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Litoral do Paraná registra 120 acidentes com águas-vivas por dia



O litoral do Paraná registra, em média, 120 acidentes e queimaduras relacionados a águas-vivas e caravelas por dia. O levantamento é do Corpo de Bombeiros. Foram levados em conta os dados registrados nos oito primeiros dias da Operação Verão, que começou em 21 de dezembro.

Conforme os bombeiros, os acidentes com esses animais têm oscilado nos últimos anos. Foram 27 mil casos em 2016/17. No entanto, os números foram bem mais baixos nas temporadas seguintes: 1.188 casos em 2017/2018 e 1.469 em 2018/19. Por isso, o primeiro levantamento da atual temporada chama a atenção. Foram 964 casos apenas entre os dias 21 e 28 de dezembro.

Águas-vivas e caravelas não atacam os banhistas, mas podem queimá-los quando entram em contato com seres humanos. De acordo com os bombeiros, não se deve tocar nos animais, mesmo que pareçam mortos, na areia.

Em caso de queimaduras, nunca use água doce, nem esfregue o local atingido. A recomendação é lavar o local delicadamente com água do mar. Depois, o banhista deve procurar o Corpo de Bombeiros. De acordo com a corporação, todos os postos do litoral do Paraná contam com vinagre, que é usado para neutralizar a toxina dos invertebrados.

ACIDENTES COM ÁGUAS-VIVAS

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Divulgação/Sesa

As queimaduras são ocasionadas por uma substância que é venenosa. De acordo com o chefe da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Secretaria da Saúde, Emanuel Marques da Silva, o aumento do número de acidentes está relacionado às correntes marítimas que trazem os animais para a costa.

“As caravelas e as medusas, ou águas-vivas, são seres que estão no mar, e este é seu ambiente natural. Somos nós humanos que neste período de verão fazemos uso das praias, invadindo então o espaço delas, onde o acidente provocado pelo contato homem/animal acaba acontecendo”, pontuou.

A maioria dos acidentes com águas-vivas não evolui para quadros graves. Assim, o tratamento pode ser feito na beira da praia, pela equipe de guarda-vidas do Corpo de Bombeiros. Quando o envenenamento é severo, são recomendados exames mais completos, que devem ser feitos no hospital.

Em caso de dúvidas, o Centro de Controle de Envenenamentos do Paraná atende pelo número 0800 410 148.

Redação Paraná Portal

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