Cidades

Veja o que o funciona e o que para na greve geral desta sexta

Angelo Sfair

Foto: Ilustração/Sinduepg

Diversas categorias devem cruzar os braços nesta sexta-feira (14) durante a greve geral contra a reforma da Previdência. As manifestações foram convocadas em todo o Brasil por um conglomerado de centrais sindicais, como CUT, CTB e Força Sindical.

No Paraná, dezenas de categorias confirmaram a adesão ao movimento. Em Curitiba, manifestantes devem se concentram a partir das 9h em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo estadual, no Centro Cívico.

Ônibus 

Algumas garagens amanheceram fechadas na manhã desta sexta-feira e ônibus bloqueiam ruas em Curitiba. Várias cidades pelo Paraná enfrentam o mesmo problema.

Após consultas aos trabalhadores, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) chegou a anunciar nesta quinta-feira (13) à tarde que os ônibus deveriam circular normalmente nesta sexta (14).  Os trabalhadores foram ouvidos em todas as empresas. A maioria tinha decidido por não cruzar os braços.

Escolas têm funcionamento incerto

O sindicato que representa os professores da rede estadual de ensino aderiu à paralisação nacional e convocou os servidores a cruzar os braços nesta sexta-feira. Eles aproveitarão a data para também sair em defesa da educação pública.

Apenas 10% das escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) aderiram à paralisação desta sexta-feira (14/6). Nesta manhã, são 39 escolas e cinco CMEIs com atividades paralisadas, entre as 406 unidades da rede municipal de ensino.

Outras categorias aderem à greve geral

O Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba também aprovou por unanimidade a adesão à greve geral. Os metalúrgicos também cruzam os braços e afirmam que serão realizadas cinco grandes carreatas no dia da manifestação geral.

O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismac) e o Sindicato dos Servidores Municipais de Curitiba (Sismuc) também vão parar.

Na área da segurança pública, o movimento nacional ganhou a adesão do Sinclapol (Polícia Civil), Sindespol (Polícia Militar), Sindarspen (agentes penitenciários), UPCB (bombeiros militares), Sipol (investigadores), Adepol (delegados), entre outras entidades.

Os petroleiros também confirmaram a participação na greve geral. Os protestos contra a reforma da Previdência devem começar às 6h, em frente à Refinaria Getúlia Vargas (REPAR), em Araucária, na região metropolitana.

Servidores do estado pressionam Ratinho

Os servidores estaduais também pedem para que o governador do estado, Ratinho Junior (PSD), aceite negociar a data-bate. As categorias reclamam do congelamento dos salários. Alguns profissionais estão sem repor a inflação desde 2016 e as perdas calculadas pelos trabalhadores chegam a até 17%.

“Nós estaremos concentrados desde cedo em frente ao Palácio Iguaçu. Reivindicamos uma reunião com o governador para uma pauta unificada com outros servidores. Nós precisamos discutir a data-base. Temos quatro anos de salários congelados e acreditamos que o governo tem condições de apresentar uma proposta”, disse o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão, em entrevista ao Paraná Portal.

Indicativo de greve

A depender do sucesso ou fracasso das negociações desta sexta-feira (14), servidores estaduais prometem votar no sábado (15) um indicativo de greve geral.

Caso as reivindicações não sejam atendidas, várias organizações devem dar início ao planejamento de uma paralisação de todas as categorias do serviço público a partir do dia 25 de junho.

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