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Suspeito de matar Rachel Genofre há 11 anos confessa o crime

Carlos Eduardo dos Santos apontado como o assassino de Rachel Genofre, de apenas nove anos, confessou o crime à polícia. A afirmação foi feita, nesta quarta-feira (25), pela delegada Camila Cecconelo, responsável pelo caso. A Polícia Civil do Paraná interrogou o suspeito nesta terça-feira (24), em Sorocaba, no interior de São Paulo, onde ele está preso.

“Ele alegou que morava em determinado local aqui no Centro de Curitiba e que ele já havia observado a Rachel. Após essas observações que ele fez da rotina dela, ele acabou abordando a Rachel. Ele disse que era produtor de um programa infantil de televisão, bem famoso na época, e chamou a Rachel para ir até o escritório dele para assinar os papéis que seriam necessários para ela participar desse programa de televisão”, contou a delegada.

A polícia mostrou a foto da menina para Carlos Eduardo, que prontamente reconheceu a vítima. O homem relatou que Rachel concordou em ir até a residência dele. “A Rachel assim que chegou no local estranhou e começou a reagir, começou a gritar. Nesse momento que ele acabou cometendo o ato sexual e acabou matando a menina, como ele mesmo confessa”, disse Cecconelo.

O corpo de Rachel foi encontrado dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba há quase 11 anos. “Ele não fala porque deixou, só falou que quis colocar o corpo dentro da mala e que era um local que ele poderia transitar com essa mala sem ser percebido, por isso ele acabou deixando ali. Ele contou que deixou ali, ficou um tempo olhando para ver se ninguém se aproximava e depois abandonou a mala”, afirmou a delegada.

Na última semana, as forças de segurança do Paraná confirmaram que tinham encontrado o suspeito, após análises de materiais genéticos. O DNA de Carlos Eduardo é compatível com os rastros encontrados no corpo de Rachel Genofre. A identificação foi possível após uma integração de dados entre Paraná, São Paulo e Brasília.

“Em um primeiro momento ele disse que iria falar apenas em juízo. Nós explicamos para ele já tínhamos o DNA, então seria uma coisa que era melhor ele dar a versão dele. Aí ele acabou contando”, explicou a delegada.

Carlos Eduardo está detido desde 2016, em Sorocaba. Ele cumpre pena de 22 anos por outros crimes, alguns deles relacionados a estupros de crianças na faixa etária de Rachel. “Nós estamos diante de um fato, de uma pessoa que tem seis indiciamentos por estupro, costumava atacar vítimas dessa faixa etária, então os exames irão dizer se estamos diante de alguém com problemas mentais”, ressaltou Cecconelo.

A polícia agora verifica se Carlos Eduardo teve a ajuda de outras pessoas para cometer o crime. “Ele relatou o crime com frieza, sem emoção”, disse a delegada.

QUASE 11 ANOS SEM RESPOSTA

Reprodução/Arquivo Pessoal

Rachel Genofre, de apenas nove anos, desapareceu no dia 3 de novembro de 2008, após sair da escola. Ela foi vista pela última vez, por volta das 17h30, em um ponto próximo à Praça Rui Barbosa, na Rua Voluntários da Pátria, no Centro de Curitiba.

O corpo da menina foi encontrado dois dias depois em uma mala, deixada embaixo de uma escada, na Rodoferroviária de Curitiba, também no Centro. Ele estava esquartejado, com sinais de estrangulamento e violência sexual.

A polícia foi acionada depois que dois indígenas, que dormiam na rodoviária, encontraram a mala suspeita durante a madrugada. A identidade de Rachel só foi confirmada após exames do IML (Instituto Médico-Legal).

As câmeras de vigilância da rodoferroviária não estavam funcionando naquele dia.

MAIS DE 200 EXAMES DE DNA

Durante quase 11 anos, foram feitos mais de 200 exames de DNA em busca do autor do crime. Vários homens foram presos, mas nenhuma suspeita se confirmou.

Francielly Azevedo – Paraná Portal

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