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Redação

A navegação

Presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa, e à convite da Secretaria da Agricultura e entidades como Faep, Fetaep, Ocepar, o deputado Anibelli Neto, participou do ciclo de fóruns regionais “Paraná livre de febre aftosa sem vacinação”.

Defensor intransigente que o Paraná receba este status, Anibelli Neto já marcou, inclusive, uma audiência pública para o dia 20 de agosto, no Plenarinho da Assembleia Legislativa para promover um amplo debate sobre o assunto.

Em discurso na tribuna da Assembleia na sessão desta terça-feira, Anibelli Neto enfatizou que “não existe o vírus da aftosa circulando no Paraná”. Assim – defendeu – este é o momento de o governo do Estado e também a Assembleia Legislativa participarem desta luta.

Para Anibelli Neto, o Paraná tem muito a ganhar a partir do momento em que o for declarado área livre da aftosa sem vacinação porque novos mercados serão abertos para os produtos paranaenses.

Campanha
Segundo informações do governo do Estado, em setembro, o Ministério da Agricultura deve publicar um ato normativo que mudará o status do Estado para Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação.

A previsão é que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) reconhecerá a condição do Paraná em 2021.

Fernando Garcel and Daiane Andrade – BandNews FM Curitiba

A taxa de homicídios caiu 11% no Paraná, segundo os dados divulgados pelo Atlas da Violência na última quarta-feira (5). Por outro lado, os números apontam o aumento de 2,5% de mulheres mortas no mesmo período, passando de 238 para 247. Dentro desse indicativo, as vítimas não negras são as mais frequentes e representam quase 81% dos casos.

Casos de feminicídio que chocaram o Paraná

De acordo com o levantamento, o estado teve 2.759 casos em 2017 contra 3.080 registros em 2016 – diferença de 321 óbitos. A partir disso, considerando a população do estado, a taxa de mortes violentas passou de 27,4 para 24,4 casos por 100 mil habitantes.

A compilação de dados é elaborada todos os anos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A base dos números é o Sistema de Informações Sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde.

Do Fabio Campana

Na avaliação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o governo de Jair Bolsonaro comete diariamente “trapalhadas” na articulação. “O governo comete, todos os dias, algum tipo de trapalhada na coordenação política, na gestão e na relação política”, disse em entrevista ao programa Central GloboNews, na noite de quarta-feira, 5. “É muito desencontro ao mesmo tempo, em uma mesma semana”, ponderou. Alcolumbre disse que, na visão dele, se a reforma da Previdência for ser aprovada, será porque há parlamentares que “acreditam que é um caminho para gerar riquezas para transformar o Brasil”, e não por mérito da articulação política do governo. As informações são do BR18, Estadão.

Alcolumbre também demonstrou não estar muito satisfeito com os ataques bolsonaristas contra a classe política, em especial contra parlamentares do Centrão. Na avaliação do presidente do Senado, usuários de redes sociais estão criminalizando a política, “agredindo” a democracia. “Esse modelo que o presidente implantou de não se aproximar da política não está dando certo. Ele foi eleito com esse discurso que ia mudar e ia ser diferente, mas acabou a eleição. Ele precisa se aproximar da política”, enfatizou.

Angelo Sfair and Fernando Garcel

Ao denunciar o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), o Ministério Público Federal (MPF) reforçou a narrativa de como o político se aproximou do herdeiro da construtora Odebrecht, Marcelo Odebrecht. O grupo comandado pelo tucano é acusado de ter recebido R$ 7,5 milhões em vantagens indevidas por fraudar a licitação da PR-323.

A responsabilidade da duplicação da rodovia que liga Maringá a Francisco Alves, no noroeste do Paraná, foi entregue à Odebrecht em 2014. Envolvida na Lava Jato, a empreiteira não foi capaz de tocar a obra bilionária e o projeto que previa a duplicação e outras melhorias na “rodovia da morte” nunca saiu do papel.

Uma sucessão de fatos levou aos crimes, segundo o MPF. A denúncia sustenta que o relacionamento entre político e empresário foi estreitado por vários anos, com jantares, almoços e até a presença de Marcelo Odebrecht no casamento do filho do então governador do Paraná.

Aproximação

A força-tarefa Lava Jato narra que Beto Richa e Marcelo Odebrecht começaram a se aproximar em 2010, quatro antes antes da fraude à licitação denunciada. Segundo os procuradores, em princípio, os primeiro pagamentos feitos pela empreiteira ao tucano “contaram com qualquer contraprestação específica conhecida, sendo usados apenas para iniciar um bom relacionamento com o grupo político que viria a comandar o Estado nos anos seguintes”.

A denúncia sustenta que em 25 de maio de 2010 houve uma troca de e-mails para marcar um almoço entre executivos da Odebrecht, Beto Richa, Pepe Richa (irmão do ex-governador) e Deonilson Roldo (que em 2010 era o chefe de gabinete de Beto Richa, na época ainda prefeito de Curitiba).

Três meses depois, em 10 de agosto, uma nova troca de e-mails interceptada pela Lava Jato indicam a organização de um jantar na casa de Marcelo Odebrecht com a presença de Beto Richa e empresários.

Em 3 de outubro daquele ano, logo após a vitória de Beto Richa nas eleições para o governo do Paraná, Marcelo Odebrecht ligou para o tucano para parabenizá-lo.

Richa iniciou o mandato em janeiro de 2011 já com a promessa de duplicação da PR-323. O relacionamento entre o político e a Odebrecht é mantido. E confirmado, segundo a força-tarefa Lava Jato, pela presença de Marcelo ao casamento de André Richa, filho do então governador. A festa aconteceu no dia 6 de maio de 2011, no Castelo do Batel, tradicional e luxuoso espaço para eventos de Curitiba.

Richa usou empresa e imóveis para lavar dinheiro de propina

Odebrecht e PR-323

De acordo com o diretor da Odebrecht e delator, Luiz Antônio Bueno Junior, a empreiteira começou a se envolver oficialmente no processo de duplicação e operação da PR-323 no início de 2013. Neste período a construtora deu início aos trabalhos de estudo para a elaboração do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), uma fase preliminar ao processo de licitação. O investimento inicial nas obras da rodovia foi estimada em R$ 1,2 bilhão apenas nos cinco primeiros anos.

O edital foi publicado em janeiro de 2014, já com algumas alterações pedidas por emissários e representantes da Odebrecht. Antes mesmo da publicação oficial do edital, o MPF afirma que nos bastidores do governo do Paraná a Odebrecht se movimentava para obter o contrato. Como evidência do direcionamento da licitação, os procuradores também apresentam o extrato de 33 contatos telefônicos entre representantes do governo e da empreiteira.

Após uma série de encontros, reuniões e mudanças no processo licitatório, o contrato de concessão da PR-323 foi assinado no dia 5 de setembro de 2014.

Acusados

Além do ex-governador Beto Richa (PSDB), foram denunciados o irmão dele, Pepe Richa, o primo dele, Luiz Abi Antoun, e outras quatro pessoas. São apontados os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude licitatória e lavagem de dinheiro. O grupo teria recebido cerca de R$ 7,5 milhões em vantagens indevidas.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), os denunciados fraudaram a licitação em favor do Consórcio Rota das Fronteiras, composto, entre outras, pela empresa Tucumann Engenharia e pela Odebrecht. A investigação apontou o contato entre empresários ligados às empresas integrantes do consórcio e os agentes públicos antes mesmo da publicação das diretrizes para a licitação ganha posteriormente pelo consórcio.

A investigação aponta que o executivos da Odebrecht ofereceram pelo menos R$ 4 milhões a Denilson Roldo, no interesse de Beto Richa, Pepe Richa e Ezequias Moreira e, para viabilizar o recebimento dissimulado de valores, Dirceu Pupo Moreira e Luiz Abi Antoun atuaram como intermediários.

Dentro deste valor prometido pelos empresários, perícias dos sistemas DROUSYS e MyWebDay, da Odebrecht, revelaram no intervalo de dois meses ao longo de 2014, pagamentos superiores a R$ 3,5 milhões para o codinome “Piloto”, utilizado para identificar o ex-governador.

Lava Jato bloqueia R$ 300 mil em contas de alvos da Operação Piloto
Mesmo após decisão do STF, Operação Piloto não vai para Justiça Eleitoral

Denúncia

  • Beto Richa – Denunciado pelos crimes de fraude em licitação, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
  • José Richa Filho – Denunciado pelos crimes de fraude em licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
  • Luiz Abi Antoun – Denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
  • Rafael Gluck – Denunciado pelos crimes de fraude em licitação, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
  • José Maria Ribas Mueller – Denunciado pelos crimes de fraude em licitação, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
  • Ezequias Moreira – Denunciado pelos crimes de fraude em licitação, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
  • Dirceu Pupo Ferreira – Denunciado por crimes de lavagem de dinheiro.

Defesas

Em nota, a defesa de Beto Richa reitera apenas que o ex-governador não cometeu irregularidades. “Defesa reafirma que seu cliente não cometeu nenhuma irregularidade, e que sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos. Reiterando assim, a inocência do ex-governador e a confiança no Poder Judiciário”, diz.

O Paraná Portal tenta contato com as defesas dos demais denunciados.

Golpe da nota de dólares falso deixou vítimas em Curitiba nas últimas semanas

“Não seja inocente, ganancioso ou desatento diante de possíveis facilidades ou ameaças. Por trás, podem existir golpistas!”. Com este mote, a Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar/SindiAbrabar) e da Câmara Setorial de Gastronomia da Associação Comercial do Paraná (ACP) querem alertar empresários dos setores de lazer, turismo e gastronomia sobre golpes cada vez mais comuns no comércio do Estado.

A Abrabar/SindiAbrabar denunciou na última semana, a aplicação de um golpe que vem dando muita dor de cabeça aos comerciantes de Curitiba. Homens que se dizem estrangeiros, vindos de países africanos, comem em bares e restaurantes e na hora de pagar, apresentam notas falsas de dólares, moeda estadunidense.

A decisão de denunciar, segundo o presidente da entidade Fábio Aguayo, veio após o número desta prática aumentar muito neste ano. “Estamos denunciando para a Polícia Civil essa onda de ‘derramamento’ de notas falsas, e em abril de 2019 conseguimos catalogar com imagens de segurança esses indivíduos de forma mais nítida. Isso nos preocupa pois o país vive um momento de crise e não é diferente para o comércio da cidade”, disse à imprensa.

“O importante é consultar amigos e profissionais para se prevenir deste e de outros golpes”, alertou Aguayo. De acordo com as entidades, existem outras práticas de golpes, praticados com supostas facilidades aos comerciantes, mas que resultam em roubo de energia ou uso de produtos falsificados ou contrabandeado, que podem render demandas judiciais aos comerciantes.

Do Cabezanews

Foto: Arquivo/Google

Por Alexsandro Ribeiro do PLURAL.JOR.BR

A Procuradoria Geral de Curitiba (PGM) arquivou a sindicância que investigava a conexão entre o sumiço de móveis e peças antigas da Casa Klemtz e obras que aparecem em fotos da chácara do prefeito Rafael Greca (DEM), em Piraquara. O caso ganhou repercussão em 2016, após denúncia em reportagem da Folha de S.Paulo. Então candidato à prefeitura, Greca conseguiu na justiça, à época, suspensão do processo. Dois anos depois, um laudo indicando que as peças na chácara não são as mesmas do acervo e a prescrição sobre o caso do sumiço das obras levaram a PGM a colocar uma pá de cal no caso. Os móveis, contudo, continuam com paradeiro desconhecido.

Construída ao final do século 19 no bairro Fazendinha, a Casa Klemtz pertence hoje ao município como Unidade de Interesse de Preservação (UIP). O imóvel, projetado com linhas neoclássicas, foi comprado pela prefeitura em 1995, juntamente com 29 móveis, como piano, camas, mala e livros. Doze destes itens que integravam o acervo, administrado pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC), foram dados como desaparecidos. À época, Rafael Greca era prefeito de Curitiba, na gestão que durou de 1993 a 1996.

Duas décadas depois, uma cristaleira e dois lavatórios que apareciam como coadjuvantes em fotos na página pessoal de Greca foram o pivô de uma acusação de que as peças seriam as mesmas desaparecidas do acervo da Casa Klemtz. Em setembro de 2016, com base em um laudo que indicava similaridade entre as peças e as obras nas fotos encontradas na rede social, a prefeitura abriu sindicância para investigar o caso. A gestão do município, à época, estava nas mão de Gustavo Fruet (PDT), adversário de Greca nas eleições municipais.

Em meio à corrida eleitoral, a justiça determinou a suspensão da investigação para “proteger interesses disponíveis do investigado, sobretudo em razão do processo eleitoral que transcorria”. Após isso, a 4º Promotoria de Justiça e Proteção ao Patrimônio Público de Curitiba, vinculado ao Ministério Público do Paraná (MP), instaurou processo administrativo para analisar o caso.

No processo, o MP aponta que “eventuais atos de improbidade administrativa cometidos pelo Prefeito Rafael Greca à época, os quais se referem ao mandato exercido entre 1 de janeiro de 1993 e 1º de janeiro de 1997, encontram-se prescritos desde 1º de janeiro de 2003, ou seja, há mais de 12 (doze) anos”. A base para a análise é o artigo 23 da lei 8492/92, que prevê que “as ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas nesta lei podem ser propostas até cinco anos após o término do exercício do mandato, cargo em comissão ou de função de confiança”.

Além disso, outro ponto destacado no processo é oresultado de um novo laudo técnico. Diferente do estudo usado em 2016 pela prefeitura para abertura da sindicância, um novo levantamento foi feito com base em visita técnica à chácara São Rafael, de Greca. O estudo é de outubro de 2017 e foi feito pela museóloga Lidiane do Nascimento da Silva. Comparando as fotos do relatório da FCC com os móveis encontrados na chácara, a perita aponta similaridades, mas destaca uma série de inconsistências entre as fotos e os bens.

Na conclusão a perita indica que há “diferenças nos móveis encontrados no dia da vistoria na chácara de propriedade do requerente no dia 02 de agosto de 2017 com as fotos apresentadas nos autos do processo referentes ao mesmo local, principalmente no que se refere ao Lavatório de Quarto”.

Frente aos novos elementos, a Comissão Permanente de Sindicância (CPS) da PGM decidiu por unanimidade pelo arquivamento da investigação. Na decisão, a comissão reconhece que a “sindicância foi instaurada com base em uma perícia superficial (feita através da análise de fotos extraídas do facebook)”, e que com a nova perícia apontando que os bens na chácara do prefeito não são os mesmos sumidos do acervo da Casa Klemtz, e vencido o prazo de prescrição de responsabilidade de Greca sobre o caso, perderam-se “completamente a justa causa para a existência ou o prosseguimento desta sindicância”.

Se o laudo inocenta Greca, por outro lado, as doze obras do acervo da FCC ainda continuam sumidos. Questionada sobre uma nova investigação para buscar o paradeiro e os responsáveis pelo furto das obras, a prefeitura, em nota, apenas reafirmou o resultado da atual sindicância. “A sindicância foi arquivada, já que não surgiram elementos que comprovassem os fatos que deram origem às diligências: os objetos em questão, que estão na casa do citado, não são aqueles procurados pela administração, conforme atestou perícia judicial. Conforme consta na documentação, o arquivamento tem como base, além do laudo pericial, procedimento administrativo do Ministério Público e decisão judicial. Além disso, o fato já está prescrito”, afirma.

Do Pedro Ribeiro

Em carta aberta divulgada no início da noite deste domingo nas redes sociais, assinada por quatro entidades representativas da Polícia Militar do Estado do Paraná, seus dirigentes lamentam a desconsideração e desrespeito por parte do governador Ratinho Junior com a ausência de militares estaduais na composição da Secretaria de Estado da Segurança Pública.

A escolha do coronel do Exército, Rômulo Marinho, para a Secretaria de Segurança Pública do Estado, fez a Polícia Militar errar o passo na ordem do dia do dia seguinte. O ruído teria sido grande também na Polícia Civil. O desprestígio à PM foi marcado por uma foto da sede da PM no centro da cidade que circula nas redes sociais com os dizeres “aluga-se ou vende-se”, numa clara e evidente mostra de descontentamento com o Palácio Iguaçu.

As associações encerram a carta afirmando que, “no intuito de retomar com a máxima urgência o equilíbrio necessário nas designações/nomeações para os cargos de direção da SESP, várias reuniões serão realizadas nos próximos dias, especialmente com autoridades do Poder Executivo e Legislativo. Também nesse sentido, haverá vigilância permanente para que a segurança da população não seja prejudicada por eventuais descompassos de ordem orçamentária, financeira e administrativa, que dificultem ou inviabilizem a atividade dos Militares Estaduais”.

Quem também reagiu com indignação foi ex-delegado-geral da Polícia Civil do Estado, Ricardo Noronha. Para ele, a escolha de um coronel do Exército para comandar a área de segurança pública do Paraná “é temorosa porque ele não tem o conhecimento da real situação da criminalidade em um Estado da dimensão do Paraná. É lamentável que o governador tenha agido dessa forma, mesmo sabendo que existem bons coronéis da PM e bons delegados da Polícia Civil com capacidade e experiência para assumir tão importante cargo”, disse.

A PM atende a mais de 70% das ocorrências em todo o Estado e é a única a estar presente nos 399 municípios. Muitas vezes, mesmo sem viaturas, equipamentos de segurança e até falta de alimentação, os policiais militares atendem perto de três mil ocorrências a cada 24 horas. Por isso, continua a nota, a Polícia Militar, que tem em seus quadros bons oficiais com capacidade e conhecimento para assumir a pasta, foram relegados a planos inferiores, disse um coronel do Polícia Militar ao Paraná.

Observamos, em artigo publicado na semana passada, que a área da segurança pública foi o carro-chefe da campanha do governador Ratinho Junior, por ser a que mais preocupa e tira o sono da sociedade. Qualquer pequeno furto, roubo, um homicídio não solucionado de imediato ou mesmo uma pequena onda de violência, em qualquer cidade, a culpa é da “falta de segurança pública” e quem é penalizado por isso é o próprio governador.

Portanto, pesa sobre os ombros do governador a escolha do nome para comandar a área de segurança pública. O próprio chefe do Executivo tem que trazer para si a responsabilidade desse comando sob pena de sofrer as consequências junto aos seus eleitores. Não pode errar.

É precipitado dizer, agora, que o governador Ratinho Junior errou ou acertou na escolha do militar do Exército para conduzir a área de segurança pública e isso só o tempo vai dizer. Mas o ruído foi grande no quartel caqui, enquanto ou verde oliva continua comandando o país.

CARTA ABERTA CONJUNTA

A Associação dos Oficiais Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Paraná –ASSOFEPAR, em conjunto com a Associação da Vila Militar – AVM, a Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares Ativos, Inativos e Pensionistas – AMAI e a Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos da PMPR – SBSS, por intermédio dos respectivos Presidentes, vêm a público se manifestar em relação às recentes nomeações para a Secretaria de Estado da Segurança Pública – SESP.

Externamos o desapontamento dos Militares Estaduais, em virtude da desconsideração e desrespeito para com a Polícia Militar do Paraná, verificados pela ausência de Militares Estaduais na atual composição da pasta.

Em que pese os Militares Estaduais: representarem mais de 70% do efetivo policial do Estado; serem os únicos profissionais de segurança pública presentes em todos os 399 (trezentos e noventa e nove) municípios desta Unidade Federativa, cumprindo as missões constitucionais de polícia
ostensiva e de preservação da ordem pública; serem os primeiros, quando não os únicos, garantidores dos Direitos Humanos dos cidadãos; serem responsáveis pela grande maioria dos resultados de segurança pública divulgados pelo Governo do Estado; serem os responsáveis pelo regular exercício dos poderes constituídos; serem os responsáveis pela grande maioria dos atendimentos de emergência da população, foram relegados a segundo plano, por ocasião da composição da SESP.

Necessário registrar que a efetividade das ações e operações desenvolvidas continuamente pelos Militares Estaduais em prol da população paranaense depende da perfeita interlocução destes profissionais com as instâncias de Governo. Sendo a Secretaria de Segurança a principal provedora
dos meios e recursos para o exercício das suas atribuições, imperioso que pelo menos alguns dos profissionais ocupantes das principais funções da SESP detenham conhecimentos específicos e experiências profissionais relacionadas com as atividades de polícia militar e de bombeiro militar.
No intuito de retomar com a máxima urgência o equilíbrio necessário nas designações/nomeações para os cargos de direção da SESP, várias reuniões serão realizadas nos próximos dias, especialmente com autoridades do Poder Executivo e Legislativo. Também nesse sentido, haverá vigilância permanente para que a segurança da população não seja prejudicada por eventuais descompassos de ordem orçamentária, financeira e administrativa, que dificultem ou inviabilizem a atividade dos Militares Estaduais.

Curitiba, PR, 02 de junho de 2019.

Coronel
Izaías de Farias
Presidente da ASSOFEPAR

Coronel
Washington Alves da Rosa
Presidente da AVM

Coronel
Altair Mariot
Presidente da AMAI

Sargento
Arlindo Lucinda
Presidente da SBSS

Do Parana Portal

O evento “Law & Vino” vai debater, na próxima quinta-feira (6), a nova lei de proteção de dados, compliance e seguro D&O. Os participantes contarão com uma degustação de vinhos no local.

Dentre os temas abordados durante o encontro estão a nova lei de proteção de dados, com os efeitos práticos das mudanças, com a condução do professor Gabriel Schulman; a cobertura do seguro D&O diante dessa mesma lei, em bate-papo com o advogado Luis Eduardo Pereira Sanches e estratégias, políticas e programas de compliance, tema que será abordado por Alfredo Santana, diretor jurídico da Volvo S/A.

As inscrições para o Law & Vino custam R$20 e podem ser feitas pelos e-mails contato@tnp.adv.br e contato@italocam.com.br. O valor arrecadado com essas entradas será integralmente revertido para a Associação dos Amigos do HC.

O evento será no auditório da Trajano Neto & Paciornik Advogados, a partir das 18h.

Do Parana Portal

Figura lendária do Setor de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Paraná (UFPR), José Alves Pereira – ou Baiano, como ficou conhecido – anunciou a sua aposentadoria depois de 52 anos trabalhando no campus.

A despedida foi no mesmo dia do aniversário de 92 anos do doceiro, que durante décadas manteve seu carrinho de guloseimas estacionado em uma das ruas do campus do bairro Cabral, em Curitiba.

Baiano começou a trabalhar no Setor de Ciências Agrárias em 1967. Nesse tempo, fez muitos amigos entre funcionários e estudantes. No último dia 29 de maio, centenas de pessoas se reuniram para comemorar seu aniversário. A festa teve direito a bolo, parabéns, um quadro assinado pelos presentes e uma muda de araucária como lembrança.

Baiano (que na verdade é cearense, nascido na cidade de Crato) já foi homenageado em diversas formaturas ao longo desses anos, na maioria das vezes como “Amigo da Turma”. Tantas que até perdeu a conta. “Tenho mais de 30 quadros e homenagens em casa”, diz ele.

Ganhou também uma biografia, lançada pela editora Artesão de Memórias, intitulado “São Baiano das Agrárias – Memórias de José Alves Pereira”. O livro foi financiado com a ajuda de ex-alunos do Setor. Baiano também foi agraciado com o título de Engenheiro Agrônomo Honorário pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, em 2015.

Outra homenagem, bem divertida, foi criação do professor Wilson Loureiro, que criou o “santinho” do São Baiano das Agrárias. No impresso, a foto do Baiano e a frase “Protetor, conselheiro e desatador dos nós dos estudantes de Agrárias da UFPR”. O folheto sugere comer um docinho do Baiano por nove dias seguidos para passar nas disciplinas mais difíceis.

Baiano chegou ao Paraná em 1952, primeiramente morando em Paranavaí, e logo em seguida veio para a capital. Em Curitiba, começou a trabalhar vendendo sorvetes.

do Fabio Campana

A partir desta segunda-feira (3), toda a população pode se vacinar contra a gripe, inclusive quem faz parte do público prioritário e que ainda não se vacinou. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação vai continuar enquanto durarem os estoques da vacina. Informação da Agência Brasil.

Até a última sexta-feira (31), quando terminou a campanha nacional, quase 80% do público prioritário foi vacinado, o que representa 47,5 milhões de pessoas. Os grupos prioritários tiveram entre os dias 10 de abril e 31 de maio para se vacinar com exclusividade.