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Inquérito que apura explosão em apartamento de Curitiba deve ser concluído nos próximos dias



Inquérito que apura explosão em apartamento de Curitiba deve ser concluído nos próximos dias

Polícia Civil está na reta final de investigação. (Foto: Reprodução/PC-PR)

A PC-PR (Polícia Civil do Paraná) espera concluir na próxima semana o inquérito que investiga a explosão de um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba. Uma criança morreu e três pessoas ficaram feridas no acidente, que aconteceu no dia 29 de junho.

Foi divulgado nesta terça-feira (6) o laudo pericial produzido pela Deam (Delegacia de Explosivos, Armas de Munições). O documento tem 47 páginas e relata com detalhes as condições em que o apartamento foi encontrado no dia da explosão.

“O mais importante deste laudo é que ele corrobora a nossa investigação. Ou seja, ele atesta que a explosão provavelmente foi causada pelo uso indevido de produtos químicos inflamáveis [impermeabilizante de estofados]”, explica o delegado Adriano Chohfi, chefe da Deam.

Explosão: homicídio culposo ou doloso

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Explosão derrubou as paredes do apartamento. (Foto: Reprodução/PC-PR)

Próxima da conclusão do inquérito, a Delegacia de Explosivos Armas e Munições indica que deve indiciar três pessoas por homicídio: os donos da Impeseg Higienização e Impermeabilização, José Roberto Porto Correa e Bruna Formankuevisky Lima Porto Correa, e o técnico Caio Santos.

O funcionário da Impeseg era quem fazia a impermeabilização do sofá da família Lamb no momento da explosão. Ele foi um dos três feridos socorridos pelo Corpo de Bombeiros e recebeu alta do hospital Evangélico-Mackenzie no último dia 22.

“Ainda não podemos concluir se é um caso de homicídio doloso ou culposo”, explicou Chohfi, alegando que nem todas as respostas foram encontradas pela PC-PR.

Deam aguarda ofícios

Segundo a Delegacia de Explosivos, Armas e Munições de Curitiba, os investigadores ainda aguardam ofícios de órgãos públicos, da Polícia Científica, e de entidades ligadas a registros de produtos químicos.

Apenas com todos os materiais em mãos é que será possível atestar, segundo a Polícia Civil, a causa da explosão. Apesar disso, internamente, a Deam não trabalha com outra hipótese que não seja o produto usado na impermeabilização de estofados.

“Com os documentos em mãos poderemos concluir o inquérito. Esperamos encerrar a investigação até o início da semana que vem”, pontou o delegado responsável pelas investigações.

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Detalhe do pulverizador do produto usado para impermeabilizar estofados. (Foto: Reprodução/PC-PR)



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