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Caso Renata Muggiati: médico acusado de matar a fisiculturista vai a júri popular

O médico Raphael Suss Marques, acusado de matar a namorada Renata Muggiati em 2015, vai a júri popular. A decisão da juíza Taís de Paula Scheer, que acata o pedido do Ministério Público, foi expedida nesta quarta-feira (9).

A fisiculturista foi assassinada por asfixia no dia 12 de setembro de 2015. Depois, o corpo dela acabou sendo jogado do 31º andar de um apartamento no Centro de Curitiba. De acordo com a acusação, o então companheiro da vítima, Suss Marques, a matou com um golpe ‘mata-leão’ e depois tentou simular um caso de suicídio. Contudo, o homem nega o crime.

Renata e Raphael juntos no elevador. (Reprodução / Facebook)

PRISÃO MANTIDA

Ao pronunciar o acusado a júri popular, a juíza Taís de Paula Scheer decidiu manter a prisão preventiva do réu. A magistrada fundamentou a decisão com base na garantia da lei e da ordem pública, considerando a gravidade do feminicídio.

A juíza também apontou que Raphael Suss Marques desrespeitou reiteradamente as medidas cautelares nos períodos em que aguardou a decisão em liberdade. Em janeiro, o médico foi flagrado em um torneio de poker, no mesmo momento em que acontecia a audiência de instrução do caso que investiga o crime. Na ocasião, o médico justificou que teria compromissos de trabalho e não poderia comparecer ao juízo. Dessa maneira, ele desobedeceu uma proibição de frequentar bares e similares.

O CASO

Reprodução

Renata Muggiati morreu na noite de 12 de setembro de 2015. A suspeita é de que ela tenha sido asfixiada e atirada da janela do 31º andar pelo namorado. Fotos e mensagens enviadas por celular, anexadas ao processo, reforçam a tese de que ela era vítima constante de agressões.

Raphael Suss Marques foi preso em setembro e, novamente, em janeiro de 2016. Acabou solto após seis dias por meio de um habeas corpus. Ele respondia ao processo em liberdade com o uso de tornozeleira eletrônica, mas – por pedido do MP – foi preso novamente por descumprir medidas cautelares.

Foram realizados, ao todo, três exames no corpo de Renata – dois deles apontaram que ela teria sido asfixiada antes de cair pela janela. O último exame, feito após a exumação do corpo, concluiu que a atleta foi morta antes da queda.

Angelo Sfair e Vinicius Cordeiro

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