Cidades

Paiol Digital completa um ano com discussão sobre nações digitais

O futuro do trabalho, a formação de novas nações digitais e o uso de tecnologia para salvar vidas foram os temas do Paiol Digital, promovido na noite de terça-feira (25/6), no Teatro do Paiol, pela Agência Curitiba com apoio da Fundação Cultural. Foi o primeiro encontro da segunda temporada do projeto, que acaba de completar um ano e que ocorre sempre na última terça-feira de cada mês.

O Paiol Digital, que é uma iniciativa do movimento Vale do Pinhão, reuniu, no último ano, 1,2 mil pessoas, 52 palestrantes e 12 mediadores para discutir temas voltados para a inovação, empreendedorismo, futuro de mercados.

 Usamos um dos lugares mais tradicionais de Curitiba, o Teatro do Paiol, um antigo paiol de pólvora, para ser um celeiro das inteligências voltadas para inovação”, disse o prefeito Rafael Greca.

“O objetivo é sempre compartilhar experiências dentro do ecossistema de inovação da cidade”, completou Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba.

Com um público recorde de 180 pessoas, essa edição do Paiol Digital trouxe exemplos de como a inovação impacta toda a sociedade, seja no mercado de trabalho, na forma como vivemos e interagimos e até na medicina e no futuro da economia.

Para a escritora e socióloga Ana Cardoso, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com o impacto que a tecnologia vai trazer para o mercado de trabalho. “Há uma clara ruptura com as gerações anteriores na maneira de se relacionar com o trabalho”, diz ela, que realizou uma pesquisa sobre o futuro do trabalho com 300 pessoas de 30 áreas diferentes em 20 cidades e seis países.

Entre as tendências apontadas estão a de as pessoas fazerem mais publicidade sobre seu trabalho, se “venderem” mais, buscarem também mais lazer e terem que se reinventar ao longo da carreira.

“Com o uso da inteligência artificial, uma questão que se coloca no futuro é como manter e preservar o toque humano”, disse Ana Cardoso.

“As pessoas não querem lidar com pessoas agindo como máquinas. Saber se relacionar, aprender e ensinar, olhar o todo, saber ser flexível a mudanças e cuidar da saúde mental serão fundamentais”, resumiu.

Nações Digitais

As novas tecnologias não apenas estão mudando o mercado de trabalho, mas também devem acelerar nos próximos anos a criação de nações digitais, onde tudo será inteligente e conectado. Hoje 16% as empresas usam inteligência artificial. Em 2025, esse índice terá subido para 86%.

“A economia digital vai movimentar US$ 23 trilhões em novas espécies e modelos de negócios nos próximos anos”, prevê Juelinton Silveira, diretor de comunicação e negócios governamentais do grupo Huawei, que palestrou sobre o tema. “A tecnologia vai ajudar na agricultura inteligente, na mobilidade, no meio ambiente, na medicina”, disse.

Um exemplo da inovação a serviço da medicina é o robô Laura, criado em Curitiba pelo analista de sistemas Jacson Fressato. Depois de perder a filha com septicemia com apenas 18 dias de vida, ele empreendeu uma jornada para salvar vidas e evitar que a doença cause mais mortes.

O robô Laura tem um software com a capacidade de aprender analisando, entendendo e até conversando com áreas operacionais de, por exemplo, hospitais. Assim é possível acompanhar rapidamente, com o cruzamento de dados, se o paciente está deteriorando e detectar a ocorrência de sepse. Em três anos, o Laura já está presente em 13 hospitais e seis instituições.

“É uma forma de eu honrar a memória da minha filha. Hoje o robô Laura salva 10 pessoas por dia.” 

Além de palestras, Paiol Digital contou com o lançamento da plataforma colaborativa do Vale do Pinhão em parceria com a startup Duopana.

fonte: https://www.curitiba.pr.gov.br

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