Bombando

Secretária de Saúde de Curitiba diz que não tem nada a fazer contra o câncer.

Uma declaração da secretária municipal de Saúde, Márcia Huçulak, aumentou muito as dúvidas sobre a qualidade dos serviços e a eficácia do atual sistema público de saúde de Curitiba.

“A mortalidade do câncer, vou dizer doutora Maria Letícia, isso é tendência de, quanto mais evoluirmos no sistema de saúde, primeira causa no mundo são as doenças do aparelho cardio-circulatório”, disse Márcia, ao responder questionamentos da vereadora Maria Letícia Fagundes.

“No mundo, no Brasil, no Paraná e em Curitiba. Estamos no patamar de países desenvolvidos. Segunda causa no mundo é câncer, é o que mais vai crescer”, ressaltou a secretária de saúda gestão Rafael Greca.

“A partir do momento que nós vivemos mais, nós teremos mais casos. A senhora sabe, a senhora é médica”, completou Márcia Huçulak, como mostra vídeo da audiência na última terça-feira (28)

Ao iniciar a resposta à vereadora, a secretária se referiu ao chefe: “Para, vou usar uma palavra do meu prefeito, ‘desespero dos nossos opositores’ ela (saúde) vai muito bem. A equipe só tem elogios”, disse.

“Nós não temos nenhuma dificuldade, nenhuma situação com relação a atendimento aos usuários, todos, como em qualquer outra UPA nós acompanhamos, junto a FEAES, nós temos o mesmo acompanhamento, mas os resultados são muito satisfatórios”, completou Márcia, dando a entender que o sistema na capital está no melhor dos mundos.

Índices aumentaram
Ao comentar as declarações, Maria Letícia usou os gráficos entregues pela própria secretária aos vereadores. “De 2017 a 2019 houve crescimento de todos os índices, de internamento em atenção básica. Se a saúde está melhor, como a senhora coloca, tem que haver uma queda dos internamentos”, disse.

“Só que o seu gráfico mostra claramente que aumentou em todas as faixas etárias desde 2017, 2018 a 2019”, informou Maria Letícia, que é Ginecologista e Obstetra e perita do IML (Instituto Médico Legal).

A vereadora informou também ter dúvidas também com relação a mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis.

“Aqui (no gráfico) aumentou as mortes por neoplasia e problemas circulatórias, quer dizer, isto, sem dúvida parece um aumento da falha de encaminhamento para serviços especializados e a senhora me dizia que em 30 dias estão conseguindo marcar consultas?”, completou Maria Letícia.

Do site Cabezanews

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