Leonardo Gomes – BandNews FM Curitiba
Foto: Josette Leprevost/Alep

A entrada de quatro novos deputados na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) após a cassação de Fernando Francischini (PSL) causou impactos na estrutura organizacional da Casa. Foram exonerados 52 funcionários comissionados lotados nos gabinetes dos deputados que perderam os mandatos, em comissões e lideranças. As informações são da BandNews Curitiba.

As exonerações foram publicadas no Diário Oficial na quarta-feira (3). As 52 vagas deixadas devem ser preenchidas por novos funcionários a serem nomeados pelos novos deputados: Adelino Ribeiro (Patriotas), Nereu Moura (MDB), Elio Rusch (DEM) e Pedro Paulo Bazana (PV). Os parlamentares assumem as vagas na Alep na segunda-feira (8).

Fernando Francischini foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de autoridade e uso indevido dos meios de comunicação. Em 2018, com a votação ainda em andamento, Francischini disse em uma live no Facebook que estava comprovado que as urnas eletrônicas haviam sido fraudadas, para prejudicar o então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro.

As denúncias nunca foram comprovadas. O político afirma que vai recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). Por ter recebido 427.749 votos nas eleições de 2018, os votos dados a Francischini elegeram outros três deputados estaduais do PSL. Por isso eles também perderam o mandato.

Francischini presidia a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal da Casa. Na Comissão de Segurança Pública (CSP), apenas Subtenente Everton fazia parte entre os deputados que perderam o mandato – este por outro processo. Cassiano Caron (PSL), que tinha assumido a vaga dele no fim de outubro e também já deixou a Casa, não chegou a fazer nomeações.

Conforme o Portal da Transparência, em agosto a Alep tinha 1.756 funcionários em cargos em comissão. Já a quantidade de servidores concursados era de 194 no mesmo mês.

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