Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Murillo afirmou que telefonou ao ex-secretário ao ter conhecimento de um e-mail de Wajngarten para o CEO global da Pfizer, sobre um ofício da empresa que estava parado há dois meses no governo.

De acordo com ele, o secretário inicialmente se inteirou das tratativas e depois seguiu para o gabinete de Bolsonaro, que recebia o ministro Paulo Guedes.

“O ministro Guedes perguntou o quantitativo ofertado. Ele indicou que o Brasil precisava mais quantidade e eu respondi que nós vamos procurar oferecer maior quantitativo”, disse Murillo.

Em depoimento no dia anterior, Wajngarten havia trazido a informação do telefonema. Em seu relato, afirmou que o presidente escreveu em um papel a palavra “Anvisa”, indicando que seria necessário primeiro a autorização da agência de vigilância sanitária. E Guedes, segundo afirmou, teria dito “vacina é o caminho”.

O gerente-geral da Pfizer na América Latina também disse que as condições impostas para a venda de vacinas ao governo brasileiro não eram “leoninas”, como descreveu o ex-ministro Eduardo Pazuello como justificativa para a demora na compra de doses.

“Não estou de acordo com essa categorização de condições eram leoninas”, disse, em depoimento à CPI da Covid.

Murillo afirmou que as condições eram, em linhas gerais, as mesmas oferecidas para outros países, com pequenas variações por causa das peculiaridades de cada localidade.

As condições impostas pela empresa, que exigia imunidade por eventuais efeitos colaterais da vacina, queria garantias de pagamentos no exterior, entre outros pontos, foi apontada pelo governo brasileiro como obstáculo para a aquisição da imunização.

O gerente-geral da Pfizer também confirmou a participação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) em reunião para tratar da compra de vacinas.

Murillo disse que duas representantes do jurídico da empresa mantinham reunião no Palácio do Planalto com o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten e seus auxiliares, para esclarecer pontos relativos à aquisição da vacina e possíveis entraves.

Em determinado momento, após uma hora de reunião, aproximadamente, Wajngarten recebeu um telefonema e deixou a sala de reunião. Ao retornar, estava acompanhado de Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, e do assessor internacional da Presidência, Filipe Martins.

Inicialmente, Murillo afirmara que não tinha conhecimento da participação do filho do presidente nas tratativas. No entanto, posteriormente, pediu para fazer um esclarecimento e acrescentou essa informação, que havia recebido de seus assessores.

A declaração reforça tese que está em construção pelo grupo de senadores majoritário da CPI, que avalia existir um “ministério paralelo” ao da Saúde que orienta e define as medidas que serão adotadas no combate à pandemia do coronavírus.

Nesta quinta, os senadores governistas da CPI da Covid recorreram novamente aos argumentos apresentados por Eduardo Pazuello para justificar a demora na assinatura do contrato. Afirmaram que as cláusulas eram impraticáveis e que o Brasil só adptou a legislação ao que a Pfizer exigia neste ano, ou seja, não poderia ter firmado trato no ano passado.

Além disso, os aliados de Bolsonaro também tentaram mostrar que a quantidade de doses que chegaria ao país no início deste ano seria baixa.

Enquanto ocorria a sessão, Bolsonaro tentou colocar em prática outra estratégia para se contrapor à CPI.
Em visita a Alagoas, estado natal de Renan, Bolsonaro chamou o relator de vagabundo -como fez no do dia anterior senador Flávio

Bolsonaro (Republicanos-RJ)- e afirmou que a comissão comete crime ao investigá-lo.
O relator Renan rebateu o presidente durante a sessão. Ele afirmou que a resposta às ofensas será o aprofundamento das investigações.

Renan também criticou Wajngarten, afirmando que cometeu um “dos maiores desacatos a uma comissão parlamentar de inquérito da história do Congresso Nacional, em particular do Senado”.

O relator da comissão afirmou que ficou claro o crime de falso testemunho. Renan concluiu afirmando que a fala do filho mais velho do presidente, que o chamou de “vagabundo”, tinha a única missão de ofender e escrachar.

“Eu quero dizer a todos os pregadores que a minha resposta a esses ataques é esse número aqui, de vítimas da pandemia”, disse, em referência, à placa com o número 428.256, que substitui a indicação de seu nome na mesa da comissão.

“Haja o que houver, intimidações todos os dias, não haverá problema. A melhor resposta é o aprofundamento da investigação”, concluiu.

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertam que a incidência da covid-19 se mantém em um patamar elevado no Brasil, o que dá oportunidade para o surgimento de novas variantes do coronavírus SARS-CoV-2 e torna o risco de uma terceira onda “ainda mais grave”. A análise consta no boletim divulgado ontem (12) pelo Observatório Covid-19, que aponta também uma ligeira redução nas taxas de mortalidade e na ocupação dos leitos de unidades de terapia intensiva (UTI).

“A observada manutenção de um alto patamar, apesar da ligeira redução nos indicadores de criticidade da pandemia, exige que sejam mantidos todos os cuidados, pois uma terceira onda agora, com taxas ainda tão elevadas, pode representar uma crise sanitária ainda mais grave”, avalia o boletim.

Desde o fim de abril, há uma tendência de queda de 1,7% nos óbitos por dia, enquanto os casos aumentam 0,3% por dia. O número de mortes, porém, continuava muito elevado na semana de 2 a 8 de maio, próximo das 2,1 mil vítimas por dia.

O percentual de pessoas diagnosticadas que vão a óbito (letalidade) também caiu, de 4,5% em março para cerca de 3,5% na última semana, o que pode indicar um aumento na capacidade de diagnóstico e no tratamento de casos graves.

“Neste momento da pandemia cabe o reforço das ações de vigilância em saúde para fazer a triagem de casos graves, o encaminhamento para serviços de saúde mais complexos, bem como a identificação e aconselhamento de contatos. Nesse sentido, a reorganização e ampliação da estratégia de testagem é essencial para evitar novos casos, bem como reduzir a pressão sobre os serviços hospitalares”, recomendam os pesquisadores.

Ocupação de leitos de covid-19

O boletim divulgado ontem aponta uma melhora significativa na ocupação dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) na Região Norte, onde Roraima (37%), Acre (57%) e Amazonas (55%) estão na zona de alerta baixo. Fora esses três estados, a Paraíba é a única que apresenta ocupação na zona de alerta baixo, com 59%.

Apesar disso, sete estados de outras regiões têm ao menos 90% dos leitos ocupados: Piauí (90%), Ceará (90%), Rio Grande do Norte (95%), Pernambuco (96%), Sergipe (97%), Paraná (93%) e Santa Catarina (91%). Também estão na zona de alerta crítico para a ocupação de UTIs: Roraima (88%), Bahia (80%), Mato Grosso do Sul (85%), Distrito Federal (81%), Tocantins (81%), Rio de Janeiro (87%) e Goiás (84%).

O número de estados na zona de alerta médio é o maior desde 22 de fevereiro. São nove as unidades da federação com as UTIs entre 60% e 80% de ocupação: Amapá (72%), Pará (69%), Maranhão (67%), Mato Grosso (79%), Alagoas (74%), Minas Gerais (79%), Espírito Santo (77%), São Paulo (79%) e Rio Grande do Sul (73%).

O boletim sugere que a nova conjuntura da pandemia “pode permitir a readequação dos serviços de saúde, com atuação mais intensa dos serviços de Atenção Primária de Saúde, bem como o esclarecimento da população, empresas e gestores locais sobre a importância de se intensificar as práticas de proteção individuais e coletivas, como o uso de máscaras, higienização pessoal e de ambientes domiciliares”.

Os pesquisadores reforçam que locais e atividades de interação social, principalmente em ambientes fechados e com grande números de pessoas devem continuar sendo evitados. “Somente essas medidas, aliadas à intensificação da campanha de vacinação, podem garantir a queda sustentada da transmissão e a recuperação da capacidade do sistema de saúde”.

Redação – Paraná Portal
Foto: Divulgação/SESP-PR

Após 12 anos, Carlos Eduardo dos Santos, acusado de matar a menina Rachel Genofre, foi condenado a 50 anos de prisão. A decisão do júri popular foi proferida no final da noite de quarta-feira (12), em Curitiba.

O réu foi condenado por 4 votos a 1 pelo homicídio triplamente qualificado -mediante meio cruel, ocultação do corpo e asfixia- e atentado violento ao pudor. Pelo primeiro crime, Carlos Eduardo dos Santos deve cumprir 40 anos de prisão e pelo segundo cumpre 10 anos.

Por tramitar em segredo de Justiça, o júri popular do caso Rachel Genofre não foi transmitido pelo YouTube, como aconteceu na semana passada no caso Tatiane Spitzner. O assassino, que responde por outros crimes sexuais em Sorocaba,  acompanhou o julgamento de São Paulo e prestou depoimento através de videoconferência.

De acordo com nota do advogado Daniel da Costa Gaspar, que representou a família da menina, afirmou por meio de nota que o dia 12 de maio de 2021 entrará na história da sociedade brasileira “como o dia em que a justiça enfim foi feita”.

“Cerca de quase 13 anos depois, o assassino da menina Rachel Genofre, enfim, pagará pelo seu hediondo crime que ceifou a vida de uma criança que teria um belo futuro em seu caminho, e marcou para sempre a vida de uma família de trabalhadores (…) a pena de 50 anos de prisão, não trará Rachel de volta, mas deve servir de exemplo e de apelo: vidas de crianças importam! Abusadores e criminosos sexuais não passarão impunes.

CASO RACHEL GENOFRE

No dia 27 de novembro de 2020, onze anos após o corpo de Rachel Genofre ser encontrado na Rodoferroviária de Curitiba, o caso foi concluído pela PCPR (Polícia Civil).Carlos Eduardo dos Santos foi identificado como autor do crime apenas em 2019, após um cruzamento no banco de dados das polícias do Paraná, São Paulo e Brasília.

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Reprodução/Arquivo Pessoal

“Ele alegou que morava em determinado local aqui no Centro de Curitiba e que já havia observado a Rachel. Após essas observações que ele fez da rotina dela, ele acabou abordando a Rachel. Ele disse que era produtor de um programa infantil de televisão, bem famoso na época, e chamou a Rachel para ir até o escritório dele para assinar os papéis que seriam necessários para ela participar desse programa de televisão”, contou a  delegada Camila Cecconelo após identificação do acusado.

De acordo com a confissão do acusado, assim que Rachel Genofre chegou no local, ela começou a gritar e reagir. Então, nesse momento Santos cometeu o ato sexual e matou a menina, de apenas nove anos.

“Representamos pela decretação da prisão preventiva para garantir a ordem pública, pois muito embora o indiciado esteja preso em uma prisão paulista, se colocado em liberdade após o cumprimento da pena voltará a delinquir. Além disso sua manutenção no cárcere assegura a aplicação da lei penal pelos crimes cometidos no Paraná”, explicou o delegado Marcos Fontes na época.

O inquérito ainda apontou que o exame psiquiátrico de Santos mostrou que o acusado pode responder pelos delitos praticados.

CORPO DE MENINA FOI ENCONTRADO EM MALA NA RODOFERROVIÁRIA DE CURITIBA

Rachel Genofre desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após sair da escola, no centro de Curitiba. Ela foi vista pela última vez, por volta das 17h30, em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa.

Após dois dias desaparecida, o corpo da criança foi encontrado em uma mala, deixada embaixo de uma escada na Rodoferroviária de Curitiba. Com sinais de estrangulamento e violência sexual, os peritos do IML (Instituto Médico Legal) encontraram a menina esquartejada. As câmeras de vigilância do local não estavam funcionando naquele dia.

Acusado de matar Rachel Genofre é condenado a 50 anos de prisão (Divulgação/SESP-PR)