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MPF apresenta alegações finais em processo que envolve Richa



MPF apresenta alegações finais em processo que envolve Richa

A força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba apresentou, nesta terça-feira (9), as alegações finais de processo que envolve o ex-governador do Paraná, Beto Richa. Este é o primeiro processo envolvendo desvios no governo paranaense cuja fase de instrução foi encerrada.

São investigados os crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro envolvendo uma Parceria Público Privada (PPP) constituída para a exploração e duplicação da rodovia PR-323, entre os municípios de Francisco Alves e Maringá.

Segundo o MPF, a empreiteira Odebrecht teria realizado pagamentos de propina em troca de benefícios nas obras da rodovia, em 2014. Os valores chegam a R$ 7,2 bilhões.

Na época, executivos da Odebrecht teriam procurado o então chefe de gabinete do governador Beto Richa, Deonilson Roldo, para pedir favorecimento na licitação da PPP. Roldo, em troca, pediu dinheiro para a campanha de Richa para o governo do estado naquele mesmo ano.

Em março, o Consórcio Rota das Fronteiras, composto pelas empresas Odebrecht, Tucumann, Gel e America, foi o único a fazer proposta na licitação. Ele recebeu a concessão e o contrato foi assinado em setembro.

Em julho, o empresário Jorge Atherino, que seria operador de Richa, se reuniu com executivos da Odebrecht para cobrar os pagamentos, que foram realizados por meio do Setor de Operações Estruturadas- que ficaria, mais tarde, conhecido como setor das propinas.

Foi aprovado um pagamento de R$ 4 milhões. Mais tarde, após perícia nos sistemas Drousys e MyWebDay do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, foram identificados registros de cinco pagamentos de propina entre os meses de setembro a outubro de 2014, que totalizaram R$ 3,5 milhões.

Na denúncia, o MPF afirma que, embora os valores tenham sido solicitados como “ajuda da campanha”, o dinheiro foi usado como contrapartida da venda da função pública e para o enriquecimento pessoal dos agentes públicos.

O MPF pede a condenação de Richa, Jorge Atherino, apontado como operador do ex-governador, Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete de Richa, Adolpho Julio da Silva Mello Neto, Benedito Junior, Fernando Migliacchio, Luciano Pizzatto, Luiz Antônio Bueno Junior, Luiz Eduardo Soares, Maria Lucia Tavares e Olívio Rodrigues Junior.

Além dos pedidos de prisão, o MPF solicita um valor mínimo para reparação de dano de R$ 4 milhões.

*Com informações do MPF



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