O governador Ratinho Júnior encaminhou uma resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF) rebatendo a tentativa do presidente Jair Bolsonaro de suspender decretos estaduais do Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Norte, que impuseram medidas mais restritivas de isolamento social para evitar a propagação do novo coronavírus.

No documento de nove páginas, o governo do estado ressalta a situação do Paraná com ocupação máxima dos leitos de UTI e também de enfermaria para pacientes da Covid-19.

Além disso, o governo lembra que a vacinação ainda é lenta, não apenas no Paraná, mas também em todo o país e, por isso, o estado não pode abrir mão das medidas mais severas no enfrentamento da pandemia.

Ratinho Júnior, aliado de Bolsonaro, ainda pontua que a restrição de circulação de pessoas diminui significativamente as aglomerações, festas clandestinas e acidentes não correlatos com a Covid-19, mas que, igualmente, concorrem para a escassez de leitos e de vagas nos hospitais.

O governo do estado concordou que parte da economia sucumbiu durante a pandemia e, mesmo assim, o número de casos e mortes pela doença é bastante alto. Nesta terça-feira, o estado já contabilizava 1.121.205 casos e 27.195 mortes pelo novo coronavírus.

Por outro lado, conforme o documento, o governo estadual frisa que caso não houvesse a adoção de medidas restritivas, o resultado certamente seria pior, porque o número de óbitos aumentaria exponencialmente e o sistema de saúde entraria em colapso, impactando não só aqueles que estão acometidos pela doença da COVID-19, mas também toda a sociedade que precise de serviços de saúde, quer na rede pública, quer na rede privada.

Ratinho Júnior diz ainda que, para evitar esse cenário, que atinge a sociedade como um todo, é que se fazem sacrifícios pontuais e provisórios, os quais são mitigados por políticas sociais, tanto em âmbito federal, como em âmbitos estaduais e municipais, relativas à geração de emprego e renda e de fomento à atividade de micro e pequenas empresas.

Ao final, o governo estadual lembra que ainda não se vislumbra o momento em que a maior parte da população paranaense estará vacinada e que, nesse sentido, o estágio de vacinação atual não permite o abandono das medidas restritivas, razão pela qual o Estado do Paraná mantém seu posicionamento de manter o decreto estadual vigente que atende os preceitos constitucionais e promove a adequada proteção à saúde.

A CBN Curitiba entrou em contato com o governo do estado para falar sobre a resposta do governador no STF e foi informada de que qualquer posicionamento só será dado após a decisão da justiça sobre o tema.

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