Agência Brasil
Foto: Gilson Abreu/AEN

Um artigo enviado neste domingo (11) para revisão de pares e publicação na revista científica The Lancet aponta que a CoronaVac, vacina contra a Covid-19, tem eficácia de 50,7% para casos sintomáticos da doença, podendo chegar a 62,3% após 15 dias.

Segundo o estudo que embasou o artigo, a eficácia global da vacina chegou a 62,3% quando a segunda dose foi aplicada em um intervalo superior a 14 dias da primeira dose. A segunda dose pode ser aplicada em um intervalo entre 14 e 28 dias.

Outro resultado divulgado no artigo é que a vacina tem uma eficácia entre 83,7% e 100% para os casos que requerem assistência médica. O dado superou o que o governo paulista havia anunciado em janeiro, que girava em torno de 77,96%.

“Esse estudo corrobora o que já havíamos anunciado há cerca de três meses e nos dão ainda mais segurança sobre a efetiva proteção que a vacina do Butantan proporciona. Não resta nenhuma sombra de dúvida sobre a qualidade do imunizante”, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, por meio de nota.

CORONAVAC PROTEGE CONTRA AS VARIANTES P.1 E P.2

O artigo também aponta que a vacina CoronaVac, que é produzida com vírus inativado, protege contra as variantes P.1 (de Manaus) e P.2 (Rio de Janeiro). O imunizante é produzido pelo Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac. Ele faz parte dos imunizantes que vêm sendo aplicados no Brasil por meio do PNI (Plano Nacional de Imunizações).

O estudo com a vacina e que embasou o artigo foi feito entre os dias 21 de julho e 16 de dezembro de 2020, envolvendo 12.396 participantes voluntários de 16 centros de pesquisa no Brasil. Todos eles receberam ao menos uma dose da vacina ou placebo. Desse total, houve 9.823 participantes que receberam as duas doses. O estudo agora será revisado pelos pares.

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