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Foto: Reprodução/TV Band Curitiba

Policial militar mata colega durante discussão sobre direção da viatura no Paraná

O PM (Policial Militar) Elias Patanoski atirou e matou o seu colega de farda durante uma discussão na noite desta quinta-feira (4), em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. O desentendimento foi iniciado enquanto a equipe se deslocava para uma ocorrência.

De acordo com informações da polícia, Lecio Tadeu dos Santos, de 42 anos, dirigia a viatura para uma ocorrência quando Patanoski, de 31 anos, o reprendeu pela maneira que estava conduzindo o veículo, motivando a discussão.

Em um determinado momento, após os dois desferirem ofensas, Santos parou a viatura na Rua Santa Mariana. Nesse momento, os dois soldados desceram da viatura e continuaram a briga do lado de fora do carro.

Nesse momento, Santos desferiu um golpe contra Patanoski, que sacou a arma e disparou contra o rosto do colega de farda. O comandante, que acompanhou todo o desentendimento, recolheu o revólver e deu voz de prisão contra o soldado.

O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas Lecio Tadeu dos Santos, que estava na corporação há mais de 10 anos, morreu no local. Em seguida, a corregedoria da PMPR, o IML (Instituto Médico Legal) de Curitiba e a Polícia Científica se deslocaram até o local.

De acordo com o Coronel Hudson Leôncio Teixeira, Subcomandante-Geral da PMPR, o policial Patanoski demonstrou arrependimento após matar o colega de farda durante a discussão. “Ele está arrependido, foi um momento desinteligente…talvez até por instinto, ele efetuou o disparo. Mas ele demonstrou arrependimento, uma vez que a família dele vai penar e a do policial morto também.”

O Coronel Hudson contou que perguntou para o policial que efetuou o disparo se os dois tinham algum desentendimento, mas ele negou. “Ele disse que ao longo dos últimos dias os dois não estavam se entendendo, mas que não houve nenhum atrito anterior. Mas isso é claro que vai ser apurado pela Companhia.”
O PM Elias Patanoski foi encaminhado para o Batalhão de Polícia de Guarda. Um inquérito militar foi aberto para investigar o caso.

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