Cidades

Boto-cinza é encontrado morto no litoral do Paraná



Um boto cinza foi encontrado morto no Balneário de Inajá, em Matinhos, no litoral do Paraná. O caso aconteceu na última segunda-feira (13), mas foi divulgado nesta quarta-feira (15) pelo LEC (Laboratório de Ecologia e Conservação) do Centro de Estudos do Mar da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

O boto-cinza (Sotalia guianensis), com 1,84 m de comprimento total, já estava em avançado estágio de decomposição. O animal foi encaminhado para a UFPR onde foi realizada a necropsia, entretanto, conforme o LEC , não foi possível definir a causa da morte devido ao processo de decomposição dos tecidos. Os pesquisadores conseguiram verificar apenas que era um macho.

De acordo com o laboratório, amostras biológicas foram coletadas para análises futuras, que possibilitam maior conhecimento sobre as espécies e a saúde do ecossistema costeiro e marinho.

O Laboratório de Ecologia e Conservação monitora os animais marinhos no Paraná desde 2008 e uma das principais atividades contínua é o registro da mortalidade da fauna marinha nas praias. Desde 2015, mais de 11 mil indivíduos, entre mamíferos, aves e tartarugas marinhas, foram registrados no estado. Porém, segundo os pesquisadores, a maior parte dos animais chega às praias sem vida e as carcaças são encaminhadas para universidade que conduz à análise de saúde com avaliação das causas de mortalidade e potenciais impactos à fauna marinha.

BOTO-CINZA

Dentre os mamíferos marinhos, quinze diferentes espécies já foram encontradas nas praias nos últimos anos, com destaque exatamente ao boto-cinza (Sotalia guianensis). Esta espécie de golfinho é avistada com maior frequência na região costeira do litoral do Paraná e ocorre na costa brasileira desde a Baía Norte em Florianópolis (SC), até a região norte. No Paraná é avistado ao longo de todo o ano nas baías, estuários e área costeira, onde se alimenta, reproduz e cuida de seus filhotes. O boto-cinza se alimenta de peixes, lula e camarão, tem um filhote por vez e os adultos podem chegar a mais de dois metros de comprimento total.

Esta espécie está ameaçada de extinção na costa brasileira. Na avaliação do Paraná, a principal ameaça é a alteração do ambiente onde vivem pela poluição sonora, química e por dejetos de efluentes urbanos. O intenso trânsito de embarcações, o desenvolvimento urbano desordenado, a destruição das encostas, o uso de agrotóxicos e outros compostos químicos na indústria, e mesmo atividades pesqueiras ilegais, são impactos importantes à vida destes animais.

ORIENTAÇÕES

O LEC orienta que caso você aviste uma tartaruga, golfinho ou ave marinha morta ou debilitada entre em contato com a equipe através do telefone: 0800 642 3341.

O Laboratório de Ecologia e Conservação monitora o Trecho 6 (Paraná), compreendido entre os municípios de Guaratuba e Guaraqueçaba.

Redação – Paraná Portal

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