Redação – Paraná Portal
Foto: Alexandre Marchetti/Divulgação

Itaipu atinge potência contratada por Brasil e Paraguai, mesmo com estiagem e pandemia

A estiagem contínua que rebaixou a maioria dos reservatórios das hidrelétricas, e as restrições impostas pela pandemia de covid-19, não impediram a usina de Itaipu de fechar 2020 com uma produção capaz de atender a chamada “energia vinculada”.  Isso significa que a binacional garantiu a potência contratada pelo Brasil e pelo Paraguai.

A baixa afluência do reservatório fez com que Itaipu tivesse que fazer mais com menos: mais kilowatts-hora por metro cúbico de água que passa pelas turbinas. Assim, por três vezes em 2020, Itaipu bateu recordes históricos de produtividade.

Com isso, mesmo frente às adversidades do pior ano em regime hidrológico desde 1995, Itaipu atinge neste domingo (27), a marca de 75.647.808 megawatts-hora (MWh) de suprimento. Esse valor corresponde à chamada energia vinculada, que a usina é obrigada, por contratos, a produzir anualmente. Com a tarifa, a empresa paga todas as suas despesas e compromissos.

Esse volume de energia contratado é calculado com base nas vazões históricas do Rio Paraná, e está associada aos menores valores registrados. Assim, quando foram estabelecidos os contratos, foi pensada a produção mínima que Itaipu poderia atender, mesmo numa situação de seca contínua como a de 2020.

A longa estiagem obrigou Itaipu a gerar menos energia que suas médias anuais. Essas médias, por muitos anos se posicionaram acima de 90 milhões de MWh anuais. Mesmo assim, o volume é impressionante.

Os 75,6 milhões de MWh da energia vinculada seriam suficientes para atender:

  • O mundo por 29 horas;
  • O Brasil por 1 mês e 27 dias;
  • A cidade de São Paulo por 2 anos e 9 meses;
  • O Paraguai por 5 anos e 3 meses;
  • O estado do Paraná por 2 ano e 4 meses; ou
  • Por um ano, 130 cidades do porte de Foz do Iguaçu.

Maior produtividade

Mas para produzir a energia contratual, Itaipu precisou superar metas e atuar de forma a garantir que as unidades geradoras estivessem disponíveis o maior tempo possível. Segundo a direção da usina, o comprometimento dos profissionais de operação, manutenção e hidrologia foi fundamental para esse desempenho.

Assim, em 2020, o índice de disponibilidade das unidades geradoras está em 97,04% – superior à meta da área técnica da usina, que é 94%. Já o índice de indisponibilidade forçada, que mostra quando as unidades geradoras estão paradas por falhas técnicas ou humanas, está em apenas 0,08%. A referência de valor para a área técnica é que seja inferior a 0,5%.

Além disso, mesmo com toda a dificuldade que a pandemia trouxe, o “Backlog” (tempo necessário para execução de todas as manutenções pendentes nos equipamentos da usina) permaneceu dentro dos níveis normais. Ou seja, as equipes de manutenção otimizaram e refizeram o planejamento das atividades tendo como resultado um plano preventivo rigorosamente em dia, executando todas as manutenções previstas no ano de 2020.

“O ano que termina deixa muitos aprendizados aos empregados da área técnica. Mas foi justamente em meio a tantas dificuldades que, mais uma vez, as equipes binacionais de Itaipu corresponderam às expectativas, garantindo a gestão eficiente da produção e dos ativos da usina”, elogia o diretor-geral brasileiro, general Joaquim Silva e Luna.

“É mais do que certo que 2021 será melhor para nossa gente, com a pandemia dominada e o fim desse terrível período de estiagem, que tanto afetou nossas usinas”, finaliza.

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