Destaques

O equilíbrio das contas e das ações sociais do governo



O equilíbrio das contas e das ações sociais do governo

 

O Governo do Estado não fará nova proposta de reajuste, além dos 5,09% já anunciado e parcelado em quatro anos. Equipes técnicas do Palácio Iguaçu se debruçaram em planilhas e números e chegaram à conclusão que não é possível atender às reivindicações do funcionalismo, pelo menos no momento.

Segundo o Palácio Iguaçu, “o governo tem que se pautar pela responsabilidade e pelo equilíbrio. Estamos avançando em todas as áreas e consolidando um cenário e um modelo de gestão focado no desenvolvimento e na melhora da qualidade de vida de cada um dos cidadãos desse estado. Vivemos um momento que exige cautela”. O governador Ratinho Junior chama de “equilíbrio das contas e equilíbrio social”.

Ainda de acordo com informações do governo. “para atender todas as demandas do funcionalismo público vamos investir R$ 4,1 bilhão. Temos um limite legal. Um limite prudencial e a consciência da capacidade de investimento. Estamos agindo com respeito ao funcionalismo público, mas também temos que respeitar os nossos limites e dentro das nossas possibilidades”.

Quando o governo fala de custo de R$ 4,1 bilhões, ele contabiliza a contratação de 2.500 policiais militares, 400 policiais civis, incluindo delegados e técnicos, 1000 professores, além de reajuste no auxílio-alimentação, vale-transporte e regime de progressão. Com a reforma da Previdência, o Estado perderá funcionários e terá que contratar para fazer a máquina funcionar.

A Folha de Pagamento, hoje, é de R$ 17 bilhões e passará para R$ 21 bilhões com os investimentos de mais R$ 4,1 bilhões. Ainda de acordo com técnicos do Governo do Estado, há um crescimento orgânico estimado da folha em 3%.

Técnicos do governo tentam entender as previsões de crescimento da arrecadação de 7,5%, feitas pelo economista que dá assessoria ao movimento do funcionalismo. “Perdemos R$ 700 milhões com IPVA (inadimplência), queda de 1,61% no PIB, o que diminuiu a arrecadação do ICMS e redução de 10% no repasse do Fundo de Participação do Estado do Governo Federal. Portanto, não entendemos a conta dos grevistas”, informa uma fonte do Palácio Iguaçu.

O governo sustenta que mantém a meta da geração de 500 mil empregos e investimentos de R$ 40 bilhões nos próximos três anos. Já contabiliza, por exemplo, R$ 16 bilhões de investimentos da iniciativa privada, sendo R$ 9,1 bilhões somente da Klabin que vai gerar 11 mil empregos no município de Ortigueira que tem, hoje, um dos menores índices de IDH do Estado.



Source link

Escreva um comentário