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Redação

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Apesar do auge da pandemia, a Seed (Secretaria de Estado da Educação e do Esporte) decidiu adiar em apenas sete dias a aplicação da prova do PSS (Processo Seletivo Simplificado) para a contratação de cerca de 4 mil professores temporários. O exame, inicialmente marcado para 13, foi adiado para o dia 20 de novembro.

Contraditoriamente, o governo do Paraná alega que a alteração no calendário se dá como “parte das medidas para conter a circulação do novo coronavírus”. Segundo a Seed, dos 47 mil inscritos, cerca de 40 mil candidatos estão aptos a realizar a prova. A pasta pretende aplicar o exame nos 32 Núcleos Regionais de Educação.

O governo do Paraná alega que “serão tomadas todas as medidas de segurança e de higiene para a realização da prova”. Entre elas, a higienização dos locais de prova e a disponibilização de álcool em gel para os participantes. O uso de máscara será obrigatório, assim como o distanciamento de, pelo menos, 1,5 metro.

O MPPR (Ministério Público do Paraná) questiona a realização da prova do PSS. Conforme a Promotoria de Proteção à Saúde, o evento “reúne condições de expor a perigo de contágio ou de infecção não apenas candidatos, colaboradores, fornecedores, mas também a comunidade em geral”.

Em recomendação enviada para o secretário Renato Feder, os promotores defendem que provas ou consultas sejam realizadas somente quando existirem indicativos seguros de maior controle da pandemia. A Seed tem até o final da semana para responder aos questionamentos dentro do prazo legal.

Contrários à aplicação de provas no auge da pandemia, professores e trabalhadores em educação chegaram a ocupar o prédio da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná). Posteriormente, um grupo fez greve de fome por uma semana. O governo do Paraná não recuou, e encerrou as negociações após a ocupação do prédio público.

Angelo Sfair – Paraná Portal
Foto: Arquivo/Hedeson Alves/SEED

Um acidente na BR-163 causou a morte de uma criança de três anos e dois adultos nesta quinta-feira (3). Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), um carro e um caminhão bateram de frente no quilômetro 328 da rodovia, localizada em Guaíra, na região oeste do Paraná.

Conforme as informações coletadas pelos policiais rodoviários, as três vítimas do acidente estavam dentro no carro. O veículo “invadiu a pista contrária e colidiu violentamente de frente com um caminhão”, que tinha placa do Rio Grande do Sul. O motorista da carreta não se feriu.

Além da criança de três anos, as duas vítimas são um homem de 42 anos, que dirigia o automóvel, e uma mulher de 38 anos, que estava no banco de passageira. Por fim, a PRF informou que os corpos foram recolhidos pelo Instituto Médico Legal de Toledo.

Não houve congestionamento na BR-163, em Guaíra, por causa do acidente.

Redação – Paraná Portal
Foto: Divulgação/PRF

Estimulado pela injeção de cerca de R$ 400 bilhões em estímulos fiscais em três meses, o consumo das famílias brasileiras voltou a crescer no terceiro trimestre de 2020, em relação aos três meses anteriores. A expansão foi de 7,6% e se seguiu a uma retração de 11,3% no trimestre mais crítico da pandemia.

O dado foi divulgado nesta quinta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e explica parte da alta de 7,7% do PIB (Produto Interno Bruto) no período, puxando setores como o comércio e a indústria de transformação.

O consumo das famílias é o principal componente do PIB sob a ótica da demanda, respondendo por quase 70% do cálculo do indicador, e tem sustentado a lenta retomada da economia nos últimos anos. Segundo o IBGE, o consumo teve contração de 6% em relação ao mesmo período de 2019.

A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, frisou que no terceiro o consumo de bens subiu bastante, especialmente bens duráveis e bens alimentícios da cadeia agroalimentar. “O consumo de serviços teve crescimento, mas foi bem menor do que a queda anterior, pois as famílias não voltaram a consumir no patamar anterior à pandemia”, disse.

Com o consumo em alta, o comércio cresceu 15,9% no trimestre, em comparação com o trimestre anterior, o mais duro da pandemia. As indústrias de transformação avançaram 23,7%. Os números do PIB mostram ainda que os investimentos públicos e privados na economia brasileira também cresceram no trimestre. A chamada Formação Bruta de Capital Fixo avançou 11% em relação ao mesmo período de 2019.

Palis ressalta, porém, que o desempenho é explicado pela baixa base de comparação com o segundo trimestre, quando o indicador caiu 16,5%. “No acumulado do ano, a queda é de 5,5%. E o país ainda tem investimento em equipamentos importados e como o dólar está alto, influencia para baixo”, diz Rebeca.

A despesa de consumo do governo cresceu 3,5% em relação ao trimestre anterior, segundo o IBGE. O resultado desse componente é influenciado por fatores como números de matrículas nas escolas públicas, internações no SUS (Sistema Único de Saúde) e gastos com salários do funcionalismo.

Outros dois componentes da demanda são as exportações e as importações. As exportações tiveram queda de 2,1%, enquanto as importações caíram 9,6%. O câmbio é um dos fatores que explica o movimento.

“A importação cai devido à baixa atividade econômica e ao câmbio desvalorizado. Por outro lado, a exportação não cresceu devido aos problemas de parceiros comerciais. Além das quedas na importação e exportação de serviços como viagens internacionais, que despencou assim como transporte aéreo de passageiros”, diz Palis.

Nicola Pamplona – Folhapress e Eduardo Cucolo – Folhapress
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O governador João Dória (PSDB) recebeu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, no início da manhã desta quinta-feira (3), mais um lote de insumos para a produção da Coronavac.

A vacina adquirida pelo governo paulista contra a Covid-19 é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. “Esses insumos serão suficientes para produção de um milhão de doses da vacina”, disse em vídeo postado nas redes sociais às 5h28.

Ele estava ao lado do secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, e de Dimas Covas, diretor do Butantan. Além do vídeo, Doria divulgou fotos em que aparece segurando embalagens da vacina, ao lado de Gorinchteyn e Dimas Covas.

Nas imagens aparece uma faixa com a bandeira brasileira e a frase “A vacina do Brasil”. “Sentimento de esperança na luta pela vida”, ele disse. Em 19 de novembro, Doria também esteve no aeroporto de Cumbica para receber um lote com 120 mil doses prontas da vacina.

No entanto, elas só serão usadas quando o imunizante for aprovado e registrado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A droga encontra-se na fase 3 de teste (a última antes da autorização).

A Coronavac ganhou projeção ao entrar no centro de uma guerra política entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador João Doria (PSDB), prováveis adversários nas eleições presidenciais de 2022.

Bolsonaro esvaziou o plano de aquisição futura da Coronavac feito em outubro pelo seu próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, criticou o governador João Doria e disse que a vacina não era confiável por causa de sua origem.

Em novembro, o presidente voltou atrás e declarou que poderia autorizar a compra da vacina produzida pela Sinovac, mas não pelo preço que um “caboclo aí quer”.

SEGURANÇA DA VACINA

Os testes da Coronavac chegaram ser suspensos em novembro após a confirmação da morte de um homem de 33 anos, morador de São Paulo, que fazia parte dos estudos clínicos da vacina.

No dia seguinte à suspensão, em resposta a um apoiador nas redes sociais, Bolsonaro escreveu insinuando que a imunização de origem chinesa poderia causar morte, invalidez e anomalia. Completou que era “mais uma que Jair Bolsonaro ganha”.

Mas logo a Anvisa concluiu que o óbito não estava relacionado com a vacina e autorizou a volta dos testes. E Bolsonaro alegou, depois, que não havia comemorado a morte do voluntário que participava do ensaio clínico com a Coronavac.

Um artigo publicado na revista científica Lancet Infectious Diseases mostrou que a Coronavac é segura e tem a capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos.

Os resultados são fruto da análise dos ensaios clínicos de fase 1 e 2 conduzidos na China nos meses de abril e maio com 744 voluntários saudáveis de 18 a 59 anos e sem histórico de infecção pelo coronavírus Sars-CoV-2.

Embora a CoronaVac já esteja em fase 3 de teste em humanos em diversos países, incluindo o Brasil, onde o imunizante é testado em parceria com o Butantan, o estudo é a primeira publicação oficial dos testes das fases anteriores. Todas as outras vacinas em fase 3 já haviam tido seus resultados de fase 1 e 2 publicados.

A vacina da farmacêutica Sinovac é feita a partir de vírus inativados. A ideia é modificar o coronavírus Sars-CoV-2 tornando-o não infectante.Até a fase 1, os cientistas utilizavam o cultivo de células Vero -linhagem de células comumente utilizadas em culturas microbiológicas, sintetizadas a partir de células isoladas dos rins de uma espécie de macaco na década de 1960 e usadas até hoje- para multiplicar o Sars-CoV-2 em laboratório.

A partir da fase 2, no entanto, a empresa passou a usar biorreatores, espécie de “fábrica celular” industrial que utiliza calor, matéria-prima (células ou partes dela) e movimento para produzir em larga escala células infectadas. O vírus é então inativado e incorporado na vacina.

A produção de vacina com o vírus total inativado é semelhante à utilizada para a produção da vacina da raiva. Esse tipo de vacina, porém, necessita de grandes testes de segurança. A fase 3 que está em andamento no Brasil deve seguir por, no mínimo, seis meses.

Nesta terceira etapa, algumas dúvidas importantes, como o tempo de duração da proteção contra o vírus, se o imunizante é capaz de impedir a infecção ou apenas proteger contra o quadro mais severo da doença e se a vacina induz resposta imune das células T devem ser respondidas.

A empresa já iniciou também um estudo clínico pessoas com mais de 60 anos de idade, e os resultados preliminares deste estudo, divulgados no início de setembro, apontam para uma resposta imune nesse grupo, embora mais baixa do que a observada em indivíduos com idade entre 18 e 59 anos. A vacina se mostrou segura também nesta faixa etária.

Não há, ainda, uma vacina aprovada para uso na população que combata a Covid-19. Dezenas de imunizantes estão em testes em humanos, proveniente de diferentes países e com o emprego de tecnologias distintas.

Folhapress
Foto: Reprodução Twitter/Doria

O Palmeiras venceu o Delfín por 4 a 0 na noite desta quarta-feira (2) e abriu boa vantagem pela vaga nas quartas de final da Copa Libertadores.

Patrick de Paula, Gabriel Veron (dois gols) e Willian marcaram os gols da vitória do Palmeiras.

O duelo foi realizado no Estádio Allianz Parque, em São Paulo, sem a presença de público devido a pandemia da Covid-19.

A Conmebol ainda não confirmou as datas dos confrontos das quartas de final da Copa Libertadores, mas a expectativa é que os confrontos sejam realizados ainda no mês de dezembro.

O Palmeiras volta a campo neste sábado (5), no clássico contra o Santos na Vila Belmiro, às 17h, em jogo válido pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

PALMEIRAS GOLEIA EM NOITE DE GABRIEL VERON NO ALLIANZ PARQUE

Mesmo com vantagem no confronto, o Palmeiras foi para cima do Delfín desde o início da partida. Logo aos quatro minutos, Lucas Lima bateu escanteio rasteiro na área e Gustavo Scarpa bateu de primeira na rede pelo lado de fora.

Aos seis minutos, foi a vez de Lucas Lima perder boa chance. Gabriel Veron fez boa jogada pela direita e rolou para o meia na pequena área, mas a finalização saiu por cima da meta.

No minuto seguinte, nova chance do Palmeiras. Gustavo Scarpa recebeu na esquerda e cruzou rasteiro na pequena área e Willian chegou atrasado na finalização de carrinho.

A pressão resultou em gol aos 28 minutos. Patrick de Paula aproveitou sobra na entrada da área e bateu firme no ângulo direito de Banguera, marcando belo gol no Allianz Parque.

A primeira chance de perigo do Delfín saiu aos 37 minutos. Cangá bateu falta da entrada da área com perigo, raspando o travessão de Weverton.

Nova chance do Delfín aos dois minutos da segunda etapa. Corozo fez boa jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Valencia na entrada da área, o atacante mirou o canto esquerdo e errou por pouco.

O Palmeiras matou o confronto aos quatro minutos. Danilo fez belo lançamento para Gabriel Veron, que na saída de Banguera, bateu por cobertura para marcar outro golaço.

O Delfín ‘baixou a guarda’ e o Palmeiras aumentou o placar. Aos seis minutos, Gabriel Veron recebeu na esquerda e encontrou Willian livre na área, com o atacante batendo firme no canto direito.

A resposta do Delfín veio aos dez minutos. Valencia encontrou Rojas na entrada da área e o atacante bateu firme, mas à esquerda da meta de Weverton.

Mas aos 14 minutos, quem marcou novamente foi o Palmeiras. Raphael Veiga cruzou da direita e Gabriel Veron emendou de primeira com um belo voleio no canto esquerdo.

Gabriel Veron seguiu inspirado e quase deu assistência aos 21 minutos. O atacante fez boa jogada pela direita e cruzou na medida para Gabriel Silva, que escorou à direita da meta.

Mais uma chance de perigo do Palmeiras aos 23 minutos. Mayke cruzou da direita, a zaga afastou parcialmente e Gabriel Menino tentou a finalização de calcanhar, mas parou em Banguera.

O Delfín ficou perto de descontar o marcador aos 24 minutos. Cangá bateu falta da meia-lua da área direto no poste direito de Weverton.

Aos 37 minutos, foi a vez de Danilo ficar perto de balançar as redes. O volante recebeu na entrada da área e tentou o chute colocado, mas a bola passou à esquerda do gol.

Jorge de Sousa – Paraná Portal
Foto: Reprodução/Twitter Conmebol Libertadores

A apresentadora e jornalista Fátima Bernardes (58), anunciou nesta quarta-feira (2), em suas redes sociais, que está com câncer de útero em estágio inicial.

Redação – Paraná Portal
Foto: Reprodução/TV Globo

O governo do Paraná, representada pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), a SMS (Secretaria Municipal de Curitiba) e a Assomec (Associação dos Municípios da Região Metropolitana) estiveram reunidos para discutir um novo decreto para adotar medidas mais restritivas durante o momento mais crítico da pandemia do coronavírus no Estado. O objetivo é evitar o colapso do sistema de Saúde, que já está no limite de atendimentos enquanto a demanda segue em alta.

A reunião aconteceu na tarde de hoje (2), no Palácio Iguaçu, sede do governo estadual. Um novo encontro acontecerá na manhã desta quinta-feira (3), com a presença do governador Ratinho Junior, para definir os últimos detalhes de um novo decreto, chamado também “plano único de ação”. O entendimento é que pelo grande fluxo de pessoas da capital com as cidades vizinhas, é preciso que haja um

“Tivemos essa reunião para discutirmos todos os números altos da covid-19 e quais medidas precisamos fazer em conjunto para fazer efeito. Foi apresentada uma proposta para somar ao decreto estadual”, disse Marcio Wozniack, em entrevista ao Paraná Portal, ressaltando que os municípios aderiram o decreto estadual que determina o toque de recolher. A norma entra em vigor hoje, às 23h.

Segundo ele, a reunião foi marcada pela preocupação com os altos números do coronavírus. Desde a semana passada são registrados casos de falta de leitos para atendimento dos infectados e a taxa de ocupação das UTIs (Unidades de Terapia de Saúde) da rede pública chegou a 94% hoje, conforme boletim da covid-19 em Curitiba.

“Várias pessoas se manifestaram de forma muito forte. As pessoas estão cansadas, estressadas e exaustas de não verem as pessoas obedecerem. A pergunta é até quando o estado vai atender essas demanda? De mil pessoas, 100 acabam indo para atendimento. Temos que frear essa grande contaminação”, completou ele.

A reportagem procurou o secretário Beto Preto e a secretária Márcia Huçulak para comentarem a reunião sobre o novo decreto para a Grande Curitiba e o momento crítico, mas não obteve retorno. À Agência Estadual de Notícias, Beto Preto disse que as reuniões são para estudar “quais medidas precisam ser tomadas neste momento para evitar o colapso no sistema hospitalar”.

CORONAVÍRUS DISPARA NO PARANÁ; CURITIBA TEM SITUAÇÃO MAIS CRÍTICA

O Paraná confirmou 29 mortes e 3.193 novos casos de covid-19 nesta quarta. O boletim do coronavírus atualizado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) aponta que o Estado acumula 6.188 óbitos e 285.837 diagnósticos positivos desde o início da pandemia, em março.

Segundo os dados, novembro foi o pior mês a pandemia. Foram 66.179 pessoas infectadas, praticamente o dobro de confirmações de outubro (34.238). Agosto, com 55.200 casos confirmados, era o pior mês no sentindo da transmissão do vírus.

Curitiba, que bateu recordes atrás de recordes na segunda quinzena de novembro, registra quase 13 mil pessoas capazes de transmitir o vírus. Em julho e agosto, esse número não passou de cinco mil.

Vinicius Cordeiro – Paraná Portal
Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) a Medida Provisória 994/20, que abre crédito extraordinário de R$ 1,995 bilhão para compra de tecnologia e a produção de uma vacina contra a covid-19. Os recursos serão destinados para custear contrato entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde, e o laboratório AstraZeneca. A empresa desenvolve um imunizante em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

A matéria segue agora para análise do Senado, e precisa ser aprovada até esta quinta-feira (3) para não perder a validade.

O projeto foi aprovado sem emendas ao texto original do governo, por votação simbólica, em sessão virtual. Em virtude da urgência do tema, a oposição retirou a obstrução aos trabalhos em curso há cerca de dois meses.

De acordo com a relatora, deputada Mariana Carvalho (PSDB-RO), do valor total da MP, ainda faltam R$ 400 milhões para serem aplicados. Dessa forma, a matéria precisa ser aprovada pelo Congresso para assegurar o repasse final de recursos.

“Essa vacina é realmente algo que traz esperança à população, algo esperado há muito tempo, não só pelo Brasil e pelos brasileiros, mas por todo o mundo. Hoje posso dizer que estamos votando uma medida provisória que traz a esperança de que possamos voltar a nos abraçar, a ter uma convivência e, principalmente, de que possamos salvar vidas no nosso país”, disse a deputada.

Segundo a MP, a transferência de tecnologia na formulação, envase e controle de qualidade da vacina será realizada por meio de um acordo da empresa britânica com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculada ao Ministério da Saúde. Com isso, caso a eficácia do imunobiológico seja comprovada, o Brasil deverá produzir 100 milhões de doses.

O acordo entre Fiocruz e AstraZeneca é resultado da cooperação entre o governo brasileiro e o governo britânico, anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde. O próximo passo será a assinatura de um contrato de encomenda tecnológica, previsto para este mês, que garante o acesso a 100 milhões de doses do insumo da vacina, das quais 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres de 2021. Em todo o mundo, essa é uma das vacinas que estão em estágio mais avançado, já em testes clínicos com seres humanos.

Do total de recursos a serem liberados, o Ministério da Saúde prevê um repasse de R$ 522,1 milhões na estrutura de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos. O objetivo é ampliar a capacidade nacional de produção de vacinas e tecnologia disponível para a proteção da população, segundo a pasta. Um total de R$ 1,3 bilhão são despesas referentes a pagamentos previstos no contrato de encomenda tecnológica. Os valores contemplam a finalização da vacina.

O acordo prevê também o início da produção da vacina no Brasil a partir de dezembro deste ano e garante total domínio tecnológico para que Bio-Manguinhos tenha condições de produzir a vacina de forma independente.

Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil
Foto: Divulgação/RDIF

Cinco pessoas foram condenadas novamente na Lava Jato após o Supremo Tribunal Federal ter anulado a primeira sentença do ex-juiz Sergio Moro. O processo está relacionado à 40ª fase da operação.

O novo titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Luiz Antônio Bonat, condenou dois ex-gerentes da Petrobras e três executivos das empresas Andrade Gutierrez, Liderrol e Akyzo por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Na primeira sentença, o STF considerou que réus delatados e delatores deveriam ter entregue as alegações finais simultaneamente para garantir o direto à ampla defesa.

Na ação decorrente da Operação Asfixia, de maio de 2017, eram investigados o pagamento de mais de R$ 29 milhões em propinas em contratos da Petrobras.

Os ex-gerentes da estatal Márcio de Almeida Ferreira e Edison Krummenauer foram considerados culpados por corrupção e lavagem de dinheiro. Um terceiro ex-gerente da Petrobras foi absolvido.

Os outros três executivos condenados foram Luis Mario da Costa Mattoni (Andrade Gutierrez), Paulo Roberto Fernandes (Lidrerroll) e Marivaldo do Rozario Escalfoni (Akyzo).

Poucas diferenças foram notadas entre as sentenças despachadas por Sergio Moro e Luiz Antônio Bonat. Existem pequenas alterações na forma como os magistrados fizeram a dosimetria da pena.

Os condenados também terão que pagar mais de R$ 25 milhões a título de reparação de danos para a Petrobras. Aos condenados ainda cabem recursos.

Redação – Paraná Portal
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Depois de bater o recorde anual em movimentações de mercadorias (53,3 milhões de toneladas) no dia 30 de novembro, os portos do Paraná têm estimativa para registro de mais quatro milhões de toneladas em dezembro. As empresas portuárias estão otimistas com o resultado do penúltimo mês de 2020 e acreditam que o Estado fechará o ano com 57 milhões de toneladas, volume que consolidaria marca histórica com 9% de crescimento em relação à 2019, que também teve recorde.

“Apesar de difícil, 2020 foi um ano bom para as operações portuárias. Tivemos alta na movimentação de açúcar, soja, óleo vegetal, derivado de petróleo, contêineres e fertilizantes”, afirmou Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da empresa pública Portos do Paraná.

Somente a exportação de açúcar soma 70% de alta.  Os dados de novembro ainda não estão fechados, mas mais de 3,6 milhões de toneladas do produto deixaram o Brasil pelo porto de Paranaguá.

“Ultrapassamos nosso recorde interno de exportação de açúcar. Foi um momento delicado, que exigiu criatividade para proteger e prestar apoio aos nossos colaboradores”, ressaltou o diretor da Pasa, Pérsio Souza de Assis.

Já os granéis sólidos de exportação, puxados pela soja em grão e farelo, continuam com o mercado aquecido.  Os principais produtos movimentados no Paraná já acumulam crescimento superior a 40% no ano.

“O Brasil tem responsabilidade enorme de continuar alimentando o mundo de forma segura e responsável e o Porto de Paranaguá tem um papel fundamental nesse sentido. Foram recordes atrás de recordes, seja de eficiência de berço, do Corredor de Exportação, maiores movimentações. Isso tudo é fruto do trabalho conjunto da iniciativa privada e setor público”, destacou André Maragliano, diretor da Atexp (Associação dos Terminais do Corredor de Exportação de Paranaguá).

IMPORTAÇÃO TEM EXPECTATIVA DE RETOMADA

Na importação, a expectativa é de retomada e aumento de negócios. “O porto reforça seu papel em momentos delicados como este que estamos vivendo. Acreditamos que uma gestão com um olhar de cuidado e solidariedade faz toda a diferença e o reconhecimento do mercado é resultado deste tipo de prática”, avalia Rivadávia Simão, presidente da Agrasip (Associação dos Operadores Portuários de Granéis Sólidos de Importação do Porto de Paranaguá).

O sentimento é compartilhado pelas empresas que movimentam granéis líquidos. O setor espera fechar 2020 com alta de 10% na comparação com 2019. “Apesar da dificuldade que a pandemia impôs para o mercado, juntos demonstramos que somos muito mais fortes”, disse Lucas Cézar Guzen, gerente comercial Cattalini.

O transporte por contêineres, que foi afetado mundialmente, conseguiu crescer no Paraná. “Mesmo com o cenário de pandemia, atingimos excelentes resultados, batemos diversos recordes de movimentação e chegamos à marca de 6,9 milhões toneladas de cargas movimentadas em contêineres. Esse volume corresponde a movimentação total de mais de 810 mil TEUs até o mês de outubro, um crescimento de 5,9% em relação ao volume de 2019”, revela o diretor comercial do TCP, Thomas Lima.

NAVIOS

A quantidade de navios recebidos no ano também se aproxima da marca histórica. De janeiro a novembro, foram 2.254 atracações. No ano passado, em doze meses, foram 2.402. Para isso, o trabalho das agências marítimas e da praticagem foi essencial.

“O Porto de Paranaguá tem um grande diferencial, que é a integração e parceria entre a administração dos portos e a comunidade portuária. Todos contribuíram para que regulamentos, regras, protocolos e procedimentos fossem adotados e cumpridos”, avalia o presidente do Sindicato das Agências Marítimas do Paraná, Argyrys Ikonomou.

“Desde o início de 2019, a praticagem desenvolve um trabalho interno para fazer o melhor uso possível das marés. A intenção é otimizar as janelas operacionais, que permitem as manobras de navios. Este algoritmo é aprimorado constantemente e acredito que tenha contribuído para o desempenho de 2020”, completa Felipe Mattos, diretor administrativo da Paranaguá Pilots.

ANTONINA TEM DESTAQUES NA SOJA, AÇÚCAR E FERTILIZANTE

No porto de Antonina, os principais produtos movimentados foram o farelo de soja, açúcar e fertilizante. “Os portos paranaenses vêm contribuindo, há muito tempo, com a balança comercial do país. Estamos otimistas com 2020 e acreditamos que resultados ainda melhores serão alcançados”, avalia o diretor administrativo-financeiro do TPPF, Alex Sandro de Ávila.

Com informações da AEN.

Redação – Paraná Portal
Foto: Claudio Neves/ Divulgação AEN