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Redação – Paraná Portal
Foto: Reprodução/Redes sociais

Jorge Guaranho, policial penal bolsonarista acusado de matar o guarda municipal Marcelo Arruda, vai passar por uma nova avaliação médica antes de deixar o hospital e seguir para o Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. 

Ele segue internado no Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná. A médica que acompanha o agente de segurança pediu uma nova avaliação e ele passa por novos exames hoje.

Ontem (4), a Justiça do Paraná negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pelos advogados do policial penal. A decisão foi do juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná.

O magistrado determinou que Guaranho deixe o hospital e vá para a unidade prisional com base postura “conflituosa, beligerante e intolerante” do policial penal no crime.tainer.html

MORTE DO PETISTA MARCELO ARRUDA EM FOZ DO IGUAÇU (PR)

O petista Marcelo Aloízio Arruda foi assassinado no dia 9 de julho, durante a própria festa de aniversário de 50 anos.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, Jorge Guaranho estava em uma confraternização, ingeriu bebidas alcoólicas e ficou sabendo da realização de uma festa na ARESF (Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu), cujo salão estava decorado com balões vermelhos e imagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O bolsonarista chegou ao local para provocar, segundo o inquérito policial. Dentro do carro dele, era tocada uma música de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL), quando é iniciada uma discussão entre ele e o petista.

O policial penal federal apontou uma arma e, em resposta, o aniversariante jogou terra contra ele e o carro dele. Guaranho deixou o local e falou para a esposa e o filho: “Isso não vai ficar assim. Nós fomos humilhados. Eu vou retornar”.

Marcelo Arruda durante a festa do aniversário. (Reprodução/redes sociais)

Depois da saída, Marcelo Arruda põe a sua arma de trabalho na cintura. As pessoas que estavam no salão pediram para que o portão de entrada fosse fechado, porém, o bolsonarista retorna e consegue entrar mesmo assim.

Ao perceber o retorno de Jorge Guaranho, a esposa do petista tenta intervir e se apresenta como policial civil. Marcelo saca a arma e ambos ficam com o instrumento apontado um para o outro por quatro segundos, até o bolsonarista atirar.

O guarda municipal e tesoureiro do PT responde e também atinge o policial penal federal. O socorro foi acionado, mas Marcelo Aloízio de Arruda não resistiu aos ferimentos. O bolsonarista permanece internado em um hospital de Foz do Iguaçu, em estado grave.

Segundo a PCPR, não houve motivação política para a prática do crime. O indiciamento foi por motivo torpe e perigo comum. No entanto, a denúncia apresentada pelo Ministério Público aponta a divergência política como motivação.