Redação – Paraná Portal
Foto: Felipe Rosa/ACP/Arquivo ANPR

Os paranaenses chegaram ao fim de outubro um pouco mais endividados. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), 89,9% das famílias paranaenses possuíam algum tipo de dívida em outubro.

maior aumento no endividamento ocorreu nas famílias de maior renda, entre as quais o índice passou de 92,8% em setembro para 95,8% em outubro. Já entre as famílias de menor renda, o endividamento praticamente ficou estável, partindo de 88,6% em setembro para 88,7% no mês passado.

Os indicadores paranaenses seguem a tendência nacional de aumento no endividamento, que subiu de 74% para 74,6% na variação mensal.

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Fonte: CNC e Fecomércio PR

Apesar do aumento no volume de dívidas, as condições de pagamento dos débitos são as melhores dos últimos oito anos. A parcela de endividados com contas em atraso ficou em 19,3% em outubro e os que não têm condições de pagar suas dívidas corresponderam a 6,9% no mês passado. Situação mais favorável do que esta só foi registrada em junho de 2013, quando 18,7% dos paranaenses estavam com as contas atrasadas, e em agosto de 2013, quando apenas 6,7% reconheciam não ter meios de quitar as dívidas contraídas.

Tipo de dívida

cartão de crédito, sempre no topo dos motivos que levam ao endividamento, correspondeu a 73,4% das dívidas dos paranaenses em outubro, seguido pelo financiamento de veículo, com 13,2%, e pelo financiamento imobiliário, com 8,5%.

Ainda de acordo com o levantamento da CNC e da Fecomércio PR, o tempo de atraso no pagamento das dívidas ficou, em média, em 62 dias no mês de outubro, sendo que quase metade dos endividados com contas em atraso já podem ser considerados inadimplentes: 46,1% estão com as contas atrasadas há mais de 90 dias.

A maior parte dos paranaenses, 78,7%, tem de 11% a 50% dos seus rendimentos comprometidos com dívidas. Outros 14,9% consignam mais da metade do que ganham em dívidas.

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