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Cidades do Paraná mantém medidas restritivas após discurso de Bolsonaro


As principais cidades do Paraná que registram casos de coronavírus optaram em manter as medidas restritivas mesmo após o pronunciamento de Jair Bolsonaro. Curitiba, Cianorte e Foz do Iguaçu, por exemplo, registram o maior índice de pessoas infectadas. Além delas, Londrina e Maringá, com duas das maiores populações do estado, também vão agindo contra a doença.

Conforme a Secretaria Estadual da Saúde, o estado tem 97 casos confirmados e mais de 3.500 em investigação.

O cenário assusta apesar de Bolsonaro ter pedido, entre outras coisas, para a população com menos de 60 anos voltar a realizar atividades normalmente.

Ratinho Junior, governador do Paraná, um dos principais aliados do governo federal, não criticou o discurso, mas definiu que “manterá o planejamento”.

O mesmo aconteceu com os prefeitos das cidades de Curitiba, Cianorte, Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá, confira:

CURITIBA

Em Curitiba, Rafael Greca (DEM) pregou o isolamento social por “respeito aos curitibanos”. Por enquanto, a capital paranaense já suspendeu as aulas, comércio e todos os serviços não essenciais. Os parques da cidade, como Passeio Público e Jardim Botânico, também estão fechados.

Ou seja, a ordem é continuar ficar em casa para evitar o crescimento dos casos confirmados de coronavírus. Além disso, o prefeito também descartou utilizar os estádios de futebol da cidade para construção de leitos.

CIANORTE SOFRE COM CORONAVÍRUS

Cianorte está com toque de recolher. (Renata Martins / Tribuna de Cianorte / Colaboração)

A segunda cidade com mais casos de coronavírus no estado, conforme a Sesa, também adotou medidas mais rigorosas. Foi decretado toque de recolher, das será das 21h até as 5h do dia seguinte, até a próxima terça-feira (31).

Além disso, os mercados tiveram seus horários de funcionamento alterados. Eles podem operar das 8h às 19h de De segunda a sábado e das 8h às 12h aos domingos.

Antes, o prefeito Claudemir Romero Bongiorno (PMDB) já tinha proibido os idosos de usarem o transporte público e o fechamento do comércio.

FOZ DO IGUAÇU SUSPENDEU ATÉ HOTÉIS

A principal cidade do oeste do Paraná tem cinco casos confirmados e teve suas fronteiras com Argentina e Paraguai determinada pelo governo federal após pedido da administração estadual.

Contudo, Foz elaborou outras medidas para combater o coronavírus. Mesmo sendo o principal ponto turístico do estado, o decreto da prefeitura suspendeu as atividades do transporte coletivo, rodoviária e hotéis desde ontem (24) e enquanto durar a emergência da doença.

20 ônibus estão à disposição dos usuários que prestam os serviços essenciais, como saúde, mercados, farmácias e postos de combustíveis. A medida é uma das mais rigorosas, já que 68 mil pessoas costumam utilizar o transporte público.

Por fim, o decreto impõe que a multa para quem desrespeitar as medidas podem chegar até R$ 8,7 mil, além de permitir que os fiscais interditem qualquer estabelecimento.

Conhecida pelas Cataratas do Iguaçu, Foz do Iguaçu proibiu atividades dos hotéis. (José Fernando Ogura/ANPr)

LONDRINA E MARINGÁ TAMBÉM ADOTAM MEDIDAS

Londrina também adotou medidas restritivas. (José Fernando Ogura / AEN)

Em Londrina, segunda maior cidade do Paraná, o prefeito Marcelo Belinati (PP) decretou que todos os serviços que não são essenciais devem ser suspensos a partir do próximo sábado (28), afetando a construção civil e algumas indústrias.

Além disso, a Prefeitura anunciou a contratação de 497 profissionais da área da saúde para reforçar o atendimento. A cidade de Londrina também reorganizou os atendimentos nas unidades de saúde e hospitais.

Já em Maringá, as atividades da rodoviária e o toque de recolher foram decretados na última segunda-feira (23). Com isso, todos devem estar em casa às 21 horas e permanecer até 5h da madrugada. Só quem pode circular é quem estiver acessando ou prestando serviços na área da saúde e segurança, além de serviços públicos e essenciais.

A multa para quem descumprir é, inicialmente, de R$300,00. Contudo, o valor é multiplicado por dois a cada incidência.

“Reafirmamos, com muita veemência, todas as medidas que tomamos até agora. Não há nenhuma possibilidade de nenhum abrandamento em qualquer das nossas medidas. Está comprovado no mundo inteiro, que o único caminho é o isolamento social”, disparou o prefeito Ulisses Maia (PDT) hoje, após a declaração do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo ele, a prefeitura está preparada para atender quem ficará sem renda alguma. Entre as ações, estão a distribuição de um cartão para compra de alimentos e distribuição de cestas básicas.

Maringá tem toque de recolher. (José Fernando Ogura / AEN)

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