Redação – Paraná Portal
Foto: Pixabay

O Paraná registrou na última semana novos 4.885 casos de dengue, segundo boletim divulgado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), nesta terça-feira (12).

O registro apresenta alta nos novos casos em relação ao boletim anterior, quando 3.725 mil ocorrências de dengue foram confirmadas.

Ainda foram confirmados mais três óbitos pela dengue neste ciclo no Paraná.

As últimas vítimas são homens, sendo um morador de Matelândia, com 86 anos, um morador de Tapira, com 74 anos, e um morador de Medianeira, com 32 anos.

Desde o início do ciclo no início de agosto foram confirmados 16.560 casos e cinco óbitos no Paraná. O levantamento deste ciclo da dengue irá durar até julho de 2022.

Outros 19.051 amostras ainda aguardam análises laboratorial e 28.339 pacientes já tiveram o diagnóstico negativo para a dengue.

Já as notificações de dengue passaram de 52.575 para 65.040 nos últimos sete dias, sendo que 278 municípios do Paraná registraram ao menos um caso da doença.

Todas as 22 Regionais de Saúde do Paraná têm ao menos um caso confirmado da doença, sendo que em 21 essas ocorrências foram autóctones, ou seja, com contaminações dentro dos municípios.

Devido a aceleração nos novos casos e óbitos pela dengue no estado, a Sesa realizou uma reunião técnica nesta terça para mapear e traçar medidas de enfrentamento contra a doença. 

“Este aumento vertiginoso no número de casos notificados e confirmados apontam para uma situação de eminente epidemia, por esse motivo é necessário fazer um alinhamento de medidas, principalmente no que se refere a ação do Estado nas Regionais e consequentemente nos municípios”, explicou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Os principais sintomas da dengue são febre alta e de forma súbita, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, náuseas, tontura e extremo cansaço. Se a doença não foi tratada, pode evoluir rapidamente para dores abdominais fortes e contínuas, vômitos, palidez, sangramentos pelo nariz, boca e gengivas.

“90% dos criadouros são passiveis de remoção. Reforçamos a orientação de que as medidas de prevenção contra a dengue precisam ser adotadas por toda a população, a maioria dos criadouros estão presentes nos domicílios”, analisou a coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesa, Ivana Belmonte.

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