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Foto: Arquivo/ANPr

Jaime Lerner morreu nesta quinta-feira (27) aos 83 anos, em Curitiba. A informação foi confirmada pela assessoria e também consta entre os obituários divulgados pela Prefeitura.

O ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba foi internado na última sexta-feira (21), no Hospital Evangélico Mackenzie, na capital, com problemas nos rins.

Na quarta-feira (26), o hospital informou que o quadro era grave, mas estável. Lerner apresentava um quadro infeccioso e ficou sob os cuidados da equipe de nefrologia para se submeter a sessões de hemodiálise.

JAIME LERNER

Formado em arquitetura e urbanismo pela UFPR (Universidade Federal do Paraná), em 1964, Lerner fez parte da equipe que criou o IPPUC (Instituto de Planejamento Urbano de Curitiba) no ano seguinte, em 1965.

O arquiteto iniciou a vida pública no início da década de 70, quando filiou-se à ARENA, partido criado para dar sustentação política à ditadura militar brasileira instituída no Golpe Militar de 1964.

Em 1971, foi nomeado prefeito biônico de Curitiba. No primeiro mandato, realizou duas obras que ficariam marcadas na história da capital: o calçamento da Rua XV de Novembro e a abertura das caneletas exclusivas para ônibus expressos (BRT).

Foi nomeado prefeito novamente em 1979. Jaime Lerner assumiria a Prefeitura de Curitiba para um terceiro mandato em 1989, desta vez eleito pelos curitibanos na célebre “Campanha dos 12 dias”. Ele estava filiado ao PDT e era muito próximo do ex-governador do Rio e principal liderança do partido, Leonel Brizola. Foi nesse terceiro mandato que Lerner deixou mais marcas na paisagem curitibana. Criou o Jardim Botânico, a Ópera de Arame e as icônicas estações-tubo do transporte coletivo, que são utilizadas até hoje.

Nos anos 90, Jaime Lerner foi eleito duas vezes governador do Paraná. O arquiteto assumiu o Palácio Iguaçu em 1994, ainda eleito pelo PDT, e foi reconduzido ao cargo em 1998, período marcado pela transição econômica e industrialização do Estado. Em 1997 ele havia trocado o PDT pelo PFL.

Enquanto governador, tentou privatizar a Copel (Companhia Paranaense de Energia), ideia da qual desistiu apenas no ano de mandato, em 2002. No mesmo ano, então no PFL, teve o nome apontado como possível candidato à presidência.

O desgaste político e a figura de elitista afastou Jaime Lerner das disputa eleitorais. Na Assembleia Legislativa, enfrentou cinco CPIs. Primeiro a conceder rodovias à iniciativa privada, foi condenado pelo STJ em 2011 por dispensa ilegal de licitação.

Aos 83 anos, ex-governador Jaime Lerner é diagnosticado com a Covid-19
Reconhecido internacionalmente pelo trabalho como urbanista, Jaime Lerner atuou na vida pública do início dos anos 70 até 2002 (Foto: Arnaldo Alves/ANPr)

VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL

No mesmo ano em que se formou arquiteto, em 1964, Jaime Lerner casou-se com Fani Lerner, mãe de suas filhas Andrea e Ilana. A esposa morreu em 2009, aos 63 anos, vítima de um câncer diagnosticado 14 anos antes.

Como arquiteto, tornou-se consultor da ONU (Organização das Nações Unidas) para assuntos de urbanismo. Também presidiu a UIA (União Internacional de Arquitetos).

Desde 2003, quando se afastou da política, passou a desenvolver projetos arquitetônicos para capitais brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro e Porto Alegre, e também para cidades de países como Angola, México e Panamá.

Em 2018, foi eleito o segundo urbanista contemporâneo mais influente do mundo pela revista norte-americana Planetizen.

SAÚDE

O ex-prefeito de Curitiba e ex-governador governador do Paraná conviveu nos últimos anos com vários problemas de saúde. Em outubro de 2020, foi internado para a retirada do apêndice.

Em março de 2021, após ter sido imunizado com duas doses da vacina contra o coronavírus, Jaime Lerner contraiu a covid-19, mas desenvolveu um quadro leve da doença e se recuperou em casa.

Morango paranaense

A fruta é a terceira em movimentação de capital na fruticultura do Estado, com participação de 12,5% no total do Valor Bruto da Produção (VBP) do setor. No comparativo de 2010 com 2019, houve um aumento de 69% na área plantada no Paraná, acréscimo de 128,3% nas colheitas e de 238,3% no VBP nominal.  De acordo com dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o morango é a terceira fruta em movimentação de capital na fruticultura do Estado. Segundo o Censo Agropecuário do IBGE de 2017, o Paraná conta com 1.469 produtores de morango. O cultivo da fruta ocupa aproximadamente 905 hectares, com produção de cerca de 33 mil toneladas.

Coopavel no Alltech ONE 

O médico veterinário Eduardo Vilas Boas Leffer, gerente de Fomento Avícola da Coopavel, vai participar como debatedor de um dos maiores eventos mundiais do agronegócio. Organizado pela Alltech, uma das gigantes da nutrição animal da atualidade, o Alltech ONE Simpósio de Ideias será transmitido por plataformas digitais nos dias 25, 26 e 27 de maio. A expectativa é de a conferência reunir milhares de participantes dos mais diferentes lugares do planeta. Leffer vai integrar mesa-redonda ao lado de pesquisadores e técnicos da Europa e Estados Unidos. Eles vão falar sobre tendências mundiais da produção de frangos.

Sul “roubando” empresas de SP

Em dez anos, a indústria nacional ficou menos concentrada nos estados do Sudeste e ganhou força em outras regiões do país. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra como, entre os biênios 2007/2008 e 2017/2018, a produção industrial migrou de São Paulo e do Rio de Janeiro para outros estados. No período, o Sudeste reduziu a participação no Produto Interno Bruto (PIB) da indústria em 7,66 pontos percentuais. O Nordeste ganhou 2,06 pontos percentuais (pp) em participação e a Região Sul, 2,46 pontos percentuais. Mesmo assim, o Sudeste continua responsável por 53,9% do PIB industrial, seguido pelo Sul com 19,4%. O Nordeste tem 12,93% de participação; o Norte, 7%; e o Centro-Oeste, 6,7%.

Exportações do agro

As exportações do agronegócio brasileiro bateram recorde em abril, ancoradas nas vendas de produtos como soja, carnes (bovina, suína e de frango) e produtos florestais, atingindo a cifra recorde de US$ 13,57 bilhões. Assim, o crescimento foi de 39% em relação aos US$ 9,76 bilhões exportados em abril de 2020. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento  (Mapa), em nenhum mês de abril da série histórica entre 1997 a 2021 o valor exportado havia ultrapassado a marca de US$ 10 bilhões. As importações do agronegócio também subiram, passando de US$ 1,01 bilhão em abril de 2020 para US$ 1,15 bilhão em abril de 2021 (+13,5%). Dessa forma, o saldo da balança ficou em US$ 12,4 bilhões.

Exportação de carnes

Os embarques de carnes foram recorde para o mês, com US$ 1,57 bilhões em abril 2021 (+22,7%). Houve aumento de valor e volume de todas as principais carnes exportadas pelo Brasil. A carne bovina foi a principal carne exportada, com US$ 705,32 milhões (+22,5%). Houve crescimento também das exportações de carne de frango e suína, que foram de US$ 598,01 milhões (+18,2%) e US$ 230,61 milhões (+40,7%), respectivamente. De acordo com a análise da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, o valor recorde exportado de carne bovina em abril pode ser explicado em função, principalmente, do incremento das exportações para alguns mercados: Estados Unidos (+ US$ 46,36 milhões); Chile (+ US$ 22,50 milhões); Filipinas (+ US$ 20,49 milhões); China (+ US$ 20,31 milhões); Hong Kong (+ US$ 14,25 milhões).

Crédito rural

Representantes do agronegócio querem que o governo reduza as exigências de gerenciamento de riscos e reservas de capital que os bancos precisam cumprir para poder emprestar dinheiro aos produtores. A medida poderia aumentar a oferta de crédito rural em cerca de R$ 60 bilhões no sistema financeiro, com recursos privados a juros livres e a um custo mais barato que o atual na ponta. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pede uma alteração na chamada regulação prudencial do Banco Central, que exige dos agentes financeiros um montante de capital próprio a ser retido e mantido em reserva para absorver os impactos de “perdas inesperadas” nas operações de financiamentos e garantir a estabilidade do sistema como um todo.

Monitor do PIB 

A economia brasileira cresceu 1,7% no primeiro trimestre deste ano na comparação com os três meses anteriores, na análise da série dessazonalizada, segundo o Monitor do PIB divulgado na última nesta segunda-feira, 17, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em termos monetários, a FGV estima que o PIB do primeiro trimestre de 2021, em valores correntes, foi de R$ 2,113 trilhões. O dado ficou abaixo da estimativa divulgada na semana passada pelo Banco Central: o IBC-Br apontou uma expansão de 2,3% no nível de atividade nos três primeiros meses do ano. Apesar da alta no trimestre, o resultado de março mostrou queda na atividade: um recuo de 2,1% frente ao mês anterior. 

Feira da China

Em um período estratégico para o fortalecimento de negócios com o mercado asiático, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) representará as empresas brasileiras durante a Sial China 2021, um dos maiores eventos do setor de proteína animal no mercado asiático, que acontecerá entre 18 a 20 de maio, em Xangai. Com espaço exclusivo no evento, a ABPA participará com estande institucional e áreas disponíveis, com salas de reunião e lounge, para atendimento dos visitantes, autoridades e todos os demais stakeholders. Principal destino das exportações, a China foi responsável por 53% das exportações brasileiras de carne suína no primeiro quadrimestre do ano. Para a carne de frango, o país asiático importou 14,6% do total embarcado pelo Brasil durante o período.

Demanda por crédito

Depois de crescer em março, a procura por financiamento no Brasil voltou a recuar em abril, refletindo as novas medidas restritivas de combate ao coronavírus em algumas partes do Brasil no terceiro mês do ano. O Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC) caiu 11% em abril. Contudo, conforme os dados antecipados ao Broadcast, o indicador acumula alta de 231% em 12 meses, elevando, assim, a taxa ante abril de 2020 a 54%. A oscilação do índice, que mensura mensalmente o número de solicitações de financiamentos, na comparação mensal, é vista como reflexo da sazonalidade. Em fevereiro, o dado apresentou queda de 9%, subiu 2% em março, voltando a ceder em abril. No confronto interanual, parte do motivo do avanço é a base de comparação baixa de 2020, quando começou a pandemia

Preço do milho

Com problemas logísticos e sinais de estoques maiores que o projetado nos Estados Unidos, as cotações em Chicago recuaram 9,94% em dois dias, entre quinta e sexta-feira da semana passada. O vencimento para julho recuou 4,6% na passagem diária e passou de US$ 6,746 para US$ 6,436 por bushel. Apesar disso, a demanda pelo cereal norte-americano segue firme e novas vendas para a China foram anunciadas para a temporada 2021/22. No Brasil, o indicador do milho do Cepea teve uma sexta-feira de baixa dos preços. A cotação variou -0,44% em relação ao dia anterior e passou de R$ 101,79 para R$ 101,34 por saca. Assim sendo, no acumulado do ano, o indicador valorizou 28,85% e em 12 meses, os preços alcançaram 100,24% de alta.

Comércio de sêmen

De acordo com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), 5.021.074 doses foram vendidas entre janeiro e março. O levantamento revela que 5.021.074 doses de sêmen foram comercializadas nos três primeiros meses do ano, atingindo um crescimento de 39% em vista de 2020. Segundo o presidente da associação, Márcio Nery, os bons resultados indicam um desempenho ainda maior ao longo do ano. “Havíamos previsto um crescimento em torno de 25 a 30%, e os números superaram nossas expectativas. Me parece que a perspectiva de chegarmos a 30 milhões de doses totais em 2021 vai ser ultrapassada. Refaço minha previsão de que há uma grande possibilidade de superarmos 32 milhões de doses esse ano”, comentou. Foram exportadas 149.767 doses entre janeiro e março – um avanço de 96% em relação ao ano passado. 

Terras paranaenses

O preço das terras aptas para atividades agropecuárias teve elevação superior a 50% no período de um ano no Paraná. O resultado é influenciado, sobretudo, pela valorização da produção gerada. A análise publicada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, é tema do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 01 a 07 de maio. As terras da Classe A-III, que, pelo Sistema de Classificação de Solos da Embrapa, são aquelas aptas ao cultivo de grãos, apresentaram valor médio de R$ 58,9 mil o hectare este ano. Isso representa aumento de 52% ante os R$ 38,9 mil que foram levantados em março de 2020. No caso das terras B-VI, que são aquelas ocupadas mais por pastagens e silvicultura (cultivo de florestas para produção de madeiras e outros derivados comerciais), o incremento de valor chegou também a 52%. No prazo de um ano, passou de R$ 20,1 mil o hectare para R$ 30,6 mil.


Importações movimentam porto

As importações puxaram a movimentação de cargas pelos portos do Paraná no primeiro quadrimestre do ano. Com altas significativas na descarga de produtos dos segmentos de Carga Geral e Granéis Sólidos, os terminais de Paranaguá e Antonina movimentaram 18.262.189 toneladas, de janeiro a abril. Do volume total, entraram no Brasil 7.444.115 toneladas de cargas estrangeiras em 2021. No ano passado, foram 6.628.630 toneladas. As compras de produtos diversos, que chegam em contêiner, por exemplo, cresceram 25%. Nos granéis sólidos, destaque para o desembarque de malte e cevada, que cresceu 21%, e de fertilizantes, 12%. Os fertilizantes representaram cerca de 43% do total de produtos importados através dos Portos de Paranaguá e Antonina.

Indústria cervejeira

Em menor volume, mas em maior percentual de aumento na comparação dos períodos de 2021 e 2020, a descarga de malte e cevada somou 234.977 toneladas neste ano. Os produtos são utilizados como matéria-prima da indústria cervejeira e tiveram 21% de alta na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado, quando foram 193.560 toneladas importadas. Considerando a movimentação apenas no último mês de abril, o aumento registrado na importação chegou a 2.511%. Enquanto em abril de 2020 foram importadas 2.998 toneladas de cevada e malte; este ano, no mês, foram 78.260 toneladas.

Copel em Ponta Grossa

A Copel colocou em operação o segundo transformador de 225 megavolt-amperes (MVA) de potência na subestação Ponta Grossa Sul, concluindo um importante projeto de reforço no sistema de transmissão de energia da região central do Paraná, três meses antes do prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A obra recebeu recursos da ordem de R$ 24 milhões. A subestação Ponta Grossa Sul opera em 230 mil Volts (kV) e teve o primeiro transformador de 225 MVA energizado em março deste ano. Esses são os primeiros transformadores trifásicos desse porte que a Copel coloca em operação no Paraná e eles estão entre os maiores do país. Equipamentos semelhantes serão instalados nas subestações Pato Branco, ainda em 2021, e Guaíra, em 2022 – somando mais R$ 66 milhões em investimentos.

Banco do Agricultor Paranaense

Com o objetivo de esclarecer todas as dúvidas relacionadas ao programa Banco do Agricultor Paranaense, lançado pelo governador Ratinho Júnior no dia 27 de abril, no Palácio Iguaçu, o Sistema Ocepar realizou, na última quinta-feira, 6, uma live do Fórum Técnico com as presenças do secretário da Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, do vice-presidente e diretor de operações do BRDE, Wilson Bley, do diretor de operações privadas do Banco de Fomento do Paraná, Renato Maçaneiro, e do diretor da Secretaria de Políticas Agrícolas, do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz. Durante duas horas, mais de 170 lideranças cooperativistas de diversos ramos de atuação e entidades parceiras puderam esclarecer as principais dúvidas a respeito do programa e como as cooperativas podem realizar empréstimos para investimentos, em especial nas áreas de energias renováveis e irrigação.

Café paranaense

A estiagem prolongada nos últimos meses, agravada pelas altas temperaturas e chuvas escassas, vem preocupando os cafeicultores nos quase 7 mil hectares de café atendidos pela Capal Cooperativa Agroindustrial. A safra de café 2020/2021 evoluía satisfatoriamente por conta dos bons índices pluviométricos alcançados desde o ano passado, mas a tendência foi interrompida entre os meses de fevereiro e março, quando foi registrada a última chuva significativa da região. De acordo com dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), o mês de abril apresentou o maior índice de seca dos últimos 23 anos (desde 1998) em diversas cidades do Paraná.

Produção de milho

A estiagem que marcou o mês de abril em grande parte do Centro-Sul do Brasil se agravou na primeira semana de maio, de acordo com levantamento da AgRural. Esse fato, aliado às previsões de continuidade do tempo seco, levou a consultoria a fazer um novo corte em sua estimativa de produção na safrinha 2021 de milho, que foi revisada na semana passada para clientes. Projetada em 73 milhões de toneladas em boletim divulgado em 19 de abril -quando foi feito um corte de 2,4 milhões de toneladas em relação a março-, a produção do Centro-Sul é estimada agora em 65,1 milhões de toneladas. O número baseia-se em área de 12,9 milhões de hectares, volume 6% superior à do ano passado e inalterada na comparação com abril e em produtividade média de 84,1 sacas por hectare – a menor desde 2018.

Ovos para o Butantan

O Instituto Butantan demandará milhões de ovos para produzir a ButanVac, nova vacina contra a Covid-19. No final do mês passado, a entidade recebeu o primeiro lote de 520 mil ovos. A expectativa é de que sejam fabricadas 1 milhão de doses a partir de cada lote e ter no mínimo 18 milhões de doses prontas já em 15 de junho. Com a perspectiva de produzir 40 milhões de doses neste ano, a demanda pode chegar a 20 milhões de ovos. “O Butantan já solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para iniciar os testes da ButanVac em humanos e está em processo de fornecer documentos adicionais. As doses já em produção no Instituto serão armazenadas e fornecidas à população somente após a autorização da Anvisa, o que deve acontecer no segundo semestre”, diz o instituto.

IPC-S acelera

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou a 0,33% na primeira quadrissemana de maio, depois de fechar abril com taxa de 0,23%. A informação foi divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador acumula alta de 7,47% em 12 meses, maior do que o avanço de 6,54% no período até abril. Das oito categorias de despesas que compõem o indicador, quatro registraram aceleração da última quadrissemana de abril para a primeira de maio, com destaque para Habitação, que saltou de 0,21% para 0,56%. O item que puxou a alta foi tarifa de eletricidade residencial, a 1,23%, após -0,45% em abril. Alimentação (0,32% para 0,45%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,07% para 1,13%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,75% para -0,69%) também apresentaram acréscimo na taxa de variação.

Perspectiva de crescimento

O mercado ajustou suas projeções para a economia brasileira e passou a ver maior crescimento tanto neste ano quanto no próximo, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na última segunda-feira,10. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 agora é de 3,21%, contra 3,14% na semana anterior. Para 2022, a conta melhorou em 0,02 ponto percentual e passou para 2,33%. Para a inflação, os especialistas consultados no levantamento semanal veem alta do IPCA de 5,06% este ano, de 5,04% antes, mantendo a expectativa de uma taxa de 3,61% no ano que vem. Ambas as projeções ficam acima do centro da meta oficial, que é de 3,75% para este ano e de 3,50% para 2022, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Minério de ferro

Os futuros do aço e do minério de ferro de referência na China tocaram máximas históricas na última segunda-feira, 10, em meio a uma demanda robusta e preocupações com a oferta, além de expectativas de alta na inflação que também ajudaram a alimentar compras especulativas. Os futuros mais ativos do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, saltaram 10%, para máxima recorde de 1.326 iuanes (US$ 206,30) por tonelada. Na bolsa de Cingapura, o contrato junho do minério de ferro subiu 9,5%, para US$ 224,65 por tonelada. A Associação de Comércio Exterior do Brasil estima que as receitas com exportações de minério de ferro do Brasil deverão crescer cerca de 60% em 2021 ante o ano passado, para US$ 41,25 bilhões de dólares, com a commodity mineral desbancando a soja da liderança do ranking em geração de divisas do país após seis anos.

Recordes no emprego 

A indústria foi o segmento da economia que mais abriu vagas em março no Paraná. O saldo (contratações menos as demissões) ficou em 5.572 novos empregos. O setor responde por 48% do total de contratações no período. Somando o resultado de todas as atividades, o estado criou 11.507 postos de trabalho no mês. O comércio ficou em segundo lugar, com 2.068 novas admissões, seguido por construção civil (1.884), agropecuário (1.319) e serviços (664). As informações foram divulgadas pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). O desempenho da indústria em março impressiona, no comparativo com o mesmo mês de 2020. Foi 27 vezes maior. 

Acumulado positivo 

No resultado acumulado neste primeiro trimestre de 2021, o saldo da indústria é positivo em 24.327 novas contratações. Crescimento de 87% em relação a igual período do ano passado. O Paraná acumula saldo positivo de 78,5 mil novas contratações no período, somando todas as atividades. Um crescimento expressivo de 137% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Dos 24 setores da indústria avaliados, 20 registraram saldo positivo de empregos em março. Alimentos ficou em primeiro, abrindo 1.385 vagas. Confecções e artigos do vestuário ficou em segundo, com 527 pessoas contratadas, seguido de máquinas e equipamentos (490), fabricação de produtos de metal (477), madeira (471) e móveis (335). Já o segmento automotivo fechou 48 postos, seguido por fabricação de outros equipamentos de transporte (-38), bebidas (-26) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3). 

Boletim do Deral 

O Paraná poderá produzir 40,6 milhões de toneladas de grãos, em uma área de 10,4 milhões de hectares, na safra 2020/2021. As informações são do relatório mensal divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A reavaliação nos índices deste mês, que mostram um desempenho total menor do que o registrado no início do ciclo, quando esperava-se um volume de 42 milhões de toneladas, se deve especialmente à revisão nos números relativos à cultura do milho. A estimativa de produção para a segunda safra do grão indica um volume de 12,2 milhões de toneladas, 2,3 milhões abaixo do esperado no início da safra 2020/2021. 

Castrolanda 70 anos 

Os 70 anos de dedicação e trabalho de diferentes gerações são marcados com uma história iniciada na Holanda, escrita em terras brasileiras e será reforçada no decorrer dos próximos meses. Na última sexta-feira, 30/04, a Castrolanda lançou sua campanha institucional de aniversário “Nossas razões para celebrar”. São exatos sete meses até a data oficial do aniversário de 70 anos da cooperativa, em 30 de novembro. Em comemoração serão realizadas ações envolvendo colaboradores, cooperados e toda a comunidade. Para o presidente, Willem Berend Bouwman a cooperativa caminha para mais um ano de superação. “Na comemoração dos 70 anos temos muitos motivos para celebrar, mesmo em um cenário desafiador já conquistamos ótimos resultados, consequência do trabalho e empenho de nossos associados, colaboradores e toda a família Castrolanda”. 

Confiança empresarial 

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 4,3 pontos em abril, para 89,8 pontos, após seis quedas consecutivas, segundo divulgou na última segunda-feira, 3, a Fundação Getulio Vargas. Em médias móveis trimestrais, porém, o indicador manteve a tendência de queda, ao recuar 1 ponto. O índice consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Em abril, os destaques setoriais foram as altas de 11,6 e 4,1 pontos, respectivamente, da confiança do comércio e de serviços, revertendo parte das quedas expressivas dos meses anteriores. A confiança empresarial avançou em 49% dos 49 segmentos pesquisados em abril. 

Demanda de ovo 

O brasileiro nunca comeu tanto ovo. Com o aumento do preço da carne, a queda de poder de compra da população, e a mudança de hábito trazida pela pandemia, com mais gente se alimentando em casa, o ovo está longe de ser um coadjuvante na mesa da população. No ano de 2020, cada brasileiro comeu 251 ovos. É um volume recorde. Há 20 anos, o consumo anual de cada cidadão era de 94 unidades. Dez anos atrás, esse número subiu para 148 ovos. Hoje, o brasileiro come mais ovos que a média do cidadão mundial, que é de 230 ovos por ano. O alimento, que até poucos anos atrás figurava entre os vilões da saúde, condenado pelo teor de colesterol, migrou para as páginas da alimentação saudável. A indústria e as galinhas fizeram sua parte, com nada menos que 1.500 ovos por segundo produzidos no Brasil. 

Preço em alta 

Em abril de 2020, uma saca de 60 quilos de milho era comprada, no Paraná, por R$ 46. Hoje, essa mesma saca custa R$ 98. São 110% de aumento. Nesse mesmo intervalo, o preço do ovo praticado pelo produtor registrou alta de 19%. É o “efeito China”, que tem determinado o preço do ovo frito que chega ao prato feito do cidadão. “Vivemos realmente uma fase recorde de consumo e isso é bom. Mais de 50% da população brasileira reconhece o ovo como o segundo melhor alimento, depois do leite materno. Fomos declarados como serviço essencial para não deixar faltar comida na mesa da população. Mas houve um salto especulativo dos insumos que está prejudicando muita gente”, diz Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). 

Café arábica 

Em Nova York, as cotações do café arábica tiveram o terceiro dia consecutivo de preços mais baixos após atingirem o maior patamar desde 2017. A recuperação do dólar em relação ao real ajudou no movimento dos contratos. O vencimento para julho fechou o dia com queda de 1,08% e ficou cotado a US$ 1,4145 por libra-peso. No Brasil, o indicador do café arábica do Cepea recuou com o mercado no exterior mais do que compensando a queda do dólar contra o real. A cotação variou -0,79% em relação ao dia anterior e passou de R$ 788,8 para R$ 782,59 por saca. Dessa forma, no acumulado do ano, o indicador valorizou 28,99%. Em 12 meses, os preços alcançaram 36,57% de alta. 

Cana no Centro-Sul  

 A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil pode ficar entre 567,2 milhões e 578,1 milhões de toneladas na safra de 2021/22, com queda de até 6,3% no comparativo anual, estimou a consultoria StoneX na última segunda-feira, 3, ao rebaixar sua projeção em meio à seca no principal polo produtor do país. Na estimativa anterior, divulgada no fim de março, a consultoria previa moagem de 586,1 milhões de toneladas. Considerando três possíveis cenários para o processamento de cana no Centro-Sul, a StoneX acredita que o mais provável é que a moagem atinja a média de 570,2 milhões de toneladas nesta safra. Caso esta hipótese se confirme, a produção de açúcar seria rebaixada em 1 milhão de toneladas ante a projeção de 36,1 milhões vista em março. 

Queda nos investimentos 

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) aponta uma retração de 1,1% na comparação entre fevereiro e janeiro, na série com ajuste sazonal. Ainda assim, o trimestre móvel terminado em fevereiro registrou alta de 22,4%. Na comparação com o ano anterior, os investimentos atingiram um patamar 7,8% superior ao verificado em fevereiro de 2020. O resultado foi divulgado na última segunda-feira, 3, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Indicador de FBCF mede os investimentos no aumento da capacidade produtiva da economia e na reposição da depreciação do estoque de capital fixo. A FBCF é composta por máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos.

Paraná Produtivo

Uma proposta inédita de desenvolvimento produtivo regional integrado está sendo elaborada pelo Governo do Estado. Batizado de Paraná Produtivo, o programa vai identificar potenciais e carências das regiões e planejar um desenvolvimento produtivo integrado entre os municípios. Na primeira fase do programa serão envolvidas oito regiões, fortalecendo a economia de 202 municípios. Eles concentram 30% da população paranaense e 25% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Em uma segunda etapa, a intenção é contribuir, também, para os planos de desenvolvimento já existentes nas demais regiões, oferecendo apoio à implantação de módulos de governança e gestão que buscam potencializar os resultados já alcançados. A previsão é de que todas as regiões do Estado possam contar com uma plataforma de gestão territorial.

Concessões portuárias

O governo federal qualificou na última terça-feira, 27, quatro concessões portuárias paranaenses como prioridades nacionais. Elas representam um terço dos 12 novos projetos de infraestrutura elencados pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Além do arrendamento de três áreas para movimentação de granéis sólidos (PAR9, PAR14 e PAR15), o PPI aprovou o estudo da concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. Essa é a primeira tentativa de concessão deste tipo, que prevê a administração privada do trecho de hidrovia que liga o porto ao mar aberto. A previsão é de R$ 5 bilhões de investimentos em 35 anos.


Isenção de ICMS

O governador Ratinho Junior anunciou na última terça-feira, 27, no lançamento do Banco do Agricultor Paranaense, que o Estado está editando um decreto que isenta o ICMS, principal tributo estadual, sobre equipamentos de irrigação destinados ao uso na agricultura ou horticultura. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou a medida no começo do mês. A medida valerá para os métodos por aspersão ou gotejamento e para as operações estaduais. O decreto incidirá sobre máquinas, aparelhos, equipamentos, dispositivos e instrumentos. O impacto para os cofres do Estado é de cerca de R$ 1,7 milhão em 2021 e R$ 1,8 milhão em 2022, segundo estudo da Secretaria da Fazenda.


Mercado do leite

O mercado de lácteos apresentou recuperação em março, com os principais produtos do mix de comercialização registrando valorização significativa. Com isso, valor de referência do leite – usado como parâmetros nas negociações entre produtores e indústria – teve alta de 3,52%, fechando março em R$ 1,6247. Já nas três primeiras semanas de abril, o setor entrou em estabilidade, com projeção de que o mercado chegue ao fim do mês com alta de 1,12% em relação a março. Os dados foram apresentados em reunião do Conselho Paritário Produtores/Indústria de Leite do Paraná (Conseleite-PR), realizada na última terça-feira, 27, por videoconferência.


Alta generalizada

Em março, a alta foi generalizada. O leite UHT, por exemplo, teve valorização de 7,25% e o spot, de 9,68%. Nos queijos, o muçarela – principal produto do mix de comercialização – veio em alta de 1,53%, enquanto prato, parmesão e provolone também ganharam preço: 2,38% 2,51% e 0,82%, respectivamente. Outros derivados, como bebida láctea, iogurte e doce de leite também registraram movimento de alta. A exceção foi o leite em pó, cujos preços recuaram. Na parcial de abril – principalmente ao longo da última semana –, o movimento perdeu força e o mercado lácteo entrou em tendência de estabilidade.


Paraná Produtivo

Uma proposta inédita de desenvolvimento produtivo regional integrado está sendo elaborada pelo Governo do Estado. Batizado de Paraná Produtivo, o programa vai identificar potenciais e carências das regiões e planejar um desenvolvimento produtivo integrado entre os municípios. Na primeira fase do programa serão envolvidas oito regiões, fortalecendo a economia de 202 municípios. Eles concentram 30% da população paranaense e 25% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Em uma segunda etapa, a intenção é contribuir, também, para os planos de desenvolvimento já existentes nas demais regiões, oferecendo apoio à implantação de módulos de governança e gestão que buscam potencializar os resultados já alcançados. A previsão é de que todas as regiões do Estado possam contar com uma plataforma de gestão territorial.


Série Mercados Globais – Chile

A atividade comercial entre Brasil e Chile e a relação bilateral entre o Chile e o Paraná estarão em evidência no próximo webinar da série Mercados Globais, marcada para o dia 4 de maio, às 16 horas. O evento é uma promoção do Centro Internacional de Negócios (CIN-PR) do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Sistema Fiep), em parceria com a Embaixada do Brasil na capital Santiago, ProChile e com o InvestChile. O objetivo do encontro virtual é tratar das oportunidades de investimento para industriais paranaenses, tirar dúvidas e prestar orientações de como fazer negócios no país andino. O webinar é gratuito. Mais informações podem ser obtidas pelo whatsapp 41 3271-9101 ou pelo e-mail: caroline.nascimento@sistemafiep.org.br.


Soja para o mundo

As exportações brasileiras de soja em grão deverão fechar abril com um total embarcado entre 14 milhões e 15,78 milhões de toneladas, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Em abril do ano passado, as exportações ficaram em 14,28 milhões de toneladas. Em março, o país embarcou 14,91 milhões de toneladas. Na semana entre 18 e 24 de abril, o Brasil embarcou 3,06 milhões de toneladas. Para o período entre 25 de abril e 1 de maio, a Anec indica a exportação de 4,16 milhões de toneladas. Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,52 milhão de toneladas em abril. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,84 milhão de toneladas. Em março, volume ficou em 1,27 milhão de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 365,86 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 412,8 mil toneladas.


Relatório Anual da ABPA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) lançou nesta semana a nova edição do Relatório Anual ABPA 2021, a principal publicação estatística produzida anualmente pela entidade setorial da avicultura e da suinocultura do Brasil. Com conteúdo interativo, fluido e de fácil acesso, a nova versão do Relatório Anual ABPA conta com uma análise ampla e detalhada da produção e das exportações das cadeias produtivas do nosso setor (aves, suínos, ovos e material genético). Neste detalhamento estatístico de 2020, houve a revisão de diversos dados, como é o caso da produção de carne suína – agora, em 4,436 milhões de toneladas – e do consumo per capita – que encerrou 2020 em 16 quilos per capita. O RA ABPA 2021 pode ser baixado no site da entidade: abpa-br.org


Consumo de carne bovina

O consumo mundial de carne bovina deve alcançar novo recorde em 2021, acima de 60,0 milhões de toneladas em equivalente carcaça. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) revisou para cima em abril de 2021 a expectativa do consumo mundial de carne bovina para o ano. Isso representa um ganho de 1,6% em relação ao consumo observado em 2020 (59,06 milhões de toneladas). O consumo de carne bovina na China deve somar 10,08 milhões de toneladas em equivalente carcaça, alta de 6,3% ante 2020 (9,48 milhões de toneladas) e atrás apenas dos Estados Unidos, maior consumidor mundial, com perspectiva de demanda de 12,52 milhões de toneladas. No Brasil, a expectativa é que o consumo de carne bovina some 7,73 milhões de toneladas, valor abaixo do recorde observado em 2019, de 7,93 milhões de toneladas.


Escassez de café

A escassez global de café arábica, com previsão de ser a maior em pelo menos duas décadas, pode persistir além da próxima temporada devido ao impacto do clima seco nas safras do Brasil, segundo uma das maiores tradings da commodity. Com os sinais de que a demanda começa a se recuperar com a reabertura das economias após as restrições da pandemia, pode levar anos para que a oferta acompanhe a demanda diante da menor produção do Brasil, disse a Olam International, com sede em Cingapura. O país é o maior produtor de grãos arábica. Esse cenário é acompanhado pelo aumento dos preços do café, e grandes tradings, como a suíça Volcafe e a Neumann Kaffee Gruppe, de Hamburgo, projetam um grande déficit. Os futuros do arábica acumulam alta acima de 30% nos últimos 12 meses, e o prêmio do grão robusta, mais barato e usado para café instantâneo, é o mais alto desde 2015.

Mel paranaense

A pequena Ortigueira, nos Campos Gerais, está em festa. O bom desempenho do município de quase 22 mil habitantes foi essencial para fazer do Paraná o maior produtor de mel do País. Dados da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o Estado colheu 7.229 toneladas do produto em 2019, ultrapassando o vizinho Rio Grande do Sul (6.262 toneladas). O resultado é 14,6% superior ao ano/safra 2018, quando a produção cravou 6.307 toneladas, e confirma a evolução recente da apicultura paranaense – a produção cresceu 15% nos últimos cinco anos pesquisados, partindo de 6.287 toneladas em 2015. Sozinha, a cidade paranaense colaborou com 795,4 toneladas, seguida por Botucatu (São Paulo), Arapoti (Paraná), Itatinga (São Paulo) e Campo Alegre de Lourdes (Bahia).


Rivalidade com os gaúchos

Com Paraná e Rio Grande do Sul rivalizando pelo posto de maior produtor, os outros estados se acomodam nas demais posições do ranking do mel. O Piauí é o terceiro, com 5.024 toneladas, seguindo por São Paulo (4.527), Minas Gerais (4.227), Santa Catarina (4.081), Bahia (3.942), e Ceará (2.677). Em relação às regiões, o Sul respondeu por 38,2% de todo o estoque de mel do País. Na sequência aparecem o Nordeste (33,4%), Sudeste (21,4%), Centro-Oeste (3,9%) e Norte (2,2%). Mais da metade da produção nacional (50,5%), de acordo com o Agrostat Brasil, é voltada para o mercado externo. Os Estados Unidos, com 74,6%, são o principal comprador do mel brasileiro. Alemanha, Austrália, Canadá e Bélgica aparecem na sequência.


Cana para a Inglaterra

Uma operação inédita está sendo realizada no Porto de Antonina. A empresa arrendatária e operadora, Terminais Portuários da Ponta do Félix (TPPF), está embarcando 22 mil toneladas de pellets de cana a granel. O destino da exportação é o Porto de Imminghan, no Reino Unido. A biomassa geralmente é utilizada como biocombustível em substituição ao carvão na geração de energia. A previsão é que a operação seja concluída neste final de semana. O produto do bagaço da cana veio do interior paulista e é resíduo de usinas de produção de açúcar e etanol. O procedimento de embarque é o mesmo utilizado para embarcar o farelo de soja pelo terminal. De acordo com a empresa, a carga abre mercado para novas exportações de pelo terminal que está adaptado para receber e operar cargas especiais.

Colheita de tangerina

A chegada do inverno inaugura, no Paraná, a colheita de uma das frutas mais produzidas no mundo – a tangerina. A região do Vale do Ribeira é uma das maiores produtoras do Brasil. Esse é um dos assuntos abordados pelo Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, referente à semana de 17 a 23 de abril. As tangerinas foram, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a oitava fruta mais produzida no mundo em 2019. Em uma área de 2,7 milhões de hectares, espalhada por 80 países, produziu-se 35,4 milhões de toneladas do cítrico. A China é a líder da atividade, responsável por 56,1% da safra mundial. O Brasil ocupa a sétima posição. Em 2019, foram produzidas 984,9 mil toneladas em 22 unidades da Federação, com liderança de São Paulo. O Paraná é o terceiro maior produtor de tangerinas, com 6,9 mil hectares de cítrico e colheita de 113,8 mil toneladas.

Novo marco para ferrovias

A aguardada aprovação, pelo Congresso, de um novo regime de operação de ferrovias no Brasil tem potencial para destravar projetos e deslanchar ao menos R$ 25 bilhões em investimentos. Seriam trechos ferroviários construídos do zero por empresas que têm interesse em ligar novos destinos e baratear o custo do transporte de cargas. A proposta é uma das prioridades do Executivo no Senado. O texto permite que ferrovias sejam construídas sem um processo concorrencial, mas por meio do regime de autorização. Hoje, a operação do modal por empresas precisa passar por uma licitação, que resulta na concessão. Esse formato continuará existindo, e a escolha do regime vai depender do modelo de negócio. O projeto de lei está em discussão no Senado desde 2018. A previsão é que ele seja aprovado nos próximos meses e siga para análise da Câmara.

Novas habilitações

No primeiro trimestre de 2021, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura habilitou 136 estabelecimentos sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF) para exportar produtos de origem animal para países com exigências específicas. A ação representa o crescimento do Brasil no mercado internacional. Neste mesmo período foram abertos seis novos mercados para exportação de produtos de origem animal e três para exportação de produtos para alimentação animal. Um total de 20 certificados sanitários também foram acordados com os países para atualização de modelos vigentes e para abertura de mercados.

Pesquisa de compra

Uma pesquisa elaborada pela Sodexo Benefícios e Incentivos entre março e junho de 2020 e divulgada recentemente mostra que os consumidores do Estado do Rio passaram a ir menos vezes a supermercados, atacadistas e açougues: entre o momento atual e o anterior à pandemia, os cidadãos fluminenses reduziram em 22,77% a frequência de ida às compras. Em contrapartida, as famílias aumentaram em 29,44% o valor médio gasto com o uso do cartão-alimentação nesses estabelecimentos. O responsável pela área de Estabelecimentos da Sodexo, Antônio Alberto Aguiar, avalia que o cenário desafiador impacta diretamente no bolso dos consumidores. Nesse período, o arroz subiu 63,56%, o feijão preto teve aumento de 51,03%, e as carnes ficaram 31% mais caras.

Nelore e Angus

Dados da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) indicam que das 16,3 milhões de doses de sêmen de gado de corte comercializadas no país em 2020, 14,1 milhões, ou 86%, foram divididas entre ambas, somando praticamente metade para cada raça. Em comunicado, a empresa CRV esclarece que esse empate técnico se deve à “busca” do nelore, que é o rebanho base, e pelo atual momento de retenção desses animais no ciclo pecuário. Em 2020, por exemplo, as vendas de nelore cresceram 61% no Brasil, enquanto a velocidade de expansão do angus foi de 22%. “O nelore é um animal rústico: o bezerro nasce e, horas depois, já está junto com o rebanho”, afirma Cassiano Pelle, Gerente de Produto Corte Zebu da CRV. “O nelore enfrenta bem o calor porque sua cor clara reflete a luz do sol, tem resistência a parasitas e apresenta longevidade dada à sua adaptação às condições do Brasil”, diz Pelle. O angus, por sua vez, possui inúmeras características importantes, como a facilidade de parto,  que permite um manejo melhor dos animais em campo.

Gastos no exterior

Os gastos de brasileiros no exterior somaram US$ 313 milhões em março, de acordo com informações divulgadas na última segunda-feira, 26, pelo Banco Central. Na comparação com o mesmo período de 2020, quando as despesas em outros países totalizaram US$ 612 milhões, a queda foi de 48,8%. Esse também foi o menor valor para o mês em 16 anos, ou seja, desde 2005, quando as despesas lá fora somaram US$ 260 milhões. No primeiro trimestre deste ano, segundo números oficiais, as despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 860 milhões, com queda de 70,6% frente ao mesmo período de 2020 (US$ 2,931 bilhões). 

Estrangeiros no Brasil

De acordo com dados do BC, em março deste ano os estrangeiros gastaram US$ 213 milhões no Brasil, com queda frente ao patamar registrado no mesmo mês de 2020 (US$ 385 milhões). Nos três primeiros meses deste ano, os gastos de estrangeiros no Brasil somaram US$ 693 milhões, com recuo de 54,9% contra o mesmo período de 2020 (US$ 1,538 bilhão).Para estimular o turismo no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro assinou no começo de 2019 um decreto para dispensar o visto de visita para turistas de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão que viajarem ao Brasil.

Azul na ponta

Em março deste ano, a Azul foi a empresa com a maior participação no mercado doméstico, com 40,7%, e, entre as companhias com maior porcentagem em participação, a única a apresentar crescimento com alta de 11,2%, de acordo com os recentes dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na sequência está Gol (32,3%) e Latam (26,4%), que apresentaram retração na demanda na comparação com o mesmo mês de 2020, de 40,8% e 53%, respectivamente. De acordo com a Anac, a pandemia continua causando impacto significativo no transporte aéreo. No mês passado, houve retração de 32,5% na demanda, medida em passageiros quilômetros pagos (RPK), por voos no mercado doméstico na comparação com o mesmo período de 2020. Na soma dos três primeiros meses de 2021, considerando a mesma comparação, a queda é de 32,4% no indicador.

Setores de alimentos e bebidas

A produção de alimentos é a principal atividade industrial do Paraná. O setor representa 32% do PIB industrial do Estado e é o que gera mais empregos formais. Em 2020, puxou o crescimento da indústria, com alta acumulada de 9,4%. Já a fabricação de bebidas, que engloba cervejas, refrigerantes, água e sucos, deve receber mais de R$ 400 milhões em investimentos este ano, segundo dados do Governo do Estado. Não por acaso, estes dois segmentos industriais estarão juntos no Encontro Virtual de Negócios Internacionais de Alimentos e Bebidas. O evento acontece de 25 a 27 de maio, e as inscrições vão até dia 23 de abril, numa promoção conjunta do Centro Internacional de Negócios do Sistema Federação das Indústrias do Paraná, FIEMG, Confederação Nacional da Indústria e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex – Brasil).


Gerdau em Araucária

Maior produtora de aço do Brasil, a Gerdau vai reativar a produção na usina de Araucária, parcialmente desativada há sete anos. Com investimento na ordem de R$ 55 milhões, a empresa deve começar a operar no segundo semestre, em um movimento que criará 250 novos postos de trabalho. A produção na planta de Araucária foi hibernada em 2014, quando a demanda pelo produto caiu no Brasil, na esteira do desaquecimento da construção civil. A usina de Araucária tem capacidade para produzir 420 mil toneladas de aço por ano, e deve começar com 35 mil toneladas. No Paraná, a marca mantém essa planta, além de quatro lojas comerciais espelhadas no estado.


Coamo e Credicoamo

Os cenários econômico-financeiro da Coamo e da Credicoamo, sediadas em Campo Mourão, na região Centro-Oeste do Paraná, foram apresentados aos gestores e executivos das duas cooperativas durante a 5ª reunião institucional do Sistema Ocepar de 2021, promovida na última quinta-feira. 22, em formato virtual. Em 2020, a Coamo atingiu R$ 19,66 bilhões de faturamento e encerrou o ano com 29.438 cooperados, 8.095 funcionários, R$ 12,25 bilhões em ativos, R$ 6,22 bilhões de patrimônio líquido, R$ 479,53 milhões em impostos recolhidos e R$ 1,10 bilhão em sobras. Já a Credicoamo fechou o ano passado com receita global de R$ 196,1 milhões, 20.922 associados, 270 colaboradores, R$ 3,5 bilhões em ativos, R$ 863,7 milhões de patrimônio líquido, R$ 8,6 milhões em tributos recolhidos e R$ 119,7 milhões em sobras.


Investimentos da Prati-Donaduzzi

A indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, maior fabricante de medicamentos genéricos do Brasil, com sede em Toledo, no Oeste do Estado, está iniciando a construção de sua nova unidade, segundo informações do jornal Gazeta do Povo. Quando ficar pronta, vai garantir o aumento da produção em 40%, consolidando sua liderança no mercado. A nova unidade terá 11 mil metros quadrados e capacidade de produção de 3,6 bilhões de doses terapêuticas por ano. Com a conclusão, prevista para início de 2023, a produção da indústria chegará a 17 bilhões de doses por ano. O novo prédio faz parte de um investimento que começou no ano passado e deve se estender por mais dois anos, totalizando R$ 650 milhões.


Produção do setor mineral

A produção comercializada do setor mineral no Brasil alcançou 227 milhões de toneladas no primeiro trimestre deste ano, com aumento de 15% na comparação com o mesmo período de 2020. De janeiro a março de 2021, o setor faturou R$ 70 bilhões, o que representa alta de 95% frente aos R$ 36 bilhões obtidos no primeiro trimestre do ano passado. Os dados foram divulgados na última quinta-feira, 22, pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entidade que reúne as maiores mineradoras que atuam no país. Segundo o presidente do Conselho Diretor do Ibram, Wilson Brumer, três fatores explicam o bom desempenho do setor, mesmo em meio à pandemia de covid-19. “As principais razões desse aumento substancial no faturamento são o crescimento da China, a alta dos preços no mercado internacional e a desvalorização do real.”


Produção de açúcar

O adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em São Paulo está estimando a safra de cana brasileira 2021/22 (abril-março) em 635 milhões de toneladas, um decréscimo de três por cento ante as 657 milhões de toneladas colhidas e processadas no ano anterior. O centro-sul deve colher e moer 580 milhões de toneladas, ante 605 milhões de toneladas em 2020/21, um recuo de 4,13 por cento. Para a região norte-nordeste, a expectativa é de uma moagem de 55 milhões de toneladas em 2021/22, elevação de três milhões de toneladas, ou por 5,7 por cento, ante as 52 milhões de toneladas estimadas para 2020/21.


Soja em abril

As exportações brasileiras de soja em grão deverão fechar abril entre 14 milhões e 16,79 milhões de toneladas, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em abril do ano passado, as exportações ficaram em 14,28 milhões de toneladas. Em março, o país embarcou 14,91 milhões de toneladas. Na semana entre 11 e 17 de abril, o Brasil embarcou 3,75 milhões de toneladas. Para o período entre 18 e 24 de abril, a ANEC indica a exportação de 4,03 milhões de toneladas. Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,75 milhão de toneladas em abril. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,84 milhão de toneladas. Em março, volume ficou em 1,27 milhão de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 333,12 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 510,4 mil toneladas.


Varejo argentino

O Ministro da Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina oficializou que a produção de carnes não pode ultrapassar peças individuais de 32 kg para venda ao varejo. A resolução é válida a partir de 1º de janeiro de 2022. A administração nacional, afirma que a comercialização, em média, gera ineficiências na alocação de cortes que têm impacto no preço a ser pago e que a medida promove a transparência comercial. Além disso, o corte deve ser realizado com o auxílio de meios mecânicos adequados. Também estabelece que a forma de repartição do meio gado não deve afetar as áreas apreciadas pelos consumidores e deve respeitar os cortes tradicionais para manter o seu valor monetário em cada mercado varejista.


PSA na Alemanha

O surto mortal de Peste Suína Africana na Alemanha atingiu mais de 1.000 casos, atrasando seu retorno como grande exportador de carne, já que a batalha para erradicar o vírus persiste. A contagem crescente arrisca manter as exportações do maior produtor de carne suína da União Europeia, beneficiando outros vendedores no bloco e nas Américas. Compradores de carne como Vietnã e Cingapura abrandaram as proibições iniciais ao fornecimento alemão, mas a proibição do principal importador, a China, está limitando as vantagens. É improvável que Pequim o retire antes de meados do ano, no mínimo, de acordo com um relatório do Rabobank de março. Estima-se que 1.016 javalis no leste da Alemanha – embora não haja porcos nas fazendas – contraíram a peste suína africana desde um relatório inicial no outono passado, mostram os números dos estados afetados de Brandemburgo e Saxônia.


Açúcar para a Ucrânia

O Ministério da Economia da Ucrânia propôs a isenção da tarifa de importação de 50% sobre 120 mil toneladas de açúcar branco em um projeto de lei apresentado ao parlamento na última quinta-feira, 22. Não ficou claro quando o parlamento vai considerar o assunto, mas o documento propôs que a medida deveria estar em vigor até 1º de outubro deste ano. A Ucrânia produzia 5 milhões de toneladas de açúcar branco por ano na era soviética, mas desde então cortou a produção anual para cerca de 1 milhão de toneladas por causa da redução no consumo e da concorrência do açúcar de cana mais barato. O ministério disse este mês que a Ucrânia precisava importar 110 mil toneladas de açúcar nesta temporada para atender às necessidades domésticas após a baixa produção em 2020. A Ucrânia importou 40 mil toneladas de açúcar entre fevereiro e março.


Agrotóxicos

O Ministério da Agricultura liberou na última quinta-feira, 22, o registro de mais 34 agrotóxicos para utilização industrial, ou seja, produtos que serão usados como matéria-prima na elaboração de pesticidas para os agricultores. Do total, um princípio ativo é inédito, o Halauxifen-metil, e os outros 33 são genéricos. Somando com os produtos liberados diretamente para os agricultores, já são 140 registros anunciados em 2021. O Halauxifen-metil é um herbicida indicado para plantas daninhas de difícil controle. Sua classificação quanto ao potencial de periculosidade ambiental é de “Produto Perigoso ao Meio Ambiente”, segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O composto também tem autorização para ser utilizado na União Europeia e nos Estados Unidos.

Por Yuri Reck

Em podcast recente lançado pela renomada revista The Economist, intitulado de “The World in 2021”, apontam-se análises, previsões e especulações voltadas para o futuro.  O manifesto elaborado por mais de 50 especialistas lista avanços importantes já em andamento ou ainda como pautas e sugestões do que é possível fazer para nossa sociedade.

Entre as visões ali trazidas ou expostas por economistas, sociólogos, antropólogos, cientistas políticos, cientistas das ciências biológicas e das exatas, algumas chegam a assustar ou a preocupar. É o caso, por exemplo, das projeções para o mercado de trabalho.

É justamente sobre este ponto que gostaríamos de propor algumas reflexões, que nos parecem ausentes na matéria de The Economist. Como empreendedor do ramo da indústria, sinto-me à vontade para pensar alternativas e também para cobrar um plano das nossas autoridades.

Qual a natureza das mudanças para as quais devemos trazer respostas?

Acreditamos que as adaptações impostas pela grande pandemia de 2020, em escala mundial, se traduzem como novos hábitos que permanecerão. Propiciar uma rotina mais saudável e eficiente é o critério de fundo de muitas dessas mudanças, que vão da forma como nos alimentamos, comunicamos e trabalhamos, até a maneira de habitar e de nos transportar. A propósito, o percentual de deslocamentos a pé e de bicicleta cresceu muito nos centros urbanos nesses meses.

Seremos mais saudáveis, o que é muito bom; mas estaremos mais bem empregados?

Tanto o desemprego como a exclusão social são aspectos que acompanham,  agravados, o novo cenário. Ao anunciar demissões em massa decorrentes do crescimento da inteligência artificial e da Iot – Internet das Coisas, The Economist argumenta que “o desemprego ocorre por motivos multifatoriais e não apenas por causa da crise econômica”.

De fato, a informação é verídica e já podemos sentir os reflexos disso. Várias profissões estão sendo extintas para que os avanços tecnológicos facilitem nossas vidas. Por outro lado, novas profissões surgirão e centenas de milhões de pessoas (ou até bilhões) precisarão inserir-se num mundo cada vez mais digital.

Como devem ser nossas respostas aos novos desafios que se apresentam?

Algumas das condições para que possamos sair da crise são instrumentais. É o caso do planejamento. Como disse recentemente o economista e ex-presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros, “nosso país não tem planejamento estratégico, com começo, meio e fim”; insistimos em táticas e ações pontuais, sem a orientação de um plano.

Precisamos de liderança e planejamento, antes de qualquer outra coisa. E planejamento que incorpore a dimensão da sustentabilidade, agora já como qualidade indispensável (e não apenas desejável) a todo plano de recuperação econômica. Todo o desenvolvimento industrial, toda inovação tecnológica, todo investimento em infraestrutura, deverão estar alinhados às metas de redução do aquecimento global.

No curto prazo, aliás, Mendonça de Barros faz um alerta sobre a crise hídrica sem precedentes, que reduz em muito nossa capacidade energética para sustentar um crescimento suficiente à plena recuperação da economia.

Juntamente com a consciência do potencial de nosso País, dos seus recursos, mercado consumidor de centenas de milhões de pessoas e a imensa capacidade de desenvolvimento, temos ao menos umas poucas certezas para abrir o caminho do futuro. Já é possível assegurar que as mudanças climáticas serão o principal tema planetário após a pandemia da Covid.

Como deve ser o esforço de recuperação econômica no Brasil? 

Já afirmamos acima que: 1. devemos fazer bom planejamento; 2. as metas de nosso planejamento devem ser metas sustentáveis. Falta dizer que o imperativo de conter e reduzir a mudança climática se traduz como uma profunda reforma da infraestrutura, das matrizes energéticas, da mobilidade (veículos elétricos entram fortemente na programação urbana), da relação com as águas e com os solos, dos padrões de habitação e consumo. Por exemplo, começando pelos nossos lares, com criação de políticas públicas e metas definidas para que as novas construções devam obrigatoriamente ter selo verde de sustentabilidade, que se tornei lei e não seja mais algo restrito e elitizado, como mote de propaganda. E ainda mais urgente e importante está a (in)segurança alimentar, a fome voltou a bater na porta da casa de milhões de brasileiros. É preciso universalizar o acesso a comida saudável e oriunda da agricultura familiar, onde se fortalecem os produtos orgânicos.

Em todos esses passos no sentido da transformação de nossa presença planetária, estarão presentes os avanços vertiginosos da tecnologia da informação. Breve deveremos completar a transição para a indústria 4.0 e para a Internet das Coisas.

A questão do futuro, porém, não estará pacificada se não incorporarmos, no conceito de sustentabilidade, o de bem-estar social. Haverá novos empregos neste novo mundo que se desenha? Haverá lugar para todos nesta nova sociedade? É possível criar empregos suficientes, ou renda suficiente, para todos os adultos em idade de trabalhar, neste novo mundo sustentável?

Das respostas que soubermos formular para essas grandes interrogações dependerá a qualidade da civilização brasileira do futuro. Pessoalmente, com base no talento da gente deste País, do nosso tamanho, protagonismo e nas proezas já realizadas, creio que temos razões para otimismo, no médio prazo.

Usina de biodiesel da Cocamar

A Cocamar deu início em março à construção de uma usina de biodiesel no seu parque industrial em Maringá. Prevista no planejamento estratégico do ciclo 2020/25, a planta vai receber investimentos de R$ 40 milhões e a previsão é que comece a operar em dezembro deste ano, produzindo 300 toneladas/dia. Totalmente automatizada, a unidade vai demandar o óleo extraído de 1,5 mil toneladas de soja por dia, em média. O gerente executivo industrial da cooperativa Valdemar Cremoneis informa que está prevista para o mesmo ciclo do planejamento a ampliação em 50% na capacidade de esmagamento de soja na indústria de óleo da cooperativa, que vai passar de 3 mil toneladas para 4,5 mil toneladas/dia. A Cocamar mantém operações nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com atendimento a cerca de 15,5 mil produtores cooperados.

Expectativas de venda da Faciap

Pesquisa contratada pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap) aponta as expectativas de vendas dos empresários em relação à segunda data comercial mais importante do varejo brasileiro, o Dia das Mães. Para isso, foram entrevistados mil empresários de Curitiba e Região Metropolitana, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Ponta Grossa e Francisco Beltrão. O objetivo da pesquisa foi detectar a impressão dos empresários neste cenário de pandemia. A pesquisa demonstrou que 29% acreditam que vão vender igual ao ano passado, e para 24% as vendas serão superiores a 2020. Ou seja, 53% têm a expectativa de estabilidade ou melhoria nas venda.

Capacitação em comércio exterior

Mais uma capacitação online para interessados na área de comércio exterior será realizada este mês. O Centro Internacional de Negócios do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (CIN-PR) definiu como tema a “Classificação Fiscal de Mercadorias”. O evento, que acontece no próximo dia 30 de abril, das 14 horas às 16 horas e será online. O objetivo do evento é capacitar participantes com conhecimentos técnicos sobre a classificação fiscal de mercadorias e seus impactos na tributação. O evento tem vagas limitadas e é necessário fazer inscrição prévia até dia 29 de abril. O investimento varia de R$ 80,00, para associados aos sindicatos da Fiep/ Estudantes, a R$ 105,00, para demais participantes. Mais informações: 41 3271-9109 Business WhatsApp ou pelo e-mail camilla.bonnevialle@sistemafiep.org.br

Operadoras de turismo

As operadoras de turismo perderam dois terços do faturamento em 2020, segundo o anuário do setor divulgado na última terça-feira, 20, pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). Segundo o levantamento, o faturamento das empresas caiu de R$ 15,1 bilhões em 2019 para R$ 4 bilhões no ano passado. O número de passageiros transportados caiu pela metade, de 6,5 milhões no ano anterior para 3,3 milhões em 2020. A maior parte das vendas (77%) ficou concentrada em viagens dentro do Brasil, enquanto o turismo para o exterior respondeu por 23% da renda das empresas no período.

Tentativa de retomada

O mercado do turismo no país caiu para um patamar inferior ao registrado em 2009, quando o setor faturou R$ 6,1 bilhões, segundo os dados da Braztoa. Uma retomada para um nível semelhante ao de 2019, Nedelciu avalia que só deve acontecer na metade ou no fim de 2022. “Vai demorar um ano e meio, dois anos para voltar àqueles números”, estimou. O presidente da associação acredita que quando for possível fazer uma reabertura para uso de toda a capacidade turística, haverá um crescimento na procura. A crise causada pela pandemia de covid-19 também afetou o emprego no setor, que perdeu, segundo o anuário, 2,7 milhões de postos de trabalho ao longo de 2020.

Iata corta projeção

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) cortou sua projeção para o ritmo de recuperação da indústria em 2021. Agora, espera que a demanda global por transporte aéreo de passageiros (medida em RPK, ou passageiros-quilômetros pagos transportados) alcance apenas 43% do nível pré-pandemia, cuja base é o ano de 2019. Em dezembro de 2020, a previsão para este ano era de chegar a 51% do nível pré-pandemia. Em anúncio feito na última quarta-feira, 21, o economista-chefe da Iata, Brian Pearce, afirmou que, devido a atrasos nos cronogramas de vacinação contra a covid-19 em diferentes regiões do mundo, e seu impacto sobre o ritmo da retomada do setor no segundo semestre, o prejuízo total das companhias aéreas em 2021 deve ficar entre US$ 47 bilhões e US$ 48 bilhões.

Preços da soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a última terça-feira, 20, com preços em alta. O mercado fechou a sexta sessão seguida de ganhos, atingindo os melhores níveis em sete anos, destaca a consultoria Safras & Mercado. Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 22,25 centavos de dólar por bushel ou 1,53% a US$ 14,72 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 14,57 por bushel, com ganho de 21,25 centavos ou 1,47%. Nos subprodutos, a posição julho do farelo avançou US$ 3,40 ou 0,82% a US$ 414,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 55,14 centavos de dólar, ganho de 1,27 centavo ou 2,35%.

Mercado físico da soja

O mercado brasileiro de soja negociou pouco e teve preços regionalizados na última terça-feira, 20. Chicago subiu, mas o dólar permaneceu no território negativo. Os prêmios de exportação recuaram e os fretes estão subindo. A demanda está mais aquecida para junho e julho. Os armazéns estão cheios e os produtores negociam apenas o necessário. Em Cascavel, o preço subiu de R$ 171 para R$ 172 a saca. No porto de Paranaguá, a saca avançou de R$ 176 para R$ 177,50. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 172 para R$ 171,50. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 171 para R$ 170,50. No porto de Rio Grande, o preço caiu de R$ 178 para R$ 177,50. Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 167 para R$ 168. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 161 para R$ 163. Em Rio Verde (GO), a saca aumentou de R$ 162 para R$ 164.

Consumo de vinho

Confirmando as expectativas de quem tornou mais frequente aquela taça de vinho no dia a dia, o consumo da bebida no Brasil cresceu 18,4% em 2020, segundo a maior autoridade no setor, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). O país passou de aproximadamente 360 milhões de litros para 430 milhões de litros entre o ano de 2019 e de 2020. O aumento foi o maior entre os países associados da entidade, mesmo que o brasileiro ainda não seja destaque no mercado mundial: nossa fatia é de apenas 2% do total. O número ainda é bastante baixo comparado a países tradicionais no mercado de vinhos. Os líderes no consumo per capita continuam sendo Portugal (51,9 litros per capita ao ano), Itália (46,6 litros) e França (46 litros). Isso significa que um português bebe 69 garrafas de vinho enquanto um brasileiro consome apenas três.

Produção e vendas de aço

A produção brasileira de aço bruto somou 8,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre deste ano, com aumento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2020. Cresceu também a produção de laminados, que ficou em 6,3 milhões de toneladas, com alta de 8,3% comparativamente ao acumulado janeiro/março do ano passado. Em contrapartida, a produção de semiacabados para vendas, com total de 1,9 milhão de toneladas, registrou queda de 8,8% na mesma base de comparação. Os dados foram divulgados pelo Instituto Aço Brasil (IABr). De janeiro a março deste ano, as vendas internas somaram 5,9 milhões de toneladas, o que representa expansão de 29% em relação ao apurado em igual período do ano anterior.

Milho dos EUA e Ucrânia

Os Estados Unidos e a Ucrânia poderão fornecer milho ao Brasil após o anúncio pelo governo de uma isenção de tarifas sobre as importações do cereal, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A entidade afirmou também ter solicitado ao governo autorização para compras de variedades de milho transgênico dos Estados Unidos não aprovados no Brasil, em caso de necessidade emergencial. Tal autorização seria apenas para importação de milho a ser usado na fabricação de ração. Segundo a ABPA, devido aos altos preços do milho, principal matéria-prima da alimentação animal, a indústria de carnes procura alternativas, incluindo o trigo para compor a dieta de frangos e suínos. A isenção vale ainda para soja, óleo e farelo, segundo a pasta.

Volvo e Marcopolo na Guatemala

Para melhorar a mobilidade urbana e trazer mais qualidade de vida a seus habitantes, cidades da Guatemala vêm adquirindo mais ônibus Volvo. É o segundo grande negócio da marca naquele o país em menos de um ano. Com 12 quilômetros, o novo corredor é o primeiro do Transpinula, nome do serviço de transporte público coletivo de Santa Catarina Pinula. Os chassis Volvo são do modelo B270F, com motor de 270 cv e alto torque, o que garante alto desempenho mesmo com grande quantidade de passageiros. A carroceria Torino da Marcopolo permite o transporte de 62 pessoas, 33 delas sentadas. Os ônibus possuem câmeras de monitoramento interno e externo, poltronas estofadas, CityVent (sistema inteligente de renovação do ar), dentre vários outros itens de conforto.


Açúcar bruto brasileiro

Em meio às preocupações do mercado com a queda na produção de açúcar das usinas do Centro-Sul, a avaliação da S&P Global Platts para o preço do produto que será embarcado em maio (FOB Santos) fechou em 16,39 centavos de dólar por libra-peso em 15 de abril, alta de 6,64% na semana e de 62,92% no ano, desconsiderando impostos. O contrato de maio representa o próximo vencimento de futuros de açúcar negociados na ICE em Nova York. Seu valor subiu 11,35% entre 1º de abril, início oficial da safra 2021/22, e ontem, 15, à medida em que foram divulgadas perspectivas de uma redução ainda maior na produção do adoçante na região.


Atividade econômica

A atividade econômica registrou crescimento, em fevereiro, pelo décimo mês consecutivo. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na última segunda-feira, 19, pelo Banco Central (BC). Em fevereiro, o índice apresentou alta de 1,7% na comparação com janeiro, segundo dados dessazonalizados (ajustados para o período). Em relação a fevereiro de 2020, a expansão ficou em 0,98% (sem ajustes). No primeiro bimestre comparado ao mesmo período de 2019, foi registrado crescimento de 0,23%. Em 12 meses terminados em fevereiro de 2021, houve retração de 4,02%. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.


Exportações do agro

As exportações do agronegócio brasileiro atingiram o valor recorde para o mês de março, alcançando US$ 11,57 bilhões. A cifra nunca havia ultrapassado US$ 10 bilhões para os meses de março, em toda a série histórica desde 1997. O valor é 28,6% superior aos US$ 9,0 bilhões no mesmo período de 2020. Um dos motivos que explicam o bom desempenho do agronegócio é o aumento dos preços dos produtos exportados, que registraram alta de 8,7% na comparação com março de 2020. A quantidade vendida ao exterior registrou aumento de 18,3%. O complexo soja foi o setor de maior destaque, com aumento nas exportações absolutas de US$ 1,66 bilhão. O setor de carnes também bateu recorde de exportações, ao totalizar US$ 1,60 bilhão, alta de 16,1%


Colheita da soja

A colheita da soja avançou apenas 5 pontos percentuais de uma semana para a outra. Segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, até o dia 16 de abril, o país colheu 88,2% da área de 38,6 milhões de hectares, contra os 83,3% da semana anterior. O ritmo atual ainda está atrasado se comparado a 2019/2020 e a média histórica. No mesmo período da safra 2019/2020 o ritmo da colheita estava em 91,6% da área semeada. Já na média histórica o ritmo normal é de 88,9%. Segundo o levantamento da consultoria, apenas dois estados terminaram a colheita da soja. Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Outros dois estados estão prestes a terminar a colheita: Paraná com 99% e Goiás, também com 99% da área de soja colhida. O estado que menos área recolheu até o momento é o Rio Grande do Sul, com 55% dos 6 milhões de hectares colhidos.


Colheita de milho de verão

A colheita da safra de verão 2020/21 no Brasil de milho atingia 78,6% da área estimada de 4,353 milhões de hectares a última sexta-feira, 16, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. Os trabalhos de colheita atingem 94,3% no Rio Grande do Sul, 90,4% em Santa Catarina, 94,7% no Paraná, 90,5% em São Paulo, 72,3% em Mato Grosso do Sul, 58,9% em Goiás/Distrito Federal, 46,8% em Minas Gerais e 67% em Mato Grosso. No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 76,6% da área estimada de 4,119 milhões de hectares da safra verão 2019/20. A média de colheita nos últimos cinco anos para o período é de 79,6%.


JBS compra Vivera

A JBS, maior produtora de carne do mundo, assinou proposta vinculante para adquirir a produtora holandesa de alimentos vegetais Vivera BV, abrindo caminho para ser um player global significativo neste segmento. A gigante de proteína animal vai pagar € 341 milhões pela Vivera, cujos ativos incluem 3 unidades de produção e um centro de pesquisa na Holanda. A Vivera possui um portfólio de 50 produtos e vende para 25 países europeus. Com a aquisição, cuja conclusão ainda depende de aprovação dos órgãos reguladores, a JBS vai estrear na produção própria de carne vegetal na Europa. A receita da indústria global de carne vegetal, ovos e alternativas lácteas deve chegar a US$ 290 bilhões até 2035, ou 11% do mercado de proteína animal, de acordo com o Boston Consulting Group.


Setor energético

O setor energético brasileiro terá investimentos de R$ 3 trilhões até 2030, diz o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, entrevistado no último domingo, 18, no programa Brasil em Pauta, da TV Brasil. O maior investimento realizado no país tem sido no setor de energia, seja no setor de petróleo, gás e biocombustíveis, seja no setor elétrico. São investimentos bilionários – nos próximos dez anos, devemos ter investimentos da ordem de R$ 3 trilhões, e isso tem ocorrido ano a ano”, afirma o ministro. “Investimentos estão sendo feitos de centenas de bilhões de reais nos últimos dois anos, e teremos aí mais outros R$ 2,5 trilhões até 2030.”. De acordo com Bento Albuquerque, esses investimentos ocorrem porque o Brasil tem atratividade, diversidade de fontes de energia e segurança jurídica e regulatória.


Minério de ferro

Os preços do minério de ferro na Ásia avançaram na última segunda-feira, 19, à medida que um fortalecimento na demanda global por aço impulsionava o sentimento do mercado, uma vez que usinas siderúrgicas na China continuavam a aumentar a produção apesar do escrutínio do governo sobre o cumprimento por elas de medidas antipoluição. O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, encerrou a sessão diurna com alta de 0,8%, a 1.060 iuanes (162,70 dólares) por tonelada, na terceira sessão consecutiva de alta. O primeiro contrato do minério de ferro na bolsa de Cingapura , para entrega em maio, avançava 1,4%, para 174,60 dólares por tonelada, na quarta sessão seguida de ganhos.


Carne suína da China

A produção de carne suína da China no primeiro trimestre cresceu 31,9% em relação ao mesmo período do ano passado, para 13,69 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pela agência Reuters. O aumento ocorre após enormes investimentos na reconstrução do plantel de suínos do país desde que a peste suína africana devastou fazendas em 2018 e 2019. A vara de porcos da China chegou a 415,95 milhões de cabeças no fim de março, um aumento de 29,5% no ano, disse o National Bureau of Statistics, segundo a agência de notícias Reuters. Em dezembro, o número era de 406,5 milhões de animais. A produção no trimestre atingiu seu maior nível desde o primeiro trimestre de 2019, quando a China produziu 14,6 milhões toneladas de carne suína.