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Redação – Paraná Portal
Foto: NIAID

A presença de uma variante genética pode estar associada a casos assintomáticos da Covid-19. A pesquisa indica que pessoas com a variedade HLA-B*15:01 tem 2,4 vezes menos chances de desenvolver sintomas quando infectadas.

O estudo com mais de 29 mil voluntários deu um passo importante para compreender o processo que leva a casos assintomáticos da infecção pelo vírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19.

A associação é ainda melhor para aquelas pessoas que apresentam duas cópias da variedade *HLA-B*15:01, apresentando quase 9 vezes menos chances de apresentar sintomas.

VARIANTE GENÉTICA PODE ESTAR ASSOCIADA A CASOS ASSINTOMÁTICOS DA COVID-19

A descoberta envolve um *locus de um conjunto de genes que regulam o sistema imunológico, conhecido como HLA (do inglês, Human Leukocyte Antigen). O professor do Laboratório de Genética Molecular Humana da UFPR, Danillo Augusto, explica que os genes são fundamentais para a defesa do nosso organismo, pois controla um mecanismo de memória relacionado às infecções.

Esse conjunto de genes apresenta para um tipo específico de célula de defesa, chamada de Célula T, um antígeno, que são partes de vírus, bactérias ou protozoários que infectaram nossas células, para que a partir dessa informação essas células possam produzir anticorpos específicos para combater estes antígenos e assim possam debelar essas infecções.

Os seres humanos apresentam uma diversidade enorme de genes para o locus HLA-B, sequência de DNA que indica o local específico onde podemos encontrar essas variantes no cromossomo humano de número seis.

O que determina qual variante estará nesse locus é a herança genética que recebemos de nossos pais biológicos, o asterisco seguido de um número indica uma variante específica (chamada alelo), nesse caso o HLA-B*15:01.

“Todos os indivíduos produzem moléculas HLA, mas a diferença de sequência dos alelos altera a proteína e determina especificidade de cada molécula HLA. Cada molécula HLA pode apresentar um conjunto diferente de moléculas para as células T. Por isso, uma mesma variante HLA pode conferir maior proteção a certas doenças ao mesmo tempo que confere um maior risco para outras.” explica Augusto, que fez parte do grupo de pesquisadores que estão por trás do estudo que fez a descoberta, coordenado pela Universidade da Califórnia.

INFORMAÇÕES GENÉTICAS X PESQUISA

O estudo utilizou um banco de dados que conta com informações de pessoas que fazem parte do programa dos Estados Unidos de doadores de medula óssea. Em seguida, os pesquisadores desenvolveram um aplicativo de celular para levantar informações sobre sintomas e evolução da Covid-19 e convidaram os cadastrados no programa a participar.

A iniciativa, batizada de “Covid-19 citizen science” (“Ciência cidadã covid-19”, em tradução livre), permitia que os participantes respondessem semanalmente se haviam feito testes da doença, se o teste foi positivo ou negativo, quais sintomas apresentaram, entre outras informações relacionadas.

Cerca de 30 mil voluntários aceitaram o convite dos pesquisadores e 21.893 deles forneceram informações completas para a pesquisa, que puderam ser comparadas com as informações genéticas previamente levantadas.

Dentre os participantes até janeiro de 2021, foram identificados 640 indivíduos que testaram positivo pra o SARS-CoV-2, dentre os quais 90 indivíduos permaneceram assintomáticos.

Augusto explica que o cruzamento dos dados e uma análise estatística rigorosa mostrou que o HLA-B*15:01 aparecia com uma frequência significativamente maior no grupo dos assintomáticos. Para tornar o estudo mais robusto, ele foi repetido com participantes registrados a partir de fevereiro de 2021.

Nesse novo grupo, 788 testaram positivo para o vírus, dentre os quais 46 permaneceram assintomáticos. Novamente a presença do HLA-B*15:01 foi associada à infecção assintomática.

RESPOSTA DO SISTEMA IMUNILÓGICO ESTÁ LIGADA À EVOLUÇÃO DA COVID-19 

A função específica do gene na atuação de combate a doenças também deve ser levada em conta para esta conclusão. O professor Breno Castello Branco Beirão, do Departamento de Patologia Básica da UFPR, que trabalha no desenvolvimento de uma vacina para a Covid-19, ainda em fase de testes, explica que os casos assintomáticos estão ligados a uma resposta mais certeira do sistema imunológico ao vírus.

“As formas mais graves ocorrem não só por causa dos efeitos do vírus sobre a pessoa, mas também porque há uma intensa inflamação nesses indivíduos. Normalmente, a inflamação é desejada porque ajuda o sistema imune na sua função de neutralizar o vírus. Contudo, em algumas pessoas a inflamação vai além do necessário e passa a ser deletéria. Nesses indivíduos, a própria resposta inflamatória causa dano aos pulmões, por exemplo, agravando os efeitos virais” aponta Beirão.

O professor explica que nos casos assintomáticos acontece o contrário: “a pessoa consegue impedir o avanço do vírus com um mínimo de resposta inflamatória. Isso ocorre porque essas pessoas têm uma resposta imune bem direcionada contra partes importantes do vírus. Assim que têm contato com o vírus, esses indivíduos logo o bloqueiam e impedem que progridam no corpo”. É justamente nessa resposta que atua os genes HLA.

NOVAS FORMAS DE COMBATE AO NOVO CORONAVÍRUS

Identificar as variantes genéticas associadas a infecção assintomática traz informação relevante sobre os mecanismos que o organismo usa para rapidamente eliminar o vírus antes que ele se reproduza a ponto de causar sintomas, explica Augusto. Essas informações podem ser essenciais para a descoberta de novas formas de combate ao vírus.

“Nossa hipótese é que essa molécula HLA é capaz de produzir uma resposta inicial mais efetiva contra SARS-CoV-2 e investigar esse mecanismo pode levar a descoberta de mecanismos desconhecidos de proteção contra o vírus, além de identificar alvos para possíveis tratamentos ou produção de vacinas mais específicas”, relata o pesquisador.

Ele explica que o grupo já se debruça sobre esses possíveis mecanismos e espera trazer boas notícias em breve sobre novas formas de atacar a doença.

Tira-dúvidas:

  • *Locus é um local específico numa cadeia de DNA;
  • *“HLA-B*15:00” é um tipo de sequência de DNA que indica um gene específico, a primeira parte (HLA-B) indica o locus e a segunda parte, depois do asterisco, indica a variedade que ocupa aquele locus;
Redação – Paraná Portal
Foto: Gilson Abreu/AEN

O governo do Paraná distribui 50.310 são para aplicação da primeira dose (D1) na população geral, por faixa etária e não grupo prioritário, para avançar a vacinação contra a covid-19. Essas doses são parte da remessa de 118.170 doses de vacinas da Pfizer que chegaram ao Estado ontem e saíram do Cemepar (Centro de Medicamentos do Paraná) na manhã desta quinta-feira (29).

As outras 67.860 do lote são para a segunda dose, ou seja, completar a imunização de pessoas com comorbidades, deficiência, gestantes e puérperas, que receberam a primeira dose do imunizante em maio.

A aplicação da segunda dose (D2) nesses públicos deve iniciar na primeira semana de agosto nas quatro cidades que receberam a vacina da Pfizer naquele primeiro momento, já que o imunizante demandava condições especiais de armazenamento. Serão 45.630 doses para Curitiba (2ª RS), 9.360 para Maringá (15ª RS), 7.020 para Cascavel (10ª RS) e 5.850 para Londrina (17ª RS).

Na quarta-feira, a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) já tinha feito o envio de 85 mil vacinas para as regionais. Nesta semana, o Paraná recebeu do Ministério da Saúde 649.420 doses de imunizantes, 80% deles para D2. Os que não foram distribuídos nesta semana, ficarão armazenados no Cemepar para envio próximo à data da segunda aplicação.

Nas regionais mais próximas da Capital (1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª e 21ª RS), os volumes foram encaminhado pela via terrestre. Para as demais, foram utilizadas as aeronaves da frota oficial do Estado.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, explicou que a logística de entrega do governo estadual foi dividida conforme o envio pelo Ministério da Saúde, que aconteceu na terça e na quarta-feira.

“Desde o início da campanha, as vacinas seguem em direção aos municípios menos de 24 horas após chegarem ao Paraná. Todas as primeiras doses são direcionadas para acelerar a imunização nos públicos que ainda não receberam a vacina, e as segundas ficam armazenadas com segurança no Cemepar até chegar a data da aplicação, conforme a carteirinha”, disse.

VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19 NO PARANÁ: 68% DA POPULAÇÃO JÁ RECEBEU UMA DOSE

De acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde, atualizado em tempo real pelos municípios, 7.869.688 doses de imunizantes já foram aplicadas no Estado.

Até a manhã desta quinta-feira, 5.968.661 de paranaenses receberam ao menos uma dose de vacina, 68,4% da população adulta. Entre as que completaram o ciclo imunológico, foram 2.201.226 pessoas, um quarto da população vacinável.

O governo do Paraná planeja que toda a população adulta (mais de 18 anos) tome a primeira dose até setembro – relembre o calendário da vacinação contra covid.

Jorge de Sousa – Paraná Portal
Foto: Aline Jasper/UEPG

A Pfizer Brasil solicitou a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nesta quarta-feira (28), o uso emergencial do remédio Tofacitinibe para pacientes adultos hospitalizados com Covid-19.

A solicitação da Pfizer se baseia na parceria da empresa farmacêutica com o Hospital Israelita Albert Einstein em 15 centros brasileiros, com 289 pacientes adultos com Covid-19, hospitalizados com pneumonia e sem necessidade de ventilação mecânica.

Essa pesquisa apontou que os pacientes apresentaram risco menor de morte ou insuficiência respiratória até o dia 28º dia de infecção do que aquelas pessoas que tomaram apenas um placebo, sendo que 14,1% dos pacientes (20 pessoas) apresentaram efeitos colaterais graves.

Atualmente o Tofacitinibe é utilizado no Brasil para o tratamento de artrite reumatoide, artrite psoriática e colite ulcerativa.

“Isso tem o potencial de ser um avanço na luta contra a pandemia e, se aprovado, ser 2 uma nova opção terapêutica potencial para certos pacientes hospitalizados que foram infectados pelo novo coronavírus. Usado pelos médicos no momento certo, ele tem o potencial para prevenir a falência respiratória em pacientes”, explicou Márjori Dulcine, Diretora Médica da Pfizer Brasil.

Redação – Paraná Portal
Foto: Daniel Castellano/SMCS

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba irá retomar nesta quinta-feira (29), a vacinação contra Covid-19 para pessoas nascidas em 1985, em 19 postos de imunização na capital paranaense.

A partir de agora a Secretaria irá adotar a convocação para a vacinação pelo ano de nascimento e não mais pela idade. Segundo a pasta, a medida irá permitir maior organização no fluxo nos postos de imunização e garantir o atendimento de forma decrescente de idade.

A retomada da vacinação em Curitiba foi anunciada pela Secretaria após a chegada de 23 mil imunizantes exclusivos para a primeira aplicação da vacina.

Mas a continuidade da imunização para outras faixas etárias vai depender da chegada de novos lotes.

Também serão vacinadas nesta quinta-feira, gestantes e puérperas, sendo que esse público irá receber apenas imunizantes da Pfizer ou CoronaVac.

Além do comprovante de residência, documento com foto e CPF – obrigatório para todas as pessoas vacinadas, as gestantes e puérperas acompanhadas pela rede privada de saúde devem levar para o local de vacinação uma declaração emitida pelo médico via Portal CRM-PR (Conselho Regional de Medicina do Paraná).

Já as gestantes e puérperas acompanhadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) precisam buscar orientação médica com a unidade de saúde onde fizeram o pré-natal.

Ainda é recomendado que todas as pessoas realizem cadastro prévio na plataforma Saúde Já, disponível no site ou aplicativo.

Confira os locais abertos para a vacinação contra Covid-19 em Curitiba nesta quarta-feira:

1 – Pavilhão da Cura
Parque Barigui (entrada somente pela BR-277)

2 – US Ouvidor Pardinho
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho

3 – Centro de Referência, esportes e atividade física
Rua Augusto de Mari, 2.150 – Guaíra

4 – US Salvador Allende
Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 – Sítio Cercado

5 – US Parigot de Souza
Rua João Eloy de Souza, 111 – Sítio Cercado

6 – US Vila Diana
Rua René Descartes, 537 – Abranches

7 – Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira
Rua Guilherme Ihlenfeldt, 233 – Bacacheri

8 – US Jardim Paranaense
Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão

9 – US Visitação
Rua Dr. Bley Zornig, 3136 – Boqueirão

10 – US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru

11 – US Uberaba
Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba

12 – Clube da Gente CIC
Rua Hilda Cadilhe de Oliveira, nº 700

13 – US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo

14 – US Aurora
Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo

15 – US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade

16 – US Orleans
Av. Ver. Toaldo Túlio, 4577 – Orleans

17 – US Oswaldo Cruz
R. Pedro Gusso, 3749 – CIC

18 – Rua da Cidadania do Tatuquara
Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n

19 – Rua da Cidadania do Fazendinha
Rua Carlos Klemtz, 1.700

BandNews FM Curitiba
Foto: Reprodução

A Justiça determinou que os três réus pela morte de duas pessoas a tiros dentro da loja de conveniências de um posto de combustíveis, em Curitiba, por causa da cobrança de uma dívida de R$ 480 mil em pedras preciosas, vão a júri popular. O homicídio aconteceu no dia 11 de junho do ano passado, no Centro de Curitiba. O advogado Igor Kalluff, de 40 anos, e o amigo e motoboy Henrique Mendes Neto, de 38 anos, foram mortos a tiros. A decisão, desta terça-feira (27), é do juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba.

Os acusados são: Bruno Ramos Caetano, suspeito de ser o mandante do crime; Ilson Bueno de Souza Júnior, suspeito de ser um dos atiradores; André Bueno de Souza, também suspeito de ser um dos atiradores. De acordo com a decisão, eles serão julgados por homicídio qualificado por motivo torpe. Ao mandar os réus ao Tribunal do Júri, a Justiça retirou duas qualificadoras: recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum. Conforme o documento, Ilson Bueno de Souza e André Bueno de Souza têm o direito de recorrer em liberdade.

O advogado deles, Nilton Ribeiro, comemora a retirada das qualificadoras, e diz que pretende recorrer para que também seja removida a qualificadora de motivo torpe.

Em relação a Bruno Ramos Caetano, a Justiça optou pela manutenção da prisão domiciliar e a necessidade de cumprimento das medidas cautelares. O advogado dele, Claudio Dalledone, foi procurado pela reportagem, mas, ainda não se manifestou. Segundo as investigações, o advogado morto no posto foi contratado por um ourives para negociar uma dívida de R$ 480 mil em pedras preciosas com o empresário Bruno Ramos.

Réus foram ao posto de combustíveis tratar de dívida, diz denúncia

De acordo com a Polícia Civil, Bruno devia o valor ao ourives, que contratou o advogado para fazer a cobrança da dívida. O encontro no posto, de acordo com as investigações, foi marcado para falar sobre o pagamento da dívida. O vendedor de pedras preciosas era considerado testemunha sigilosa da polícia, e prestou dois depoimentos. Imagens de uma câmera de segurança da loja de conveniência do posto mostram os denunciados e o momento do homicídio.

De acordo com a denúncia, foram disparados pelo menos 15 tiros contra as vítimas. O empresário Bruno Ramos foi preso na madrugada do dia 12 de junho, na casa da mãe dele, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Em depoimento, ele disse que o crime não foi premeditado, mas, segundo a Polícia Civil, o homem se contradisse nos depoimentos que prestou. Os irmãos, suspeitos indiciados como autores dos assassinatos, também foram presos. Eles foram localizados pela polícia no bairro Pinheirinho, em Curitiba.

Redação – Paraná Portal
Foto: Bruno Tadashi/Divulgação

O Café do Paço da Liberdade, em Curitiba, volta a receber shows musicais nesta quarta-feira (28), de acordo com a liberação do público em espaços fechados feita pelas autoridades municipais. Serão seguidos os protocolos de saúde, além de orientações de distanciamento, disponibilidade e uso de álcool em gel e restrição de público.

No local, é possível consumir diferentes tipos de café, doces, salgados finos e coquetéis à base do produto. Com a retomada das atividades culturais presenciais, também será possível assistir à apresentações musicais no espaço. 

O primeiro show pós-retomada será do músico Rafael Altro, que se apresentará na quarta-feira (28), às 14 e às 18 horas. No repertório, um passeio musical por meio de valsas, serestas, choros e canções. O músico apresentará obras de Dilermando Reis, considerado por muitos o violonista mais influente do Brasil, além de João Pernambuco, José Egídio de Oliveira, Atílio Bernardini, José Alves da Silva (Aymoré), Américo Jacomino (Canhoto), Josmar Assis, entre outros compositores originais para violão solo.

O próximo espetáculo está agendado para os dias 11 e 25 de agosto, com a acordeonista Marina Camargo.

A agenda de shows Paço da Liberdade pode ser acessada pelo site sescpr.com.br/unidade/sesc-paco-da-liberdade/espaco/cafe-do-paco/.

Redação – Paraná Portal
Foto: Rodrigo Nunes/MS

O Paraná registrou 404 novos casos de dengue na última semana, de acordo com boletim divulgado nesta terça-feira pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). 

O informe apresenta ligeira queda no número de casos no comparativo com a semana anterior, quando 498 ocorrências foram registradas no estado.

Segundo a Sesa, 27.574 casos da doença foram registrados no Paraná desde agosto de 2020, em 288 cidades.

“Os números confirmam que o vírus da dengue está circulando no Paraná. Reforçamos que a eliminação dos criadouros do mosquito transmissor da doença é a medida de prevenção mais efetiva para o controle da dengue, zika e chikungunya”, adverte o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Ainda de acordo com o boletim, 92.376 casos foram notificados – aumento de 1.096 registros em sete dias. As notificações estão em 361 municípios.

Outras 2.936 amostras aguardam análises laboratoriais e seguem em investigação.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil acumulou quase 1 milhão de casos da dengue no ano passado. As maiores taxas de incidência da doença foram registraras no Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

Redação – Paraná Portal
Foto: Divulgação/Amigos do HC

Fusca será leiloado com renda revertida à associação do HC

Um veículo Fusca, do ano de 1986 na cor branco paina, será leiloado no dia 18 de agosto, com renda revertida para a Associação dos Amigos do Hospital de Clínicas em um programa de atenção aos idosos. O carro chegou até a instituição através do proprietário legítimo, que preferiu não se identificar.

Com 46 mil quilômetros rodados, o Fusca 1986 é movido a álcool, com injeção de gasolina para a partida. O carro não tem reserva de domínio e está em perfeito estado de conservação, com placa preta e certificado de originalidade concedido à veículos com mais de 30 anos e que estejam em bom estado de conservação. Tal certificado atesta como objeto de coleção, com valor histórico por suas características originais, mantendo seu pleno funcionamento de fabricação.

Ainda de acordo com o doador, esse foi o último carro do modelo vendido em Curitiba pela concessionária Voupar Comércio de Automóveis. Ele conta que comprou o carro em 1986 um mês depois da Volkswagen tirar o Fusca de linha no Brasil. Por isso, o Fusca 1986 foi a última versão do veículo antes da montadora relançar o Fusca, em 1993, a pedido do então presidente Itamar Franco, sendo a reedição batizada de “Fusca Itamar”.
Fusca será leiloado com renda revertida para a Associação Amigos do HC
Motor do veículo que será leiloado no próximo mês. (Foto: Divulgação/Amigos do HC)

O carro que vai a leilão é todo original de fábrica, tendo mais de 80% de originalidade e ótimo estado de conservação. A placa é a mesma de 1986 e a certificação de originalidade também foi renovada este ano. As únicas peças trocadas foram os dois carburadores. O motor nunca foi feito.

O doador comprou o Fusca com a ajuda do pai, em 1986. O carro foi adquirido para a esposa, Etelvina Maria Amaral Gradowski, que faleceu dois anos depois, por problemas cardíacos. Ela era neta do fundador da Universidade Federal do Paraná, Victor Ferreira do Amaral. O veículo era usado na maior parte do tempo por Etelvina e o marido. Eventualmente algum dos filhos do casal o utilizava, por curtos períodos.

O motivo da doação para a Associação dos Amigos do HC é a relação de sua esposa com a UFPR. Segundo o doador, esse é um destino apropriado para o carro, pelo envolvimento emocional. Ele acredita que sua esposa e seu pai ficariam felizes com a iniciativa. “É uma homenagem que eu faço a eles”, afirma.

A paixão do doador por Fuscas é antiga. Ele já teve quatro modelos, sendo o primeiro um Fusca ano 1960. Todos os seus carros sempre foram bem cuidados. “Todas as vezes que eu saía com meu Fusca 1986 aparecia algum comprador interessado, mas a decisão pela doação me pareceu mais interessante”, finaliza.

O leilão será realizado on-line pela plataforma Sodré Santoro. Os interessados podem acessar o site para dar os lances. O remate às 11 horas do dia 18 do próximo mês.
William Bittar – CBN Curitiba
Jonathan Campos/AEN

A partir do dia 05 de agosto, quem quiser acessar áreas fechadas de bares e restaurantes na Itália, vai precisar apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19, certificado de cura da doença ou exame com teste negativo, mas essa realidade está bem longe de acontecer no Brasil.

Enquanto nos países europeus a vacinação já avança com passos largos e o obstáculo é convencer os negacionistas que a imunização é o melhor caminho, no Brasil, a vacina ainda é um desafio.

Trazendo para uma realidade ainda mais próxima, em Curitiba, por exemplo, foi suspensa, mais uma vez, a aplicação da primeira dose na população em geral, por faixa-etária, justamente, por falta de doses dos imunizantes.

A médica infectologista, Marta Fragoso, diz que a medida adotada no país italiano funciona, pois, é um incentivo para aqueles que ainda insistem em não se vacinar e, só dessa forma, vão poder acessar alguns estabelecimentos. Já, por aqui, o desafio é ter vacina disponível para toda a população.

“Esses locais exigem porque há uma grande quantidade de pessoas que não acreditam na vacina, aqueles contra. Isso é importante. Aumenta a adesão porque as pessoas são obrigadas a se vacinarem para poder viajar, frequentar determinados locais. Essa não é nossa realidade, estamos atrasados na vacinação e não temos vacina à vontade”, diz ela.

O presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) no Paraná, Nelson Goulart, também acredita que a medida não funcionaria de forma efetiva e diz que o protocolo adotado atualmente é o mais viável enquanto a vacinação não avança.

“Essa exigência na Itália, acredito que tem mais o significado da consciência pela importância da vacinação do que não querer atrapalhar o segmento de bares e restaurantes. Não vejo que teremos no Brasil”, pontua.

Já o presidente da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas), Fábio Aguayo, acredita que se a medida fosse adotada, seria possível melhorar a capacidade de atendimento dos estabelecimentos, assim como incentivar a imunização.

“É uma forma de combater o negacionismo que temos aí, essa propaganda contra a vacina. Acho que vai estimular e o nosso setor vai ganhar muito porque precisa trabalhar com a lotação permitida. Não podemos mais trabalhar com 30 ou 50%, não paga as contas. Então seria uma medida inteligente”, afirma.

Até esta segunda-feira (26), mais de 5,5 milhões de paranaenses haviam recebido a primeira dose da vacina contra a Covid-19, o número representa 66,5% da vacinação adulta apta a receber o imunizante.

Redação – Paraná Portal
Foto: Divulgação/PCPR

Seis animais silvestres foram resgatados nesta terça-feira (27) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR)  em Curitiba durante uma operação contra o tráfico de animais silvestres no estado.

Os animais, sendo três araras, dois macacos-prego e um papagaio foram localizados em uma casa na Capital. Conforme a PCPR, a tutora dos bichos, de 31 anos, foi presa em flagrante por uso de documentos falsos e por mante-los em cativeiro.

Os animais foram levado à rede de proteção animal da Prefeitura de Curitiba.

Além de Curitiba, a ação também ocorreu simultaneamente em Pontal do Paraná, no Litoral paranaense, e em Garuva, Santa Catarina. Ao todo, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelos policiais civis.

De acordo com o delegado Matheus Laiola, que comanda a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, a operação deflagrada nesta terça representa o primeiro passo para desmantelar uma rede de tráfico de animais no Paraná.

“Não é uma ação individual, é uma ação coordenada, onde a gente provavelmente vai encontrar uma rede de tráfico de animais aqui no Paraná. Esse é apenas o primeiro passo pra gente prosseguir na investigação, prender outras pessoas e resgatar outros animais silvestres”, afirma o delegado.

Ainda conforme o delegado, as investigações continuam a fim de identificar outros possíveis envolvidos com o tráfico de animais no estado.