Redação – Paraná Portal
Foto: Reprodução/Instagram

Uma manifestação na manhã desta quinta-feira (21) pede melhores condições de trabalho aos policiais. O protesto ocorre em frente ao 16º Batalhão da Polícia Militar, em Guarapuava. Nesta semana, os praças (soldados, cabos e sargentos) afirmaram que não houve plano de contingência nos ataques à cidade.

Entre as reivindicações, estão: reajuste salarial, plano de saúde digno e a devida valorização da classe. 

Apra-PR (Associação de Praças do Estado do Paraná) rebateu a versão do comando da PMPR (Polícia Militar do Paraná) e da Sesp (Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná) de que havia sido planejada a contenção dos criminosos e a dispersão deles para a zona rural de Guarapuava.

De acordo com os soldados, cabos e sargentos, o movimento de chamada de reforços e aumento de efetivo foi de iniciativa própria deles. Já o comando da PM afirma que cada região do estado tem um plano de contingência específico, e que no caso relatado, há 10 páginas que explicam como deve ser o trabalho policial nessas ocasiões. 

Sobre os protestos, a PMPR e a Sesp não se pronunciaram até o fechamento da reportagem. Caso ocorra, será publicado neste espaço.

ATAQUES EM GUARAPUAVA

Cerca de 30 homens fortemente armados tinham o objetivo de realizar um assalto na transportadora de valores Proforte, em Guarapuava, entre o final da noite de domingo (17) e início desta segunda-feira (18).

Os criminosos incendiaram veículos na parte urbana da cidade e bloquearam a entrada e saída do 16° Batalhão de Polícia Militar, para evitar uma possível captura. Mesmo assim, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) e o comandante-geral da PM, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmaram que não houve êxito na realização do crime por conta de um plano de contingência que foi colocado em prática.

Ao todo, 260 policiais foram acionados com a missão de deslocar os envolvidos para a zona rural de Guarapuava. 

Alguns criminosos atearam fogo em veículos nos acessos à cidade, como na BR-277, e espalharam miguelitos pela pista – dispositivos pontiagudos usados para furar pneus.

Outros bandidos abordaram veículos pelas ruas da cidade e utilizaram populares como reféns, enquanto acontecia o ataque à transportadora. 

Após a ação, que durou cerca de três horas, eles fugiram sentido interior do estado.

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