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Rossoni, acusado de desvio de dinheiro público, nega tudo

No início da semana, uma notícia publicada em um blog de Curitiba, com direito a repique em vários outros veículos de comunicação da região Sul, deixava claro a intenção do ex-deputado estadual e federal, Valdir Rossoni, de se candidatar a Prefeitura de União da Vitória. Quatro dias depois, o ex-presidente da Assembleia, acusado de corrupção no caso Quadro Negro, volta às páginas com uma nova acusação do Ministério Público do Estado. Desta vez, por causar prejuízo de mais de R$ 20 milhões aos cofres públicos em um suposto esquema de contratação de funcionários fantasmas em seu gabinete entre 1992 e 2010.

Rossoni, que não se reelegeu deputado federal nas últimas eleições, provavelmente em função de sua ligação com o ex-governador Beto Richa, também acusado, inclusive foi preso, por corrupção foi uma espécie de “xerifão” na Assembleia Legislativa, onde mandava e desmandava. Também exerceu grande influência política no governo de Richa ao chefiar a Casa Civil. Em todas as acusações diz ser vítima, a exemplo desta de desvio de dinheiro por contratação de funcionários fantasmas.

A promotora do Ministério Público estadual, Danielle Thomé, afirma que Valdir Rossoni desviou salários de funcionários comissionados do gabinete dele e da liderança do governo, quando presidente da casa, “sendo que eles nunca exerceram qualquer função”. De acordo com o MP-PR, havia funcionários que sequer sabiam que os nomes tinham sido usados no esquema de desvio de dinheiro público. A promotora afirma que o ex-deputado e uma servidora fizeram as contratações.

Edine de Lourdes Ramon Vianna, então funcionária de Rossoni e que atualmente trabalha na presidência da Alep, foi acusada de ser a operadora do esquema. Segundo o MP-PR, ela viabilizou a nomeação de familiares para assessoria parlamentar de Rossoni sem que eles exercessem os cargos.

O MP-PR afirma que Rossoni enriqueceu e permitiu que Edine enriquecesse ilicitamente ao se apropriarem dos salários dos funcionários. Por isso, houve um pedido de bloqueio de bens no valor de R$ 119 milhões para cada um.

Em resposta às acusações, Rossoni afirmou que foi ele quem fez a faxina dos funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa e que está pagando o preço por isso até hoje. Segundo a RPC, “o advogado dele, José Cid Campello, disse que se trata de mais uma ação do MP-PR de perseguição contra Rossoni.

“Nenhuma das ações ajuizadas contra ele até agora teve sucesso e parece que agora o objetivo é pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, a qualquer momento, vai julgar o processo no qual ele novamente vai obter uma cadeira de deputado federal”, afirmou.

Ainda segundo advogado, a ação diz respeito a atos realizados no começo do século, “totalmente fora de época e com total falta de noção da promotora que afirmou que Rossoni teria dado um prejuízo para o estado R$ 110 milhões”.

“Como se fosse possível isso. Com certeza absoluta a ação vai ser julgado improcedente. Acrescente que foi ele quem fez a faxina na Assembleia quando foi presidente”.

Pedro Ribeiro – Paraná Portal

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