Política

Defesa de Richa entra com pedido de habeas corpus no TJ-PR

A defesa do ex-governador Beto Richa entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) nesta quarta-feira (20). Richa foi preso nesta terça-feira (19), no âmbito da Operação Quadro Negro, que investiga o desvio de verba que seria usada na construção e reforma de escolas no estado. O pedido de liberdade será analisado pelo juiz substituto de segundo grau Mauro Bley Pereira Junior. Entre os argumentos da defesa, está o de que os fatos que justificaram a prisão são antigos.

Na terça-feira, o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, afirmou que a prisão foi baseada no argumento de que o ex-governador tentou atrapalhar as investigações. No pedido, a defesa alega que a suposta tentativa de obstrução aconteceu há mais de três anos, “o que afasta o alegado risco de prejuízo à instrução processual”. Os advogados também argumentam que Richa sempre colaborou com a Justiça. Esta é a terceira vez que o ex-governador foi preso. Ele já foi detido, antes, no âmbito da Operação Rádio Patrulha e na Lava Jato.

Nesta terça-feira, Richa foi detido em casa pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Na Quadro Negro, Richa é investigado pelos crimes de corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e obstrução de justiça. Além do ex-governador, foram presos o ex-secretário especial de Cerimonial e Relações Exteriores do Paraná, Ezequias Moreira, e o empresário Jorge Atherino, tido como operador financeiro de Richa. Eles também foram ouvidos em audiência.

Por meio de nota, a defesa de Beto Richa disse que a prisão não teve fundamento. “Tratam-se de fatos antigos sobre os quais todos os esclarecimentos necessários já foram feitos. Cumpre lembrar que as fraudes e desvios cometidos em obras de construção e reforma de colégios da rede pública de ensino foram descobertos e denunciados pela própria gestão do ex-governador Beto Richa.

Por orientação do ex-governador, no âmbito administrativo, todas as medidas cabíveis contra os autores dos crimes foram tomadas. A defesa repudia o processo de perseguição ao ex-governador e a seus familiares; todavia, segue confiando nas instituições do Poder Judiciário”, disse o advogado Guilherme Brenner Lucchesi.

(Foto:Pedro Ladeira/Folhapress)

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