Porto de Paranaguá e Nova Ferroeste

O Porto de Paranaguá é um dos principais atores dentro do projeto da Nova Ferroeste. É no terminal marítimo que vai desembocar a maior parte da produção que passará pelo ramal ferroviário de 1.285 quilômetros, idealizado para ter ponto inicial em Maracaju, no Mato Grosso do Sul. O planejamento do complexo prevê investimentos de mais de R$ 920 milhões nos próximos anos. A expectativa, de acordo com os técnicos responsáveis pela elaboração dos estudos de traçado e demanda, é que nova ligação férrea seja capaz de transportar 35 milhões de toneladas por ano – ou aproximadamente 2/3 da produção da região, dos quais 74% seriam de cargas destinadas para a exportação.

Moegão Leste

O planejamento da administração portuária paranaense prevê investir pesado para adaptar o Porto de Paranaguá à Nova Ferroeste. O principal deles é o chamado Moegão Leste. O projeto prevê unificar a recepção de cargas ferroviárias. Em vez de precisar desmembrar a composição e descarregar em dez terminais diferentes como é feito atualmente, todo o material será deixado em um ponto fixo. De lá, por esteiras transportadoras, é encaminhado ao respectivo terminal. O investimento é de R$ 450 milhões, com recursos do Governo do Estado. “Esse projeto do Moegão, por exemplo, tem capacidade para recepcionar 20 milhões de toneladas por ano”, explica o diretor-presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Parque Tecnológico Itaipu

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) concedeu à Fundação Parque Tecnológico Itaipu Brasil (PTI), localizado em Foz do Iguaçu, a certificação do sistema de gestão da qualidade ISO 9001:2015. O documento atesta que o Sistema de Gestão de Qualidade implementado no Complexo Turístico de Itaipu alcançou as exigências da norma internacional, que é a mais respeitada e conhecida norma de qualidade de processos de gestão do mundo. O sistema de gestão da qualidade contempla passeios turísticos como o Ecomuseu, a Visita Panorâmica e o Refúgio Biológico. O PTI é responsável pela gestão e operação do turismo em Itaipu desde 2007, por meio de um modelo de gestão turística focado em sua autossustentabilidade e contribuição com o desenvolvimento regional.

Produção industrial

A atividade industrial do Paraná aumentou 3,1% em fevereiro em relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com janeiro deste ano, já com ajuste sazonal, a queda foi de 2,5%, a maior do Sul e abaixo do indicador nacional, que caiu 0,7%. A produção também encolheu 1,5% em Santa Catarina e, 1,1%, no Rio Grande do Sul. O resultado de fevereiro aponta para uma desaceleração da atividade industrial do estado em relação aos últimos meses. Em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o crescimento havia sido de 11,4%. Dezembro cresceu 18,9% e, novembro, 13,8%.Mesmo com crescimento menor do que o dos meses anteriores, algumas atividades tiveram resultado expressivo. A fabricação de produtos de metal cresceu 42%, seguida por máquinas e equipamentos (36%).

Paraná Turismo lança pesquisa

A Paraná Turismo lançou a versão deste ano do Turismo em Números – edição 2021, que tem como base o período 2016-2020. O estudo é publicado anualmente desde 1986. O objetivo é mostrar as tendências e a evolução dos dados do setor no Paraná, dentro de uma série histórica. Os dados favorecem diretamente a elaboração e implantação de políticas públicas e a orientação de investimentos privados, além de servir de subsídio para pesquisas dos setores público, privado, acadêmico e do terceiro setor. Os dados de 2020 levam em consideração os efeitos da pandemia decorrente da Covid-19 para o mercado do turismo, principalmente com relação aos números referentes aos visitantes internacionais, diretamente influenciados.

Empregos no turismo

O Paraná é o quarto maior gerador de empregos nas atividades características do turismo no ranking brasileiro, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. No Estado, o setor que mais emprega é o de alimentação, que representou mais de 60% dos empregos do turismo no Estado entre 2016 e 2019. Não por acaso, o setor de alimentos e bebidas também é o que apresentou o maior número de estabelecimentos no Estado em 2019, com 67,8%, seguido dos setores de Transportes Terrestres (9,7%), Cultura e Lazer (8,2%), Alojamentos (6,3%) e Agências de viagem (5,6%).

BRDE estreia no Plano Safra

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) estreia no Plano Safra 2020/21 com equalização de juros com recursos próprios. A novidade se soma aos limites do BNDES, dando oportunidade maior de financiar a agricultura dos três estados do Sul. Os dois únicos bancos que se habilitaram foram o BRDE e o Banrisul. Eles passam a integrar o grupo que já tinha acesso – Banco do Brasil, BNDES, Sicredi, Banccob e Cresol. A operação, prevista pela nova Lei do Agro, permite que os bancos tenham caixa para financiar investimentos com equalização de juros para pequenos e grandes produtores.

A força do plano

Atualmente, os clientes do BRDE no ramo faturam em média R$ 300 milhões por ano, cada um, e uma carteira de R$ 13,5 bilhões. Por isso, o BRDE quer ampliar o volume de equalização operado em 2021/22. Por meio do Plano Safra, o governo federal incentiva a produção sustentável no País, que se prepara para a retomada econômica com mais recursos e melhores condições de financiamento, a juros mais baixos. Com foco nos pequenos e médios produtores rurais, o governo destinou para a nova safra R$ 236,3 bilhões, R$ 13,5 bilhões a mais em relação a 2019. Os investimentos foram ampliados em 30%, mesmo percentual acrescido ao seguro rural, que soma R$ 1,3 bilhão.

Exportações de carne suína

As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 109,2 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 51,5% os embarques registrados no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 72,1 mil toneladas. Em receita, as vendas do setor alcançaram US$ 261,7 milhões, número que supera em 57,6% o resultado dos embarques realizados no terceiro mês de 2020. No acumulado do ano, as exportações de carne suína totalizaram 253,5 mil toneladas, volume 21,86% maior que o registrado no primeiro trimestre de 2020, quando foram embarcadas 208 mil toneladas. O saldo das vendas do trimestre alcançou US$ 594 milhões, número 22,4% maior que o realizado no mesmo período de 2020, com US$ 485,1 milhões.

Santa Catarina lidera

Santa Catarina segue como maior exportador de carne suína, com 126,7 mil toneladas exportadas no primeiro trimestre, número 13,86% superior ao registrado no mesmo período de 2020. Em seguida estão Rio Grande do Sul, com 68,8 mil toneladas (+39,5%); e Paraná, com 34,5 mil toneladas (+27,1%). Principal destino das exportações de carne suína, a China importou em março 58,7 mil toneladas (+64,6%), e 132,9 mil toneladas no trimestre (+36,5%). No segundo lugar, Hong Kong importou 17,5 mil toneladas em março (+49,9%) e 37,3 mil toneladas no trimestre (-6,2%). No terceiro posto, o Chile importou 5,1 mil toneladas em março (+98,2%) e 15 mil toneladas no trimestre (+69,6%).

Matéria prima em falta

A escassez de insumos e matérias-primas nacionais para a produção atingiu 73% das empresas da indústria geral (extrativa e de transformação) e 72% da indústria da construção em fevereiro. Os números foram divulgados na última sexta-feira, 9, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) dentro de uma pesquisa feita com 1.782 empresas. Os percentuais são próximos aos da sondagem anterior, realizada em novembro de 2020, de 75% e 72%, respectivamente, fazendo com que as expectativas anteriores dos empresários, de que a normalização das cadeias produtivas nacionais se desse no primeiro semestre de 2021, fossem postergadas. Enquanto 37% acreditam que a situação se normalize até o fim de junho, 42% creem que isto acontecerá no segundo semestre e 14%, somente em 2022. Cerca de 6% esperavam que a normalização ocorresse ainda em março.

Dificuldade na importação

Além da escassez de insumos nacionais, as empresas também estão enfrentando dificuldades em conseguir matérias-primas importadas, independente de pagarem mais caro pelos produtos. Nas empresas da indústria geral que precisam importar, em fevereiro 65% estavam com essa barreira, patamar que chegou a 79% na indústria da construção. Segundo a CNI, as dificuldades atuais ainda são resultado das incertezas que a economia atravessou durante a primeira onda da pandemia de covid-19 em 2020, quando muitas empresas cancelaram a compra de insumos. “A rápida retomada da economia no segundo semestre de 2020 não pode ser acompanhada no mesmo ritmo por todas as empresas, o que gerou dificuldades nos diversos elos da cadeia”, explicou a entidade.

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