Usina de biodiesel da Cocamar

A Cocamar deu início em março à construção de uma usina de biodiesel no seu parque industrial em Maringá. Prevista no planejamento estratégico do ciclo 2020/25, a planta vai receber investimentos de R$ 40 milhões e a previsão é que comece a operar em dezembro deste ano, produzindo 300 toneladas/dia. Totalmente automatizada, a unidade vai demandar o óleo extraído de 1,5 mil toneladas de soja por dia, em média. O gerente executivo industrial da cooperativa Valdemar Cremoneis informa que está prevista para o mesmo ciclo do planejamento a ampliação em 50% na capacidade de esmagamento de soja na indústria de óleo da cooperativa, que vai passar de 3 mil toneladas para 4,5 mil toneladas/dia. A Cocamar mantém operações nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com atendimento a cerca de 15,5 mil produtores cooperados.

Expectativas de venda da Faciap

Pesquisa contratada pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap) aponta as expectativas de vendas dos empresários em relação à segunda data comercial mais importante do varejo brasileiro, o Dia das Mães. Para isso, foram entrevistados mil empresários de Curitiba e Região Metropolitana, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava, Ponta Grossa e Francisco Beltrão. O objetivo da pesquisa foi detectar a impressão dos empresários neste cenário de pandemia. A pesquisa demonstrou que 29% acreditam que vão vender igual ao ano passado, e para 24% as vendas serão superiores a 2020. Ou seja, 53% têm a expectativa de estabilidade ou melhoria nas venda.

Capacitação em comércio exterior

Mais uma capacitação online para interessados na área de comércio exterior será realizada este mês. O Centro Internacional de Negócios do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (CIN-PR) definiu como tema a “Classificação Fiscal de Mercadorias”. O evento, que acontece no próximo dia 30 de abril, das 14 horas às 16 horas e será online. O objetivo do evento é capacitar participantes com conhecimentos técnicos sobre a classificação fiscal de mercadorias e seus impactos na tributação. O evento tem vagas limitadas e é necessário fazer inscrição prévia até dia 29 de abril. O investimento varia de R$ 80,00, para associados aos sindicatos da Fiep/ Estudantes, a R$ 105,00, para demais participantes. Mais informações: 41 3271-9109 Business WhatsApp ou pelo e-mail camilla.bonnevialle@sistemafiep.org.br

Operadoras de turismo

As operadoras de turismo perderam dois terços do faturamento em 2020, segundo o anuário do setor divulgado na última terça-feira, 20, pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa). Segundo o levantamento, o faturamento das empresas caiu de R$ 15,1 bilhões em 2019 para R$ 4 bilhões no ano passado. O número de passageiros transportados caiu pela metade, de 6,5 milhões no ano anterior para 3,3 milhões em 2020. A maior parte das vendas (77%) ficou concentrada em viagens dentro do Brasil, enquanto o turismo para o exterior respondeu por 23% da renda das empresas no período.

Tentativa de retomada

O mercado do turismo no país caiu para um patamar inferior ao registrado em 2009, quando o setor faturou R$ 6,1 bilhões, segundo os dados da Braztoa. Uma retomada para um nível semelhante ao de 2019, Nedelciu avalia que só deve acontecer na metade ou no fim de 2022. “Vai demorar um ano e meio, dois anos para voltar àqueles números”, estimou. O presidente da associação acredita que quando for possível fazer uma reabertura para uso de toda a capacidade turística, haverá um crescimento na procura. A crise causada pela pandemia de covid-19 também afetou o emprego no setor, que perdeu, segundo o anuário, 2,7 milhões de postos de trabalho ao longo de 2020.

Iata corta projeção

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) cortou sua projeção para o ritmo de recuperação da indústria em 2021. Agora, espera que a demanda global por transporte aéreo de passageiros (medida em RPK, ou passageiros-quilômetros pagos transportados) alcance apenas 43% do nível pré-pandemia, cuja base é o ano de 2019. Em dezembro de 2020, a previsão para este ano era de chegar a 51% do nível pré-pandemia. Em anúncio feito na última quarta-feira, 21, o economista-chefe da Iata, Brian Pearce, afirmou que, devido a atrasos nos cronogramas de vacinação contra a covid-19 em diferentes regiões do mundo, e seu impacto sobre o ritmo da retomada do setor no segundo semestre, o prejuízo total das companhias aéreas em 2021 deve ficar entre US$ 47 bilhões e US$ 48 bilhões.

Preços da soja

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a última terça-feira, 20, com preços em alta. O mercado fechou a sexta sessão seguida de ganhos, atingindo os melhores níveis em sete anos, destaca a consultoria Safras & Mercado. Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 22,25 centavos de dólar por bushel ou 1,53% a US$ 14,72 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 14,57 por bushel, com ganho de 21,25 centavos ou 1,47%. Nos subprodutos, a posição julho do farelo avançou US$ 3,40 ou 0,82% a US$ 414,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 55,14 centavos de dólar, ganho de 1,27 centavo ou 2,35%.

Mercado físico da soja

O mercado brasileiro de soja negociou pouco e teve preços regionalizados na última terça-feira, 20. Chicago subiu, mas o dólar permaneceu no território negativo. Os prêmios de exportação recuaram e os fretes estão subindo. A demanda está mais aquecida para junho e julho. Os armazéns estão cheios e os produtores negociam apenas o necessário. Em Cascavel, o preço subiu de R$ 171 para R$ 172 a saca. No porto de Paranaguá, a saca avançou de R$ 176 para R$ 177,50. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 172 para R$ 171,50. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 171 para R$ 170,50. No porto de Rio Grande, o preço caiu de R$ 178 para R$ 177,50. Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 167 para R$ 168. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 161 para R$ 163. Em Rio Verde (GO), a saca aumentou de R$ 162 para R$ 164.

Consumo de vinho

Confirmando as expectativas de quem tornou mais frequente aquela taça de vinho no dia a dia, o consumo da bebida no Brasil cresceu 18,4% em 2020, segundo a maior autoridade no setor, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). O país passou de aproximadamente 360 milhões de litros para 430 milhões de litros entre o ano de 2019 e de 2020. O aumento foi o maior entre os países associados da entidade, mesmo que o brasileiro ainda não seja destaque no mercado mundial: nossa fatia é de apenas 2% do total. O número ainda é bastante baixo comparado a países tradicionais no mercado de vinhos. Os líderes no consumo per capita continuam sendo Portugal (51,9 litros per capita ao ano), Itália (46,6 litros) e França (46 litros). Isso significa que um português bebe 69 garrafas de vinho enquanto um brasileiro consome apenas três.

Produção e vendas de aço

A produção brasileira de aço bruto somou 8,7 milhões de toneladas no primeiro trimestre deste ano, com aumento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2020. Cresceu também a produção de laminados, que ficou em 6,3 milhões de toneladas, com alta de 8,3% comparativamente ao acumulado janeiro/março do ano passado. Em contrapartida, a produção de semiacabados para vendas, com total de 1,9 milhão de toneladas, registrou queda de 8,8% na mesma base de comparação. Os dados foram divulgados pelo Instituto Aço Brasil (IABr). De janeiro a março deste ano, as vendas internas somaram 5,9 milhões de toneladas, o que representa expansão de 29% em relação ao apurado em igual período do ano anterior.

Milho dos EUA e Ucrânia

Os Estados Unidos e a Ucrânia poderão fornecer milho ao Brasil após o anúncio pelo governo de uma isenção de tarifas sobre as importações do cereal, disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A entidade afirmou também ter solicitado ao governo autorização para compras de variedades de milho transgênico dos Estados Unidos não aprovados no Brasil, em caso de necessidade emergencial. Tal autorização seria apenas para importação de milho a ser usado na fabricação de ração. Segundo a ABPA, devido aos altos preços do milho, principal matéria-prima da alimentação animal, a indústria de carnes procura alternativas, incluindo o trigo para compor a dieta de frangos e suínos. A isenção vale ainda para soja, óleo e farelo, segundo a pasta.

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