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Uma servidora do TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná), suspeita de falsificar alvarás, desviar R$ 104 mil de contas judiciais e adquirir objetos apreendidos em operações, foi alvo de dois mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (16), em Curitiba.

Conforme as investigações da PCPR (Polícia Civil do Paraná), a servidora se utilizou do cargo em uma das varas criminais para cometer os atos ilícitos, como falsificar os documentos e desviar os valores. A polícia identificou sete transações, entre dezembro de 2019 e março de 2020, com valores acima de R$ 100 mil.

“Há indícios que essa servidora, por ser a única responsável pela emissão dos alvarás quanto pela custódia dos objetos apreendidos, teria supostamente logrado se apropriar desses objetos e também mantido todos os demais [alvarás] em erro para subtrair esses valores e enriquecer ilicitamente às custas do Estado”, aponta o delegado Rafael Bacelar.

Entre os itens adquiridos pela servidora estão bolsas e celulares apreendidos em processos criminais. Ela se aproveitava desses produtos para, por exemplo, presentear familiares.

“Todos os objetos que são apreendidos, como armas, dinheiro e relógios, ficam à disposição do juízo criminal, que compete dar destinação final”, completa o delegado.

Além da mulher, outras seis pessoas, incluindo o ex-marido, são suspeitas de participar do esquema. Após desviar o dinheiro, os outros suspeitos recebiam os valores desviados por meio de transferências bancárisa.

Na ação, agentes da Decor (Divisão Estadual de Combate à Corrupção) apreendeu diversos eletrônicos e objetos de alto valor, como bolsas e relógios. Além da servidora do TJPR, outro investigado teve bloqueio de contas e bens decretado.

A servidora e os demais envolvidos podem ser indiciados pelos crimes de associação criminosa, estelionato contra entidade de direito público, uso de documento falso, falsificação de documento, peculato e falsidade ideológica.

TJ AFIRMA QUE SERVIDORA FOI AFASTADA

Em nota, o TJ-PR afirma que a servidora foi afastada há mais de um mês, depois que a própria juíza da vara levou o caso à Corregedoria. O afastamento da mulher já foi prorrogado e o Conselho da Magistratura deve julgar o episódio em breve.

Polícia cumpriu dois mandados em Curitiba nesta sexta-feira. (Divulgação/PCPR)

Redação – Paraná Portal
Foto: Divulgação/PCPR