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Porto de Paranaguá amplia cerco contra o tráfico e quer fiscalizar baía



Porto de Paranaguá amplia cerco contra o tráfico e quer fiscalizar baía

A apreensão de 798 kg de cocaína escondida em carros transportados por um navio saído de Paranaguá no 1º dia desse mês em Dacar, no Senegal, teve resposta rápida das autoridades de segurança no porto paranaense.

Na última terça foi realizada a primeira megaoperação conjunta contra o tráfico de drogas, com 20 homens da Guarda Portuária, policiais militares e agentes federais (da Polícia e Receita), além de cães farejadores. Ao todo foram vistoriados 109 veículos que saíram com destino à África. Nada foi encontrado, mas a intenção é que as operações se tornem frequentes.

“Em tese, a impressão é que a droga teria embarcado junto com os veículos no porto. A ideia é intensificar a fiscalização todas as vezes de acordo com o embarque dessas mercadorias ao exterior,
principalmente com destinos a África e Europa, para no caso de alguma coisa ser encontrada futuramente no exterior a gente possa dizer 100% que não passou pelo porto”, explica o chefe da
UASP (Unidade Administrativa de Segurança Portuária), major César Kamakawa.

O major explica que os veículos exportados passam por um amplo processo de fiscalização. “Eles são devidamente vistoriados quando chegam, todos os seus componentes obrigatórios como
estepe, chave de roda, pintura e estofamento são vistos um a um. Depois são colocados em uma área estratégica com câmera de segurança e vigilância 24h”, conta. Agora será intensificada essa vitoria no embarque.

O porto ainda não descarta nenhuma hipótese, mas a suspeita é que os navios estejam recebendo drogas já no mar, fora do alcance da fiscalização. “Pode ser que embarcações menores emparelhem com os navios já no deslocamento externo, longe do alcance visual e nossa atuação, por enquanto”, declara Kamakawa.

O “por enquanto”, é porque está em processo de compra uma embarcação para a Guarda fazer essa fiscalização na região da Baía de Paranaguá. “É um projeto da nova gestão do porto para ampliação do raio de atuação, um meio a mais. Qualquer coisa que chame atenção, comportamento suspeito, será verificado”, revela. O major diz que em eventualidades essa fiscalização poderá acontecer além da baía, com apoio de barcos maiores, como da Polícia Ambiental.

Contêineres

O uso de veículos no tráfico internacional de drogas pode ser uma alternativa ao “tradicional” envio via contêineres, já que as apreensões têm crescido neste ano. Com dois scanners, a Polícia
e Receita Federal verificam os contêineres duas vezes: quando ele chega no terminal e antes do embarque.



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