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Réus do “Caso Daniel” começam a ser interrogados nesta terça-feira



Réus do “Caso Daniel” começam a ser interrogados nesta terça-feira

Os sete réus envolvidos na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas começam a ser ouvidos nesta terça-feira (1). Os interrogatórios serão retomados no Fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Até agora, apenas testemunhas de defesa e acusação prestaram depoimento em juízo.

Serão ouvidos Edison Brittes, assassino confesso do jogador, Cristiana Brittes, esposa de Edison, Allana Brittes, filha do casal, David Vollero Silva, Ygor King, Eduardo Henrique da Silva e Evellyn Brisola Perusso.

Ao todo, três dias foram reservados pela juíza Luciane Regina Martins de Paula, da 1ª Vara Criminal de SJP. “Há uma possibilidade de alguns dos acusados permanecerem em silêncio, então, muito embora tenha sido resguardado três dias para esses atos, é possível que eles encerrem antes da data prevista”, explica Renan Canto, um dos advogados da família Brittes.

Dos reús, cinco estão presos. Apenas Evellyn Perusso responde ao processo em liberdade desde o início. Já Allana Brittes deixou a Penitenciária Feminina de Piraquara na última semana, após um habeas corpus ser aceito pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Após as oitivas, a juíza tem o prazo para definir se os acusados vão ou não a júri popular. Segundo Renan Canto, a defesa dos Brittes não tem medo do júri. “A defesa não tem nenhum temor do júri, pelo contrário”, disse.

QUEM SÃO OS ACUSADOS

Respondem pelo crime o comerciante Edison Brittes, assassino confesso de Daniel; Cristiana Brittes, esposa de Edison;  Allana Brittes, filha do casal; Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Ygor King, David Vollero Silva e Evellyn Brisola Perusso.

Dos suspeitos, apenas Evellyn Brisola Perusso, responde o processo em liberdade. Os outros seis foram detidos poucos dias após o crime:

  • Edison Brittes Júnior – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes – homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Allana Brittes – coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Eduardo da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • Ygor King – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de adolescente;
  • David Willian Vollero da Silva – homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de adolescente e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola Perusso – denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de adolescente e falso testemunho.

O CASO

Revelado pelo Cruzeiro e com passagens por Coritiba, São Paulo, Ponte Preta, Botafogo e São Bento, Daniel veio para Curitiba comemorar o aniversário de 18 anos de Allana Brittes, no dia 26 de outubro de 2018, em uma casa noturna, no bairro Batel. A comemoração se estendeu na casa dos pais de Allana, Cristiana e Edison Brittes, último lugar que o jogador teve contato com amigos pelo WhatsApp. Na casa, ele foi espancado e depois conduzido no porta-malas do carro de Edison até a Colônia Mergulhão, onde foi morto.

Beto Richa adia Caso Daniel Foto SPFC
Foto: Reprodução/SPFC

O corpo do jogador foi encontrado em uma área de mata, na cidade de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sábado, 27 de outubro de 2018, por moradores da região. Ele estava nu, com diversos cortes, dois deles profundos na região do pescoço, e teve o pênis decepado. O órgão estava pendurado em uma árvore a 20 metros de onde o corpo foi encontrado.

Edison foi gravado em ligação com um amigo da vítima se lamentando sobre o sumiço do atleta e dando outra versão sobre o que aconteceu na noite em que Daniel morreu. Na ligação, que aconteceu após o corpo de Daniel ter sido encontrado e identificado, Edison Brittes diz que não sabia como Daniel foi embora e que estava chocado com o caso. Falou também que teve que dar calmante para a filha, Allana, após saberem da morte da vítima e que ele chegou a ligar para a irmã de Daniel para dar os pêsames.

O empresário afirma que Daniel estava no quarto tentando estuprar Cristiana. O delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevizan, declarou que a família Brittes mentiu nos depoimentos e que teriam formulado uma história.



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