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Bolsonaro anuncia ‘noivado’ com Regina Duarte e atriz assume Secretaria da Cultura


O presidente Jair Bolsonaro anunciou hoje (20) que a atriz Regina Duarte virou ‘noiva’ do seu governo ao aceitar o convite para assumir a Secretaria Especial da Cultura. A proposta foi feita após a exoneração de Roberto Alvim, na última sexta-feira (17). O então secretário foi demitido após a publicação do vídeo de divulgação do Prêmio Nacional das Artes, onde imita um discurso de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler durante a Alemanha nazista.

Hoje (20), Bolsonaro e Regina tiveram um encontro no Rio de Janeiro, onde entraram em acordo para ela assumir a pasta. Além dos dois, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Ramos, também participou da reunião.

Tivemos uma excelente conversa sobre o futuro da cultura no Brasil. Iniciamos um ‘noivado’ que possivelmente trará frutos ao país“, publicou Bolsonaro em seu Twitter.

Segundo o Palácio do Planalto, Regina é esperada em Brasília nesta quarta-feira (22) para conhecer Secretaria Especial da Cultura do governo federal.

Minutos antes do post feito pelo presidente, as jornalistas Victoria Azevedo, da Folha de S. Paulo, e Cristiana Lobo, da Globo, informaram que Regina Duarte aceitou o convite feito por Bolsonaro.

“Nós vamos noivar. Vou lá conhecer onde vou habitar, com quem vou conviver. Quero que seja uma gestão para pacificar a relação da classe com o governo. Sou apoiadora deste governo desde sempre e pertenço a classe artística desde os 14 anos”, declarou Regina à reportagem da Folha.

DEMISSÃO DE ALVIM 

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Vídeo que gerou a demissão de Robero Alvim. (Reprodução / Youtube)

Roberto Alvim foi exonerado após parafrasear um discurso de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Adolf Hitler durante a Alemanha nazista.

O vídeo que causou a demissão de Roberto Alvim foi a divulgação do Prêmio Nacional das Artes. A aparência do secretário, bem como o tom da voz, o vocabulário e a trilha sonora fazem uma apologia ao discurso de Joseph Goebbels feito no dia 8 de maio de 1933.

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada”, disse o então ministro de Hitler.

No vídeo, Alvim declara: “A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada”.

Confira o vídeo, que foi retirado do ar pela Secretaria Especial de Cultura de suas redes sociais:

Em seu Facebook, o ex-secretário Roberto Alvim manifestou que a semelhança do seu discurso com o de Goebbels foi uma ‘coincidência retórica’.

“O que a esquerda está fazendo é uma falácia de associação remota: com uma coincidência retórica em UMA frase sobre nacionalismo em arte, estão tentando desacreditar todo o Prêmio Nacional das Artes (…) típico dessa corja”, alegou.

Além disso, declarou que nunca citou o ex-ministro alemão e ‘nunca o faria’.

Redação – Paraná Portal
Foto: (Reprodução / Twitter)

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